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Gotham City Cyber Bar

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1 Gotham City Cyber Bar em Sex Jun 17, 2011 5:56 am

Na preferência do público geek e hipster de Nova Orleans está o GCCB (eles amam abreviações). Dotado de um estilo único e um público bem peculiar, o cyber bar tornou-se o ponto de encontro oficial dos jovens que preferem navegar pela internet, ouvir bandas undergrounds e curtir uma bebida ou junk foods de uma forma diferente.

A diferenciação começa na fachada. Não há nenhum letreiro luminoso como nas casas do French Quarter; na verdade, não há placa alguma avisando sobre o local. Uma grade como as que cercam quadras de basquete é o "muro" do Cyber Bar, e uma corrente mal colocada em volta do único portão de acesso garante a segurança à noite. Desenhos de heróis nas paredes externas são a única dica do que as pessoas poderão encontrar ali dentro.



No lado de dentro há uma mesa de sinuca próximo à porta e alguns arcades e fliperamas antigos, com clássicos como Pac-Man e Space Invaders. Algumas poucas mesinhas redondas cercadas por banquetas altas são servidas por um telão que reveza vídeos de desenhos animados, filmes clássicos - como a trilogia Star Wars - e transmissão ao vivo da banda que estiver tocando na noite. Há ainda um balcão onde os solitários podem comentar com o barman e dono do local sobre os episódios das suas séries favoritas. Em torno desse balcão e por todo o salão, há quadros e pôsteres de super-heróis, de heroínas gotosonas e itens como o escudo do Capitão América autografado por Stan Lee.



Enquanto que as portas do lado direito levam aos banheiros, a do lado esquerdo guiam o visitante pela escada que dá acesso aos computadores no segundo piso. Um link dedicado wireless fornece banda larga de 100 mb para todas as máquinas do bar e também para os notebooks trazidos pelos frequentadores. Neste local costumam ser reunir muitos jovens talentosos nas perícias tecnológicas, e talvez por isso o GCCB já tenha recebido mais batidas policiais do que normalmente receberia.

Perto da sinuca e das máquinas eletrônicas no 1º piso, há um alçapão. A escada íngreme e estreita permite a passagem de apenas uma pessoa por vez. No porão, outra surpresa: um espaço pequeno e aconchegante onde bandas que não fazem o circuito pop de Nova Orleans podem desfilar seus repertórios para um público ávido por novidades.

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2 Re: Gotham City Cyber Bar em Dom Abr 01, 2012 12:06 am

O universo estava conspirando para a minha desgraça. Os movimentos planetários, regidos por magnetismo energéticos provindos do sol, em nossa galáxia, estavam fazendo um alinhamento perfeito para foder a minha vida.

Não se trata de uma questão astrológica, porque isso é tão patético quanto o momento que eu estava vivendo. Signos, regências e afins só serviam para me irritar e enganar idiotas alienados por crenças estúpidas em poderes divinos e superiores que, supostamente, se importavam com a sua miserável existência.

A grande carência humana e a infantil necessidade de acreditar no além.

A matriz energética que movia o universo era, sim, visível e palpável o suficiente para que existissem provas de sua existência, algo tão concreto e cientifico que era capaz de influenciar na vida humana e, principalmente, em sua tecnologia. Tempestades solares, todos os dias, desgraçavam sinais de satélites de telecomunicações, como por exemplo, os telefones celulares e os canais de televisão por assinatura. Ninguém nota, claro. Preferem se enganar com uma desculpa qualquer de ‘péssimo trabalho’ da empresa fornecedora, mas sequer sabem o quanto essas tempestades mexem com a vida de cada ser que sobrevive nesse planeta.

Era exatamente por isso que eu tinha a firme convicção que as forças universais estavam conspirando para foder a minha vida.

Propostas de trabalhos para mim nunca foram escassas e nem nunca seriam. Meu campo de conhecimento e vasto, mas, ao mesmo tempo, específico, o que deixava meu currículo amplo o suficiente para contratos dos mais diversos tipos. Eu tinha meu emprego fixo como pesquisador e professor da Universidade, mas não foram poucos os documentários que gravei em parceria com a BBC Discovery, muito menos os artigos para revistas científicas e afins.

O motivo era obvio: 2012. O ano das mudanças bruscas, do alinhamento de marte com a lua, da possível modificação de polos terrestres, catástrofes, fim do mundo. Um monte de porcaria que, na maioria das vezes, sequer tinha fundamento. Todos estavam tão preocupados com o que algum índio mexicano desgraçado fantasiou depois de consumir algum chá alucinógeno que não prestavam atenção ao que estava ocorrendo no presente imediato.

E era exatamente por causa de 2012 que eu estava tendo uma das maiores oportunidades da minha carreira.

Um documentário extenso sobre o fatídico ano, derrubando ou sustentando as teorias religiosas do tal índio e de todos os outros povos, além de comparar os fatos com a realidade cósmica atual. Seria brilhante, disso eu tinha certeza, que foi confirmada assim que eu terminei de reler minha tese sobre o assunto, a ser entregue amanhã pela manhã para aprovação.

O problema foi quando tentei imprimir a dita tese.

Cartuchos estavam cheios, já que não tolero a ideia de correr riscos, muito menos por uma estupidez como falta de tinta. Nenhum erro técnico que eu pudesse aferir, com minhas habilidades um pouco limitadas. Então, não fazia sentido algum que aquela porcaria não funcionasse no momento em que eu mais precisava.

Tempestades solares, eu deduzi após diversas tentativas de seguir os estúpidos tutoriais inúteis do Windows. Nada dava certo, nada parecia estar errado, então o que infernos me impediu de imprimir a tese de oitenta páginas às 2:15 da madrugada só poderia ser algo fora do âmbito humano.

Retirei e coloquei peças, soquei a maldita impressora, e acho até que estraguei mais um pouco aquela porcaria que não havia sido nem um pouco barata. Mas, no final das contas, eu só tinha uma salvação: qualquer lan house que estivesse aberta àquele horário. O google se mostrou um aliado eficiente, dando-me o endereço de alguns lugares aos quais telefonei para confirmar a veracidade. Não era estúpido o suficiente de confiar num buscador popular de informações, e isso se mostrou algo bastante eficiente, já que apenas dois locais estavam realmente funcionando.

Gravei meu documento no pendrive e peguei o carro, dirigindo até o lugar mais próximo. Não havia letreiros e a fachada se mostrou algo de gosto duvidoso e juvenil, fazendo com que meu cenho se franzisse em desgosto. Eu não tinha opção, essa era a verdade, mas isso não significava que eu deveria achar agradável.

O nome do local, em si, já era estúpido o suficiente para que eu desejasse não estar ali, mas, ao entrar, eu tive a certeza de que tinha ido para o último dos infernos.

Tentei me orientar pela luz pobre e pela multidão de adolescentes sujos e suados que se amontoavam por aquele pulgueiro. O artigo no google havia relatado que a lan house se encontrava no segundo andar, e foi exatamente para lá que segui, tentando não permitir que qualquer corpo infestado de bactérias e oleosidade púbere sequer tocasse o meu. O alívio que preencheu meu interior ao me deparar com a bancada da lan house que, apesar de cheia, estava pelo menos respirável, fora indescritível. Aproximei-me sem olhar para os lados, porém, não deixando de reparar nos olhares que me seguiam. Eu estava bem vestido demais, penteado demais, não tinha idade para estar ali e, principalmente, estava limpo.

Cheguei ao balcão e sequer reparei no atendente, colocando o pendrive na superfície plana e o arrastando em sua direção, sem qualquer intenção de ter contato físico e receber micróbios daquele nerd estúpido.

- Impressão. Oitenta páginas, frente e verso.

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3 Re: Gotham City Cyber Bar em Dom Abr 01, 2012 11:58 pm

Não tem nada melhor do que acordar cedo para aproveitar bem o dia! Hoje, eram apenas seis e meia da tarde e eu já estava em pé, completamente disposto a fazer uma faxina no apartamento. Acho que não fazia uma desde quando havia me mudado, porque cada coisa esquisita que encontrei no meio da bagunça! Tipo aquela tigela de sucrilhos em formato de pokébola que pensei ter perdido, e na verdade estava embaixo do sofá com uma camada bizarra de bolor dentro dela todinha. Devo ter largado a coitada lá com resto de leite e sucrilhos. Mas o pior havia sido quando resolvi dar fim ao monte de caixas de papelão, que um dia embalaram minhas preciosas peças de computador, e descobri uma família de ratos morando dentro delas. Eu não sabia se corria deles ou atrás deles. De qualquer jeito, acabei jogando tanta tralha fora que não sobrou mais lugar nenhum para fazerem um novo ninho. Eu acho. Enfim.

Planejei mentalmente fazer aquilo mais vezes, tinha sido até divertido. Era uma ótima oportunidade para poder dançar com um esfregão, só de meias e cueca sem parecer um doido aleatório, ainda mais com o dubstep que botei para tocar enquanto limpava o chão da cozinha. Tudo bem que a combinação de meias mais sabão mais azuleijo não havia sido muito boa - minha nádega e cotovelo esquerdos que o digam - mas ainda assim deu para me distrair e gastar um bom tanto de energia. Sempre fui muito hiperativo, por isso que não engordo mesmo passando a maior parte das horas mofando sentado na frente do computador, e enchendo a cara de "porcaria", como dizia minha mãe. Quando me empolgo jogando Call Of Duty, por exemplo, chego a ficar em pé me balançando de um lado para o outro e suando por todos os poros, como se estivesse de verdade lá na batalha. Acho que o tanto de café que tomo diariamente também tem sua parcela de culpa nisso.

Às nove e meia da noite, depois de remover meia tonelada de lixo do meu apartamento, eu ainda estava agitado o suficiente para me engalfinhar em uma luta contra as mariposas que invadiram minha sala e resolveram fazer um encontro familiar em volta da lâmpada do teto. Odeio mariposas, elas sempre dão um jeito de surgirem do absoluto nada para voar direto na direção da sua cara. Só desisti quando na quinta almofadada, acertei a dita lâmpada, quebrando-a. Não é como se elas tivessem saído ganhando também. Então por causa daquele pequeno resquício de energia, resolvi ir a pé para o trabalho. Dez quarteirões seriam o suficiente para me deixar cansado de modo que eu não fosse reclamar de ter que passar o resto da noite sentado. Pelo menos nas primeiras duas horas.

A história de como eu tinha conseguido aquele emprego era meio aleatória. Um belo dia, um amigo meu me convenceu a ir com ele no tal de Gotham City Cyber Bar, conhecer umas pessoas, assistir algum show ou até mesmo beber um pouco, coisa que não costumo fazer. Só fui porque, além do nome sugerir, ele me disse que tinha uma lan house no andar de cima. Já tinha visto lan house com cafeteria, lan house com biblioteca, lan house com locadora de filme e até lan house com loja de conveniência, mas lan house com bar era a primeira vez. No começo fiquei um pouco incomodado com o excesso de pessoas em um espaço tão pequeno - quase perdi um tênis no meio da galera se empurrando - mas depois acabei me encantando com a decoração do lugar. As cabines do banheiro eram pintadas exatamente como a TARDIS! Apesar de elas não serem enormes por dentro, a idéia era ótima. Enfim. Passei a maior parte do tempo no segundo andar, alternando entre jogar e me frustrar com a mocinha que trabalhava no balcão. Ela tinha pelo menos umas três cores diferentes no cabelo, usava óculos sem lentes e não sabia liberar as máquinas sem precisar ir pedir ajuda de um outro funcionário de dez em dez minutos. Aí então, quando ela saiu pela sexta vez, decidi dar um jeito no caos. Na verdade não fiz nada além de fechar as milhares de páginas do facebook e do tumblr que ela tinha aberto no computador matriz e reiniciar o programa de gerenciamento, mas foi o suficiente para o chefe da bagaça achar que deveria me contratar no lugar dela. Não podia reclamar, é claro, um emprego normal seria perfeito para tirar a suspeita das pessoas em relação à minha conta bancária.

E para ser sincero, não existia emprego mais adequado! Podia ficar a noite toda com o meu computador pessoal, fazendo as mesmas coisas que estaria fazendo em casa, me distraindo com os trecos interessantes pendurados nas paredes e de brinde ter pessoas que compartilham dos mesmos interesses comigo para conversar, fora do gtalk!

Cheguei no dito Gotham City Cyber Bar às dez horas em ponto, fazendo dancinhas com os braços e cumprimentando todo mundo com um "oiê!", tamanha era minha empolgação. Acabei esbarrando em um dos garçons e ele derramou cerveja tudo em mim, fazendo cara de quem queria limpar o chão com o meu nariz. Como o moço muito educado que minha mãe me ensinou a ser, corri pegar um pano para ajudá-lo, mas no desespero trombei em uma mesa e derrubei mais outra cerveja, dessa vez encharcando um cliente. Quase fui mandado aos chutes para o andar de cima, para ficar sentado quietinho sem me mexer muito. Geez, eles não tinham muita paciência comigo. Por sorte, havia lembrado de trazer o uniforme na mochila - uma camiseta preta com o símbolo amarelo do Batman no centro - e não fiquei fedendo cerveja a noite inteira. Cara, eu trabalhava de camiseta do Batman. É o melhor trabalho do mundo!

Hoje havia mais movimento no bar do que na lan house em si, então aproveitei a conexão ultra-veloz para fazer alguns updates de extrema necessidade no meu macbook. Engraçado como alguns clientes pareciam me admirar quando viam o produto Apple na minha mesa, automaticamente julgando minhas habilidades tecnológicas baseados na fama do objeto em questão. Tontos eles, minhas habilidades são ótimas até em um Windows 98. Além disso, sou muito mais sabido do que aparento, e sei muito bem que não deve se apegar à uma única marca, ainda mais existindo tantas outras de igual capacidade e potência por aí. O real motivo de carregar o macbook pra lá e pra cá, é porque ele era o mais leve da minha coleção. Ah, baixar a nova temporada de Fringe tinha sua grande importância também, não era legal ser o último a ficar sabendo das coisas que aconteciam nas séries.

Estava distraído tentando montar algo com meu cubo magnético - tarefa árdua, as bolinhas estavam duras de se desgrudarem - quando uma sombra se abateu sobre mim. Temi por um momento achando que fosse meu chefe prestes a dar um esporro por eu não estar vigiando a molecada direito, mas ao erguer os olhos mantendo o rosto baixo, pude respirar aliviado. Era só um cliente, me empurrando um pendrive.

- Impressão. Oitenta páginas, frente e verso.

Larguei o cubo ao me levantar do banco e peguei o pendrive, não podendo evitar de erguer minhas duas sobrancelhas para sua aparência. Não que houvesse algo de anormal com ele, pelo contrário. Estava ajeitadinho demais, e pela sua expressão fechada, parecia não ter vindo somente para imprimir um trabalho. Fazia o tipo de agente investigativo, com aquela camisa toda abotoada, e o mais estranho é que ele me parecia familiar. Gosh, esperava que não estivesse ali para espionar as nossas atividades. Por via das dúvidas, fechei a tampa do meu macbook antes de me virar e plugar o pendrive no computador matriz. A capa do documento surgiu na tela e só por suave curiosidade, passei os olhos pelo que estava escrito. Oh, era uma tese sobre astrofísica de autoria do Evander Sinque Ph.D, em letras grandes no centro da página. Agora eu entendia porque parecia já ter visto-o antes!

- Eeeeeeeei! - gesticulei empolgado esticando o braço e tentando chamar a atenção dele. Bem, eu não tinha muita escolha com ele praticamente de costas pra mim. - Você por acaso apareceu no Discovery Channel?! - perguntei de uma vez, enlaçando meus dedos com ansiedade enquanto sorria em expectativa. Interessante como minha língua soava mais presa do que o costume quando eu ficava nervoso. Mas com aquela prova óbvia escancarada na tela do computador, não tinha como ele negar e fingir ser apenas um estudante. Era um cientista famoso de verdade! Que chique!

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4 Re: Gotham City Cyber Bar em Sex Abr 06, 2012 3:42 pm


- Essa coluna vai ser um campo booleano e...pronto, acabei!

- Acabou, é? E cadê a chave primária?

- Ptuz! Esqueci.

- Um mero detalhe. Ingrid vem cá, quero te mostrar uma coisa.

Não estava prestando nenhuma atenção na conversa dos meus novos amigos, companheiros de turma na Loyola. Estava sentada em uma mesa do pátio da Universidade, com os pés apoiados sobre o banco e os cotovelos sobre os joelhos, mas minha mente estava muito distante, do outro lado do mundo.

- Krys? Krystal?!?

Tive um sobressalto ao ouvir meu nome, ajeitei a minha postura e girei o tronco em direção a voz que me chamava.

- Você ouviu o que eu disse?

Respirei fundo e relaxei os ombros, era apenas o Willy. Os olhos castanhos do americano magricela me fitavam com curiosidade por detrás das lentes sujas dos óculos de armação laranja, esperando pela resposta de uma pergunta que eu não havia ouvido.

- Desculpe, Willy, estava distraída, não ouvi nada. - Saltei da mesa, me colocando de pé.- Vou ao banheiro.

Sai caminhando pelo pátio, me afastando do grupo. Willy, Ingrid e Klaus não eram muito inteligentes, abaixo da média dos demais alunos da Loyola. Eu não precisava fingir que me interessava por informática ou que estava estudando Ciências da Computação por escolha própria. Estava deslocada na Loyola tanto quanto eles, por motivos bem diferentes, e impedia que os outros alunos os perturbassem. Era o suficiente para sermos amigos.

Encarei meu reflexo no espelho do banheiro. Os cabelos lisos, pintados de loiro, moldando o rosto asiático e caindo sobre os ombros, a camisa social de mangas compridas rosa-pink, a calça jeans preta, a bota de montaria preta. Uma estudante universitária japonesa. Apertei o estojo rosa do tantô, que pendia do lado direito, preso no cinto da calça. A única coisa solida que me lembrava quem eu era, de verdade.

Ouvi a porta do banheiro abrir, pela visão periférica vi Ingrid. Soltei o estojo e comecei a ajeitar a minha franja com os dedos. Ingrid pigarreou e entrou no banheiro. Já tinha me assistido torcer a mão de três pessoas que tentaram ver o que havia dentro do estojo cor de rosa, que me acompanhava a todo lugar, e não era tão estupida a ponto de querer ser a quarta.


- Você está bem? - Perguntou, parando ao meu lado, me olhando pelo espelho.

- Sim, estou. - A minha voz soou mais firme do que eu planejava.

- Willy estava te convidando para ir ao GCCB. Você precisa se divertir, tenho certeza que vai gostar, vão passar animes no telão.

Olhei para Ingrid com a testa franzida. Porque ela acreditava que eu me divertiria assistindo animes?! Observei meu reflexo no espelho novamente. Uma estudante universitária japonesa. E na concepção retardada dos acidentais, todo japonês gosta de animes. Dei de ombros, não estava com disposição para discutir com ela.

- Eu vou.

Nos encontramos na entrada do cyber bar pouco depois da meia noite. Era a minha primeira visita ao GCCB e me deparei com um local lotado de estudantes de colegial e universitários. Com alguma dificuldade conseguimos uma mesa próxima ao telão, onde algum anime, e não me pergunte qual, era exibido. Willy providenciou alguns petiscos e refrigerantes e ficamos assistindo o desenho animado e conversando sobre os últimos acontecimentos na Loyola University, nada muito interessante.

Depois de algumas horas do mais profundo tédio, desisti de tentar acompanhar a história do anime e a conversa fiada do trio.

- Klaus, a parte cyber desse lugar fica onde?

- No segundo andar, é só subir aquela escada ali. - Klaus apontava uma escada de acesso ao segundo piso próxima ao balcão do bar.

Me levantei e segui para o segundo andar. Se alguém perguntasse, estava indo jogar Perfect World ou qualquer outra porcaria do gênero, na verdade, a minha intenção era procurar noticias sobre os confrontos de gangues em Tokyo, noticias de casa.

Cheguei ao balcão da lan house a tempo de assistir o atendente ter um ataque de tietagem por causa de um homem parado no balcão, com muito mais porte de professor do que de estudante.

- Eeeeeeeei! Você por acaso apareceu no Discovery Channel?!

Observei o homem que não fazia questão de disfarçar o incomodo de estar naquele local, com razão, o GCCB não combinava em absolutamente nada com ele.

- Sim, apresentando receitas de bolo. - Falei com um sorriso debochado, me inclinando sobre o balcão para chamar a atenção do jovem loiro com camisa do Batman.

- Bonitinho, tem alguma maquina livre?

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5 Re: Gotham City Cyber Bar em Dom Abr 08, 2012 3:07 am

Eu estava tentando me distrair com meus pensamentos, para ignorar aquela multidão de adolescentes sujos e inúteis, quando uma exclamação totalmente fora de contexto, seguida por gestos exacerbados em minha direção me fez virar em direção ao atendente. Algo que me arrependi no segundo seguinte.

Além de ter que suportar respingos de saliva contaminada daquele ignóbil que sequer conseguia se comunicar normalmente, eu deveria lidar com o fato de que naquele pulgueiro alguém havia me reconhecido.

As pessoas acham que o reconhecimento pelo trabalho na mídia é algo prazeroso e divertido, mas eu sinceramente discordo. Privacidade é algo que prezo profundamente e meu trabalho expositivo é meramente na intenção de educar ignorantes. Pelas feições e atitudes estúpidas daquele garoto, porém, eu tinha a certeza de que meu intento não havia sido realizado. Pelo menos, não totalmente.

Sequer tive tempo de lhe dar uma resposta, qualquer que fosse, pois outra adolescente surgiu no balcão, se prostrando, impositivamente, ao meu lado e interrompendo a indagação do idiota a mim. Eu teria agradecimento mentalmente pela interrupção e oportunidade de me retirar da situação caso a resposta dela não houvesse sido tão debochada e ridícula quanto ela mesma.

Adolescentes, principalmente do sexo feminino, conseguem ser patéticos em sua tentativa absurda de chamar a atenção alheia. A garota tinha uma atitude de criança mimada, que vivia às custas dos pais, e achava necessário chocar a sociedade com seu cabelo bicolor patético e sua atitude infanto-juvenil em provocar e debochar de desconhecidos, na idealização de transparecer uma personalidade ‘descolada’.

Só que ela se intrometera na conversa errada, com a pessoa errada, e se ela não tinha limites, o problema era só dela.


- Não me lembro de você ter sido convidada para o assunto, Shun Li. Ninguém te perguntou nada ou solicitou a sua opinião, então creio que você deveria ficar quieta e cuidar da sua própria vida. Assim, quem sabe, não se torna interessante o suficiente para encontrar quem lhe convide para uma conversa.– Declarei, ríspido, meus olhos encontrando-se com os dela para que assim eu pudesse expressar o desprezo que sentia por sua intromissão e presença.

Virei-me, então, novamente para o idiota do balcão e o fitei por alguns segundos, irritado por sua animação débil ter piorado ainda mais aquela péssima noite.


- Sim, eu apareço no Discovery Channel. A impressão já está pronta ou eu vou ter que esperar mais? Quero encadernado, fundo preto.

Eu estava com pressa para sair daquele local. Eu havia apoiado, sem perceber, as mãos no balcão e isso estava colaborando para a piora gradativa do meu humor. Sabe-se lá quantos germes e doenças aqueles nerds imundos não haviam depositado naquela superfície lisa, e eu não tinha qualquer hand sanitizer ao meu alcance no momento.

Que aquele garoto não resolvesse tentar se comunicar comigo novamente, já que ele ia se arrepender muito se mais respingos de saliva por sua inútil língua presa se depositassem em mim. Eu só queria meu documento pronto, o mais rápido possível, para sumir daquele lugar e tentar obter, pelo menos, algumas míseras horas de sono antes da fatídica apresentação.

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6 Re: Gotham City Cyber Bar em Ter Abr 24, 2012 7:38 am

Nunquinha em minha vida fui do tipo mau-humorado ou invocado, que sai por aí ofendendo as pessoas por qualquer motivo ou mesmo motivo nenhum. Minha mãe era uma mulher muito fina e educada e adorava me dar aulas de etiqueta, apesar de nunca ter sido bom em tais aulas e com o tempo ela acabar desistindo, assim como eu acabei esquecendo de quase tudo que foi ensinado. Até hoje fico perdido quando existem três facas, quatro garfos e duas colheres em um jantar. Mas uma coisa que eu não tinha esquecido era "Não seja rude com os outros gratuitamente." Gratuitamente. Sempre tem uns idiotas na internet que merecem ganhar um vírus ou um wormzinho, para deixarem de achar que podem me matar sem razão alguma no Halo 3 e saírem impunes disso. Ou então otakas multicoloridas que resolvem atrapalhar a minha conversa com um cientista importante do Discovery Channel. Do Discovery Channel!

Se o próprio doutor Evander Sinque não tivesse manifestado à ela quão desagradável havia sido sua intromissão, eu mesmo teria dito algo! Ah sim, teria sim. Ia falar que a roupa dela era feia, que o seu corte de cabelo tava fora de moda, que ela devia assistir mais canais educativos e menos MTV e que era contra as regras furar fila! Ainda por cima tinha me chamado de bonitinho. Eu não era bonitinho! A Sra. Hudson, governanta que ajudou a me criar desde bebêzinho, sempre me diz quando vou até a casa do meu pai, que eu sou lindo! Lindo! Provavelmente a otaka devia estar querendo usar o computador de graça, dando em cima de mim feito uma tarada! Agora por sua culpa o doutor Sinque havia se irritado e não iria querer autografar meu livro sobre constelações que coincidentemente estava na mochila aos meus pés. Hunfs.

Mas o máximo que fiz foi alternar meus olhos rapidamente entre ela e o doutor, erguendo minhas sobrancelhas tão alto que elas quase sumiram entre os meus cabelos. E olha que eu nem tinha cabelo. Na verdade estava meio empacado e indeciso à quem atender primeiro. O doutor era sem dúvidas mais importante e parecia cheio de pressa, mas se fosse possível nos livrar da Sakura Card Captors primeiro, eu poderia tentar agradar ele em seguida e conseguir o autógrafo. É, com certeza seria melhor assim, e se fossemos esperar todas as folhas da tese serem imprimidas, teríamos que aturar a presença dela por mais tempo. Vai que ela resolve chorar igual uma fonte por causa da grosseria do doutor. Sempre fui de tratar bem as moças, só não tenho muita paciência pra elas.

- S-sim, doutor, e-eu só vou esperar terminar de imprimir e encaderno para o senhor! - respondi estralando os dedos de nervosismo e tentando sorrir para ele, antes de me voltar para o computador matriz e escolher a máquina que eu sabia ser a mais lerda e suja de salgadinho para a otaka - A vinte e cinco tá liberada, mas você precisa pagar adiantado! - falei à ela, apontando com o dedo indicador uma plaquinha na parede ao lado do balcão, que junto a uma tabela de preços, anunciava a regra da casa de não ser permitido que usuários novatos paguem somente na saída. Sabe, para evitar que alguém bancasse o malandrinho e fosse embora sem pagar, o que eu bem desconfiava ser a intenção dela.

Então me agachei atrás do balcão para pegar a capa plástica e um espiral dentro do mesmo, antes que me esquecesse. Acabei derrubando o saquinho todo e vários espirais rolaram pelo chão, passando inclusive por baixo do balcão e indo parar nos pés de quem estava do outro lado. Ah claro, era só o que me faltava para deixar as coisas ainda mais constrangedoras! Porque eu não soltava um pum na frente de todo mundo logo de uma vez? Ia ser menos pior. Resmungando em voz baixa, me ajoelhei e comecei a engatinhar atrás de cada espiralzinha, o que não era uma tarefa fácil com a escuridão daquele lugar. Engraçado que dava para sentir o chão vibrar com a música do andar de baixo, pelas palmas das minhas mãos.

- Com licença, desculpa! - dei a volta pelo lado de fora do balcão, ainda engatinhando e enchendo meus dedos de espirais perdidos antes que os pisoteassem e os quebrassem, até que de repente, sem perceber, apalpei os pés de alguém. Olhei lentamente para cima e dei de cara com o doutor Sinque. Geez, eu devia estar parecendo um louco daquele jeito. - Ah, que sapatos b-bonitos o senhor t-tem! - comentei, alisando o couro escuro e tentando sorrir de novo para amenizar a situação, apesar da minha cara estar quente demais de vergonha para conseguir mexer os músculos direito. Mas era verdade, ele tinha sapatos tão brilhantes que dava para vê-los até mesmo ali. Infelizmente sair elogiando e pegando no sapato alheio definitivamente não soava normal...

Para o meu alívio, ouvi a impressora finalizar seu processo com seus típicos ruídos insistentes de carro velho engasgando, e me levantei correndo indo em direção à ela sem dizer mais nada ou olhar para mais ninguém. Se o monitor fosse um portal, teria me jogado de cabeça dentro dele sem pensar duas vezes nem me preocupar com o destino para qual eu seria mandado.

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7 Re: Gotham City Cyber Bar em Ter Maio 01, 2012 2:43 pm


- Não me lembro de você ter sido convidada para o assunto, Shun Li. E blá blá blá...

Os ocidentais são medíocres, esnobes e, do topo de sua arrogância, ainda são burros. A Chun Li é chinesa e não se parece, nem um pouco, comigo. Pode parecer frescura, mas ser confundida com um chinês ofende. China e Japão, mesmo que os americanos sejam idiotas demais para compreender isso, são países diferentes, com povos e culturas muito diferentes. De qualquer maneira, eu só estava constatando o óbvio. O professor de culinária era um completo idiota e o Bonitinho tinha wasabi no lugar do cérebro.

Sem olhar para o professor e sem mudar a minha posição, apoiada no balcão, destilei um pouco da minha sabedoria oriental:

- Ahã, tá.

Simples assim, e com certeza, soou mais inteligente do que o discurso do professor, que por algum motivo acreditava que era digno de respeito dentro do GCCB. Idiota. Meu desejo, de verdade, era achatar a cara de “Sim, eu apareço no Discovery Channel” dele no balcão, mas, naquele lugar, eu era apenas uma estudante universitária e estava sendo tratada, exatamente, como uma. Não era isso que eu queria? Não! Mas era o necessário. Bufei, soprando o ar para cima, desajeitando a minha franja. Era melhor deixar pra lá.


- A vinte e cinco tá liberada, mas você precisa pagar adiantado!

Me distrai do balcão por alguns instantes, enquanto retirava algumas notas de dólar amassadas do bolso traseiro da calça jeans. Ao encontrar uma nota de US$ 10, guardei as outras no bolso, sem nenhum cuidado, e ergui a cabeça, colocando a nota sobre balcão.

- Isso é o sufi... - Cadê o Bonitinho?

Corri os olhos ao redor do segundo andar do GCCB, o atendente havia sumido. Para a minha surpresa, de repente vi sua cabeça loira (acaju, ou sei la que diabo de cor fosse aquela) surgir por baixo do balcão. O rapaz recolhia espirais de encadernação e, para completar a cena ridícula, parava, de quatro no chão, para admirar o brilho dos sapatos do professor. Dei um sorriso de deboche e ergui as sobrancelhas na direção do homenzinho do Discovery Channel. Em seguida, dei a volta, indo em direção aos computadores.

- O dinheiro está em cima do balcão.- Falei, ao passar pelo atendente de quatro.

Passando pelo balcão, escutei o barulho chato da impressora trabalhando. Muitas paginas de sei-la-o-que, mas, como pertencia ao homenzinho do Discovery Channel, a curiosidade, aproveitando-se que o Bonitinho estava distraído com espirais e sapatos reluzentes, me fez parar para bisbilhotar o conteúdo das paginas.

Pagina 78, não entendi nada. Pagina 79, entendi menos ainda. Pagina 80, acabou. Ouvi a impressora fazer aqueles barulhos estranhos que a maioria das impressoras fazem ao terminar a impressão de documentos e vi o Bonitinho se encaminhar, atabalhoado, para onde eu estava. Abri um sorriso largo, era o momento perfeito para bancar a universitária imbecil.

- Preciso de papel para anotação. - Falei alto.- Posso pegar daqui?

Coloquei a mão sobre a bandeja da impressora onde estava as 80 paginas do documento impresso. Com o indicador e polegar, pincei um grupo de 10, talvez 15 folhas, e puxei com força o bastante para fazer a bandeja trepidar e derrubar um grupo de mais algumas folhas no chão.

- - Hum... É muito. - Soltei algumas folhas no chão, ficando com apenas duas na mão.- Isso aqui serve. Obrigada.

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8 Re: Gotham City Cyber Bar em Ter Abr 18, 2017 10:55 pm

Macy se manteve concentrada enquanto tirava dezenas de fotos do corpo, de vários ângulos possíveis. Ela sequer parecia notar que Justin falava com ela.

Não havia mais nada que pudesse fazer ali dentro do Necrotério. Tudo o que estava à disposição eles investigaram, dando sorte de ninguém tentar entrar na sala durante todo o tempo em que lá estavam. Quando Justin deu a entender que era hora de saírem dali, Macy se prontificou a dizer que conhecia um lugar no qual poderiam buscar ajuda. E assim eles partem no carro dele para o GCCB, um local completamente desconhecido para Justin.

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9 Re: Gotham City Cyber Bar em Ter Abr 18, 2017 11:14 pm

Ela segue na frente bastante rebolativa e cheia de confiança. Trazia a câmera dentro de uma bolsa apropriada, atravessada ao peito. Ela empurra o portão de ferro fazendo-o ranger, e com um gesto de cabeça chama Justin para que entrassem no que parecia ser uma porta que levava para algum lugar no mínimo obscuro. Bem assim, esquisito mesmo.

Surpresa. Do lado de fora não dava para ouvir a música que enchia o amplo ambiente. Era um bar jovem, cheio de pinturas, decorações e várias outras referências geeks. No telão passava um capítulo de Power Rangers e a música pertencia a alguma banda de rock britânica. Era uma desorganização, no mínimo, atraente, interessante.

Macy espera que Justin se aproxime dela junto ao balcão para falar em seu ouvido.

- Conheço um cara daqui que levanta quem é Francis, o nosso homem, em poucos minutos. Ele me deve um favor, então essa é de graça.

Os cabelos esvoaçados e o olhar de maníaca com que ela lha Justin o faz pensar que poderiam ser favores referentes a fornecimento de drogas, além, claro, de favores sexuais. Quem vai saber? Acabara de a conhecer...

- Esquece o que eu falei. Ele já tá aqui.

Ela aponta para um cara que jogava paciência Spider em seu notebook, sentado sozinho em uma mesa. Macy se aproxima dele, que instintivamente abaixa a tela do notebook e encara os dois com o que poderia ser traduzido como 'medo'.

- Sou eu, cara. Relaxa! - toca no ombro do homem, olha pro Justin e depois continua a falar com ele - Vou te pedir aquele favor, lembra? Preciso que você ache um cara.

O sujeito deveria ter uns 26-28 anos, alto, cabelos castanho-escuro e barba enorme. Ele usava uma camisa de bolinhas e um macacão por cima, um tanto moderno. E ele parecia bem assustado.

- Oi. - para Macy - Oi. - olha para Justin como se soubesse que a qualquer momento problemas como ele bateriam em sua porta - O que o que que... que posso fazer? Quem é o... o... Quem é o cara?

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10 Re: Gotham City Cyber Bar em Qui Abr 20, 2017 10:22 am

Crônica "Um Gato entre Pássaros"

No caminho até a saída do edifício, Justin temeu ter exagerado na agressividade quando repreendeu Macy pela brincadeira, mas ela pareceu não ter dado nem atenção às palavras dele. "Melhor assim"!

Já no carro, enquanto Macy ia indicando o caminho, Justin pensou em esclarecer logo que Alex não estava sabendo de nada, que o e-mail tinha sido interceptado, mas achou melhor esperar para ver o que mais ele conseguiria descobrir por meio dela.

Achou a entrada do lugar paradoxal, pois a calçada era meio escura e não havia placa indicando o nome do estabelecimento, criando-se um ar de clandestinidade e até de perigo que contrastava com as imagens de super-heróis, as quais remetiam a uma ideia de divertimento adolescente. Quando entrou, foi logo usando seu senso de observação, desenvolvido pela experiência como jornalista amador, para analisar todas as pessoas e o ambiente.

A proliferação de notebooks, a juventude da maioria dos usuários e os estilos chamaram logo sua atenção. As roupas e acessórios das mulheres tinham toques de cosplay de aventureiras cyberpunk ou de animes. Entre os homens havia uma minoria de informais de camiseta, óculos e cara de nerd e uma maioria de descolados alternativos, com seus brincos e cavanhaques ou barbas longas bem tratadas. "Se eu conhecesse algum hacker, seria bem aqui onde o encontraria".

A expressão no rosto de Macy ao falar sobre o "favor" que ela iria cobrar fez Justin pensar que Alex teve mesmo sorte de conhecer aquela garota. Afinal, ela parecia ser bem esperta e também íntima de um tipo de submundo ideal para a coleta de informações. "Aposto que ela também é boa de cama... Mas seria confiável"?

Quando Macy o levou até um sujeito que se encaixava no segundo estilo masculino que Justin tinha identificado, e que reagiu à aproximação deles com gagueira e uma cara de quem tinha sido apanhado em flagrante delito, Justin achou por bem descontrair a conversa.

- Meu nome é Justin, e eu sou um amigo da Macy que tá ajudando ela num trabalho.

Justin não era de sorrir muito - ou pelo menos tinha se tornado alguém assim -, mas conseguiu abrir um sorriso bastante amigável e descontraído para o informante ao dizer aquelas palavras.

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