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Delegacia Policial

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1 Delegacia Policial em Sex Jun 17, 2011 5:56 am


O Depatamento de Polícia de New Orleans (NOPD) é instituição criada e mantida para zelar pela manutenção da paz na cidade. A jurisdição do departamento abrange todos os bairros, todos os seus distritos.

São oito Distritos Policiais cuidando dos oito Distritos Administrativos de New Orleans, sendo que a Delegacia Central monopoliza o planejamento de qualquer operação que ocorra nos limites da cidade. Ela toma conhecimento de todos os casos como uma forma de procedimento padrão. Qualquer atividade fora do rotineiro na qual a polícia se faça necessária é monitorada e atendida através do Distrito Policial Central. Casos mais bizarros são enviados diretamente aos procuradores para análise pessoal deles.

A lei é bem aplicada na cidade, nada muito desleixado mas também nada muito rigoroso, provavelmente devido à natureza amigável da cidade - que é conhecida por muitos apelidos carinhosos. No entanto, durante os períodos festivos o número de desaparecimentos e de queixa contra a polícia mais que triplicam, mas isso tem uma explicação: o comando central, a Procuradoria e muitos dos policiais dos campos são controlados pelos Ventrue, que também os utilizam contra outros membros.


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2 Re: Delegacia Policial em Sab Jun 09, 2012 6:40 pm

Aqui no distrito as coisas estão como sempre. As mesmas viaturas saindo e voltando, os mesmos rostos detidos no banco perto da entrada, as mesmas preocupações no rosto da maioria dos “colegas de profissão”. Por baixo dessa cortina de normalidade EU sei o que está acontecendo. EU conheço Henry Freeman melhor que a própria mídia, e também conheço a pessoa que manda no homem que manda na cidade. Como alguma coisa vai conseguir escapar de mim, da polícia de NOPD? Estamos com olhos e ouvidos em todos os cantos, desde prisões de traficantes de esquina a investigações em crimes de colarinho branco. Um poder desse tamanho tem que ficar nas mãos certas e com a pessoa certa, por isso tenho certeza que os Ventrue fizeram a melhor escolha possível para um cargo tão importante. Não estou falando de Henry, apesar de achá-lo bem ousado.

Os Laços de Sangue criaram uma extensa rede de policiais que trabalham sempre mantendo o foco principal em assuntos interessantes para o Clã. Como eles estão um tanto sem crédito na cidade, deixaram a cargo dos carniçais todo o serviço. Eu não dou a mínima por ser um deles, um subordinado, juro por Deus. Quer dizer, quem não quer estar por cima? Mas eu sou paciente. Já testemunhei mais do que um jovem dentuço pensar que estava por cima e cair para um bando de velhinhos de Igreja ou vampiros mais experientes. Acumular conhecimento antes do presente do Abraço, essa é a coisa. E também é um bocado divertido poder andar no sol e se sentir mais poderoso que eles por conta disso. Sabendo da localização de meia-dúzia de vampiros como eu sei, trata-se uma grande vantagem.

Desde ontem eu e os outros comprometidos com a causa Ventrue estamos em alerta. Voltamos de nossas folgas por vontade própria e temos revezado por patrulhas diurnas próximas aos refúgios de nossos senhores e noturnas para colher informação. Foi ontem mesmo que soube que ela havia voltado. Minha primeira dama da noite. Na mesma hora soube que estávamos prestes a ganhar a batalha, seja lá o que isso signifique no mundo dos vampiros. A propósito, não vej a hora de seguir para o Garden District e cumprir a ordem de despejo do bando de almofadinhas. Maltratos ficam para sempre na memória.

Chegou minha hora de sair. Além das algemas, spray de pimenta, arma e afins, trago comigo meu querido e precioso isqueiro. Mesmo sendo pequeno pode fazer um grande estrago nos inimigos dos Ventrue, é só saber usar. Entro na viatura com meu novo parceiro; o antigo foi devidamente trocado por um “de sangue”. Peço que anotem todos os recados para mim e que forneçam meu número de telefone particular para quem for me procurar, qualquer um, por mais estranho que seja o assunto. Eu sou o responsável pelo alistamento dos novos recrutas e aqueles que se destacam nos quesitos que julgo necessários para um trabalho com os Ventrue, recebem um treinamento adequado. Os outros... Bem, sempre há necessidade de novos policiais. Nova Orleans é uma cidade grande e perigosa, entende? Esse papo de “laissez les bons temps rouler” nem sempre funciona.

Estávamos prontos para deixar o Distrito quando recebo um telefonema do senhor Freeman. Ele ia ter um encontro de negócios e queria que ficássemos de olho na área do Centro Empresarial. Aviso por rádio às outras “viaturas amigas” que dessem uma atenção especial à área. tenho que passar mais algumas ordens internas antes de sair.




____________________________
OFF: Kevin O'Reilly é Carniçal dos Ventrue e Policial. Ele é o personagem responsável por receber aqueles que quiserem ingressar no Grupo 'Polícia', e mesmo os personagens criados que já forem da Polícia terão que interagir com ele antes de ganharem os pontos na Ficha.

O Oficial O'Reilly é responsável pelos personagens que quiserem ingressar na Polícia para trabalho normal ou para atuar junto à rede Ventrue. Nesse último caso, ele também funcionará como um facilitador para aqueles interessados no Clã. Propostas para jogo com ele deverão ser enviadas à conta do MESTRE DE JOGO.

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3 Re: Delegacia Policial em Seg Jul 30, 2012 4:12 pm

Começo a abrir os olhos lentamente. Minha cabeça lateja e minha garganta dói. Minhas ideias ainda estavam embaralhadas, quando senti alguém em cima de mim.

Instintivamente, de forma totalmente inevitável, aproveito a arma ainda em minha mão e coloco na cabeça dele.

Ele, não era ninguém além do outro segurança do evento, percebi, aquele a quem eu mesma tinha convocado e não recordava ao certo porque estaria ele em cima de mim.

- Calma, calma! Sou eu! Reclamava. Você estava desmaiada na calçada. Creio que bateu a cabeça, concluiu.

Retirei a arma de cima dele, que prontamente me ajudou a me sentar. Com a sua observação, passei a mão na cabeça, atrás, onde constatei a veracidade da observação do rapaz, doeu no local na batida.

Ele fora o primeiro a chegar. No entanto, nada demorou para o local estar repleto de outros seguranças (que ouviram pelo rádio a chamada), como por policiais, logo acionados.

A imagem era aterradora. Quando finalmente me dei por mim, todos me observavam, fizeram um círculo a minha volta, seguranças e policiais se misturaram todos preocupados e ansiosos com a resposta que eu dificilmente teria, onde estaria o Sr. Freeman?

Devido às circunstâncias, como tudo ainda estava anuviado, não havia como dar muitas informações, apenas sabia que Henry Freeman estava em perigo!

E foi essa a informação que dei a todos. Como minha cabeça doía muito, fui para casa, deixando todos em estado de alerta.

Por minha atual casa não ser em local de fácil acesso, não achei prudente voltar no estado que me encontrava, afinal, havia batido a cabeça, então, fui levada para a casa da minha família, onde contei, apenas, uma parte da história, sem maiores delongas.

Não conseguia lembrar exatamente o porquê, mas já era indício o suficiente da materialidade das minhas vagas lembranças que o perigo era existente, afinal, havia passado pelo rádio o perigo da situação, tendo sido, em seguida, agredida por um homem muito forte, findando desacordada no chão. O que teria acontecido com os indivíduos dessa noite seria um caso a se investigar, flashs ainda confusos vinham e iam na minha mente agora perturbada.

Estava sendo consumida com o fato de que havia falhado, de alguma forma fui surpreendida. Em tantos anos e em tantas formas de combate e especializações, como pude ter falhado tão gravemente e em uma situação aparentemente simples? Em algum momento, que não consigo me lembrar, teria eu desviado minha atenção.

Bati com o punho fechado na parede de ladrilhos a minha frente, enquanto a água corria pelos meus cabelos e corpo dolorido, em um banho morno. Inaceitável! Murmurei.

Após, deitei-me, mas longe de ter uma longe tranquila, fechei os olhos e me remexi na cama várias horas, pensamentos no que fazer e a preocupação vinham a toda hora, talvez se observasse locais com câmaras na região, pensei.

Imaginei que logo acordaria, devido a ocorrência da noite anterior. Mas não, acordei tarde, já próximo do almoço, o que me deixou de mal humor. Como me deixaram dormir tanto? Imperdoável! Dadas as circunstâncias.

Ainda relutante, almocei e peguei carona para o local onde deixei minha caminhonete. Fui obrigada a pegar a tal carona, em virtude do desmaio. Desse modo, acabei tendo uma conversa com os colegas que trabalharam como seguranças na noite anterior e fui informada que a polícia estava ciente. Até o momento, eu não havia obtido nenhuma informação sobre a reaparição do senhor Henry Freeman, nada que me fizesse crer que estaria bem.

Finalmente, cheguei à conclusão que deveria ir ao departamento de polícia de Nova Orleans e saber dos últimos direcionamentos, bem como se poderia ser útil de alguma forma. Agora tinha isso como minha obrigação pessoal.

O sol acabava de se pôr e não me conformava com as vagas lembranças. Desviei minha atenção do trânsito para minhas armas e não imaginava como acabei deitada no chão, desprovida de sentidos.

Ao chegar à delegacia fui informada que o policial O"Reilly poderia me dar maiores informações.

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4 Re: Delegacia Policial em Qua Ago 08, 2012 12:48 pm

*Com participação de Royce Gregor


Heavy Duty

A tranquilidade de O’Reilly se transformou em um frenético ritmo cardíaco assim que Royce o ergueu pelo colarinho. Ele poderia estar 100% preparado para aquele momento que ainda assim seu coração dispararia quando da proximidade com a morte. Kevin conhece tantos imortais que se esqueceu de sua própria mortalidade. Esqueceu-se ou não se importou.

A batida contra o mural de garrafas foi mais doída do que imaginara. Sentiu suas costelas trincando na mesma hora. Outro osso a trincar foi o seu maxilar assim que o soco lhe atingiu pesadamente. Tontura, muita tontura foi o que começou a sentir. Era difícil conseguir ouvir e captar a mensagem que Royce tantava passar com ódio nos olhos. Mas as poucos aquelas palavras começavam a clarear nos ouvidos de O’Reilly, ao passo em que sangue escorria por entre os seus outrora branquíssimos dentes, deslizando pelos lábios e terminando por pingar no chão. Sangue escuro, viscoso, misturado com o vittae cainita que corria por entre suas veias.



>>>>>
Incrivelmente, eu consegui parar e refletir sobre a situação. Seria muito desfavorável matar o OhReally naquele momento e, mesmo puto da vida, eu não era burro.

Ele ainda tinha um recadinho para enviar.

Segurei-o pelos cabelos e levantei sua cabeça até que nossos olhos estivessem bem próximos, mas afastados o suficiente para que ele pudesse ver cada movimentação da minha boca. Para caso de eu ter deslocado algo a mais naquela cabeça além do maxilar de merda.

- Resolvi não te matar hoje, pode chamar de sua noite de sorte. Mas eu quero que me escute bem: Se você ou algum dos seus surgir na esquina do meu bar novamente, nem que seja para patrulha notura, eu vou atrás de você. Mesmo se o babaca que aparecer não tiver no seu comando, quem vai pagar vai ser você. E eu vou te matar de uma forma que você nunca imaginou antes. – Disse, entre dentes. – Lembre-se de que Henry é um pirralho no mundo dos caras-pálidas e a proteção dele e merda contra mim vai ser a mesma coisa. Não se mete comigo, OhReally, porque você não faz a menor ideia de quem eu sou.

Aquilo obviamente não era uma ameaça. Era uma promessa.
<<<<<


O dissabor de acatar uma “ordem” daquele idiota era tamanho que O’Reilly sorri com ironia, mostrando os dentes tingidos de vermelho. Não ia morrer essa noite; coitado do fracote do Royce que não consegue matar um pobre carniçal. Na opinião do policial, se há um cainita não-merecedor de seu status, esse seria Gregor. Um sem-nada na cabeça, badernista compulsivo, revoltado sem causa. Aquele que o criou deveria estar em uma noite de porre pós-bebedeira de algum St. Patrick’s Day. Amargurado com a vida por conta da cachaça, decidiu fazer algo que causasse tanto desconforto aos outros quanto sentia naquele momento, só por pura filhadaputice.

Bem ou mal, o recado havia sido dado. O’Reilly é largado semi-morto por Royce e rasteja alguns metros até juntar um pouco de força para se mandar de vez dali. O estado dele causa espanto em alguns frequentadores que apenas conheciam sua faceta de destruidor, e não de destruído. Pouco se importa. Não dá a mínima nem quando vê seu parceiro sentado na viatura se recompondo de uma briga. O policial vê também que a mulher baleada havia sido colocada no banco de trás da viatura. Ele ordena ao seu parceiro para que este ficasse com o corpo esperando pela ambulância enquanto seguia sozinho – e de carro – para a Delegacia.



Delegacia de Polícia

A viatura policial é estacionada de maneira desleixada, quase encostando na parede do prédio. O’Reilly permancesse sentado no lugar do motorista, com a cabeça apoiada no encosto e olhos fechados. Ele se concentra no ferimento em sua boca e sente a articulação voltando para seu local original, fazendo o mesmo em seguida com suas costelas. Agora era novamente um carniçal sem sangue vampírico em suas veias – mas pelo menos em melhor estado físico. Ele limpa o sangue porcamente com a manga do casaco e sai do carro, batendo a porta com força. A passos largos adentra a Delegacia. Com cara de poucos amigos segue pela entrada principal até encontrar o primeiro aparelho telefônico disponível. Ele disca um número que lhe é bem conhecido, sendo atendido por uma polida voz masculina.

- Freeman.

Depois de dar o nome com quem queria falar, Kevin olha para o lado e vê uma mulher o encarando. Ele desvia o olhar, como se quisesse privacidade, e se vira de costas para ela.

- O’Reilly. – suspira antes de iniciar um desabafo intimidador ao telefone - Deixa de lenga-lenga comigo, senão da próxima vez que eu te encontrar desconto toda minha raiva em você, sua bicha de merda!

A revolta proferida em alto e bom som capta a atenção das pessoas próximas. Como a maioria sabia do temperamento explosivo do policial, não perdem tempo lhe dando ouvidos e logo tornam aos seus afazeres. A conversa ao telefone continua agora de forma bem mais comedida.

- Voltei do clube agora. – pausa para ouvir a resposta do outro lado – É. Deu pra pescar uma coisa ou outra. – outra pausa enquanto passa a mão pela cabeça – Não vai dar, eu tenho que lhe encontrar. Rolou uma necessidade aí. – nova pausa, essa mais longa e definitiva – Masquerade?



EDIT por Mestre de Jogo

1 - Kevin não exigiu os testes por parte de Royce, por isso a ação seguiu.
2 - Erin foi encaminhada ao Hospital. Ela poderá postar quando quiser, mas ao fim de seu próximo post deverá PERMANECER internada. Contando a partir de hoje, ela recuperará 1 de Vitalidade a cada 4 dias "reais" (dias nossos, players). Vai do player largar o Hospital antes da plena recuperação, sendo responsável pelas consequências desse ato.

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5 Re: Delegacia Policial em Qui Ago 09, 2012 7:47 pm

- Certo, suspiro diante da pausa do oficial ao me dizer que o policial O’Reilly poderia me dar as informações.

- E por onde estaria esse tal de O’Reilly? Inclino a cabeça perguntando como se fosse óbvio prosseguir com a informação. - Ele saiu em diligência. Me respondeu.

Fui informada pelo policial com mais cara de bonachão. Resolvi esperar um pouco, sentando de forma que minhas pernas ficassem abertas e meu antebraço em minhas coxas, abaixando meu tronco, de modo que minha cabeça ficasse quase entre as pernas que de vez por vez eram balançadas impacientemente por calcanhares nervosos.

Para mim era certo que ele estava em perigo e porque ninguém se movimentava ali? Todos em suas rotinas normais? Era o que ficava me perguntando.

Aquilo estava muito estranho. Levanto do banco com um suspiro relinchado, impaciente. Solicito ao policial utilizar o telefone e ele me diz que não pode. Insisto um pouco e ele acaba me levando para um telefone que fica mais reservado, a fim de que talvez ninguém me visse ligando. Agradeço a atenção, finalmente. Pego o telefone e faço uma ligação, havia deixado o meu celular no chão do carro, provavelmente descarregado a essa altura. Disco o número de meu amigo, que tentei não envolver até o momento(Capitão Joseph Hanks).

- Oi querido, fui informada em casa que você me ligou mais cedo, soube o que houve? Escuto pacientemente. – Então, você acredita em mim quando digo que ele está em perigo? Não foi a toa que parei no chão desacordada, você me conhece, huM!?

- Precisando relaxar? Eu estou é precisando saber o que está havendo... estou aqui na delegacia e ninguém me informa nada e não vejo qualquer movimentação a respeito!
Escuto.
- Baile de quê? Masquerade? Parece mais que você está me estranhando!?De repente, o policial que me atendeu faz sinal com a cabeça quando surge um outro oficial adentrando o corredor. É certo que devia ser ele o O’Reilly e eu deveria desligar para que ele não tomasse uma gratuita reprimenda.

- Preciso desligar agora, já já te ligo. Ok. Desligo o telefone discretamente sigo adiante no corredor, parando próximo ao banco, e ficando de pé com um dos pés encostado na parede e os braços cruzados, onde fico observando o tal policial ao telefone.

Nem posso acreditar que ele está chamando Freeman, seria então algum parente de Henry Freeman no outro lado da linha? Tinha certeza que não poderia ser o mesmo, afinal, tinha convicção de que ele estava lá naquele local comigo.

Diante da exaltação do homem continuei encarando, observando seu nervosismo estranho. Mas que porra é essa, seria possível ser Henry Freeman? Ou alguém da família dele pudesse estar envolvido com a situação? Ou a própria polícia?
Logo saberia.

Gelei quando o homem proferiu Masquerade. Seria algum tipo de conspiração afinal? Precisaria saber.

Quando o homem desligou, retirei o pé da parede, e me aproximei.

- Policial O’Reilly? Sou Miraliese Fuentes.

Levanto a mão para que pudesse apertar fortemente a mão do policial, antes de ele apertar a minha. Continuo.

- Segurança que estava na noite de ontem e que atestou o desaparecimento de Henry Freeman... alguma informação a respeito? Gostaria de poder ajudar. Ontem não pude comparecer devido ao incidente, mas estou melhor agora.

Além das várias situações e experiências que passei nessa vida, é certo que mulher, especialmente, tem que se impor para ser respeitada. Então, normalmente costumo apertar a mão de quem conheço antes que ele pense que está apertando a minha, e sempre com força, em demonstração óbvia de segurança e confiabilidade.

Aquela situação toda me cheirava a merda. Como é que o Sr. Henry Freeman, homem importante e qualificado na cidade, havia sumido e o departamento de polícia todo parecia calmo? Aliás, como apenas o tal de O’Reilly seria o único a me prestar esclarecimentos e não estava, tendo saído em diligência policial e pasme, vindo de um clube e não a procura ou investigação do desaparecimento Sr. Freeman?

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6 Re: Delegacia Policial em Qui Ago 16, 2012 10:54 am

Henry havia pedido ao policial que ele fosse ao Masquerade e fizesse alguns pequenos favores enquanto estivesse por lá. O’Reilly anotou o nome em um pequeno pedaço de papel largado sobre o balcão e o guardou no bolso da frente de seu casaco. A possibilidade de ter um pouco mais de ação esta noite e a proximidade com eventuais novos vampiros deixou o policial empolgado, a ponto de mostrar um sorriso no rosto enquanto ouvia as últimas instruções de Freeman. Paralelamente a mulher que estava por perto se apresentou e começou a falar com O’Reilly, que só retribuiu o aperto de mão por conta de seu bom humor recém adquirido. Como ainda falava ao telefone, pouca atenção deu à mulher. Somente quando Freeman se despede é que o policial desliga o telefone e se vira para ela.

Uma breve analisada mostra uma mulher na casa dos 28 anos, com uma cara de braba e de decidida. Uma olhada mais atenta mostra boas curvas também, e O’Reilly logo se questiona se ela teria uma bunda grande ou enorme.


- “Miraliese Fuentes”... Chicana, né? – continua sorrindo, mas agora parecia um pouco debochado – Burrito, macaquito, lucha libre, tequila... Conheço muito vocês, lido com muitos bandidos. Aposto que você tem uma tatuagem de santo feita na cadeia...

A simpatia dele nunca soa natural, mas ele não perde a pose. Aproveita o momento para conferir sua arma na cintura, os pentes de bala e demais equipamentos. Feito isso, toca no cotovelo dela para que viesse junto enquanto caminhava para fora da Delegacia.

- Olha só, Henry Freeman tá bem. – coça o nariz com as costas dos dedos enquanto olha meio paranóico para os lados – Ele saiu do pronunciamento pelas portas dos fundos porque uns ativistas queriam enfiar a porrada nele. Daí ele se encontrou com seus seguranças particulares e deu o pé de lá. – soava claramente como algo em que Miraliese DEVERIA acreditar forçadamente – Você fez parte da confusão. Deve ter sido golpeada e acabou desmaiada, sei lá. Não dou a mínima.

Eles saem da Delegacia. O’Reilly está novamente olhando para os lados e coçando o nariz.

- Eu tô indo checar uma coisa agora. Você pode vir comigo e ver por si mesma como está tudo bem com Freeman.

Ele se aproxima da viatura e abre a porta do motorista. Sentado em seu lugar, estica o corpo e abre a porta do carona para que Miraliese entrasse.

- Vem, vamos dar uma volta. – sorrindo largamente para ela – Eu não mordo não.

Dois tapinhas no banco do carona são a última chamada para que ela entrasse no carro com o feliz e bem disposto policial O’Reilly.


____________
OFF:
Se Miraliese aceitar o convite do policial O'Reilly, já poderá fazer seu próximo post no evento 'Baile de Máscaras'.

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7 Re: Delegacia Policial em Ter Set 03, 2013 8:54 am

Não gostei do modo como esse arrogante filho da puta falou comigo. E nas atuais circunstâncias, minha vontade foi mesmo de quebrar a cara dele, seria bom descontar em alguém.

Apesar disso, minhas ações foram limitadas, nada ainda está fazendo sentido, cruzei os braços, levantei o cenho e tranquei os dentes a fim de não sair qualquer impropério.

Olhei a fundo nos olhos de O Reilly, não me pareceu confiável. O que aquele homem dizia, ia completamente de encontro aos meus dois últimos dias. Apesar de minhas lembranças terem me traído, algo me diz que não está nada certo. Por que motivo deveria eu acompanhá-lo? Meus instintos são tão sonoros quanto o alarme prévio a bomba inimiga lançada em território americano. “Fire in the hole!” Emergiu do meu subconsciente. Finalmente, concluí mentalmente: “Segui-lo? Nem fudendo! As coisas estão muito normais por aqui e esse homem parece mesmo estar envolvido”.

- Sabe, O’ Reilly, realmente não me diz respeito o que você vai checar agora, meu atual interesse é saber se Henry Freeman está bem. Se é o que diz, acredito.

Vejo-o partir, certa que foi a decisão mais correta.

No entanto, não larguei o osso facilmente e iniciei investigações próprias, que tiveram resultados interessantes. A primeira coisa que tratei de fazer foi me certificar sobre a informação trazida pelo agente extremamente suspeito, e possivelmente corrupto da Polícia de NOLA, a respeito da integridade do senhor Henry Freeman. Fiquei de campana em horário comercial no centro empresarial durante dois dias, porém, sem qualquer resultado. No terceiro dia, decidi por verificações noturnas ao prédio e, para minha surpresa, lá estava ele, aparentemente bem, o que me intrigou. Novas incursões e, mais uma vez, aparições do senhor Freeman, somente pela noite. Horário curioso, afinal, o mundo gira pelo dia.

Dada as imagens que mantive em minha mente desde nosso último encontro, ele saindo com aquele sujeito que até agora não se tem notícias e de minha nefasta mensagem ao rádio passada para os outros seguranças, tudo parecia normal, o que era patentemente anormal. Talvez o Sr. Freeman viva sob ameaças maiores que as forças dele, talvez, por isso, saia somente a noite, ou talvez não.

Como costume dos que exercem minha profissão, realizar estudos sobre a missão é necessário. Nesse caso, o mistério entorno de Henry Freeman e aquele dia fatídico tornou-se algo pessoal. Não estava disposta a deixar passar. Algo fede e quero mesmo descobrir e limpar essa sujeira. Afinal, não é todo dia que me passam para trás.


Poderia me convencer que estaria surtando, se não fosse minhas mensagens ao rádio para os outros seguranças. Bem, estava mesmo em minhas faculdades normais. Ouvi a gravação repetidas vezes. Atravessei o mês revirando papéis, inclusive na biblioteca, jornais com notícias sobre Henry Freeman, analisando personagens de reuniões com o CEO da Vestrue CO, seguindo alguns. Consegui pequenas peças de um quebra cabeça engenhoso, constatei uma estreita relação de negócios com o advogado, Victor Calarram, e seu escritório, além do seu interesse peculiar pelo Entertainment Group. Além disso, as suspeitas de conspiração do tal policial contra o Sr. Freeman pareceram serem infundadas, eles têm alguma conexão oculta entre si, o que me deixou bastante curiosa.

Minha teoria inicial caiu por terra, o que me deixou contrariada e desejando saber que porra estava havendo. O´Reilly poderia não estar contra o Sr. Freeman, diante das conclusões a que cheguei, mas talvez ainda seja um policial corrupto, ou que apenas preste favores ao mesmo, difícil dizer. De qualquer forma, ele parece ser um elo percorrível até o objeto de minhas investigações e não tenho a menor idéia de qual seria a melhor abordagem para alcançar meus objetivos.

Passei uma semana em Nova York, trabalhando. Porém, não foi suficiente para esquecer os acontecimentos de um mês atrás. A pulga parece ter procriado em minha orelha. Durante os três últimos dias inteiros, permaneci em minha casa, meu lar, local que para muitos poderia ser definido como sem conforto, mas que faz integralmente parte de mim, inserida no ecossistema, respeitando e cuidando do ambiente a minha volta, caçando apenas para me alimentar, nada diferente de todos os animais ao meu entorno. Decidi ir à delegacia ir ter o com policial O´Reilly. Asseio, roupas, coturno, armas, chaves, barco, caminhonete. O fim de tarde se aproxima, momento chave no pântano. Animais se recolhem, outros começam a sair de suas tocas. Atenção redobrada.

Fico à espreita, esperando a diminuição do fluxo na delegacia. Não parece diferente aqui. Alguns policiais se recolhem e outros aparecem para o labor. Desço e me direciono à delegacia.

Ali encontro a quem estava procurando. Deixo que ele me note e me aproximo.

- E aí, policial O´Reilly, não estou segura se lembras de mim. “Tatuagem de Santo feita na cadeia?” Enfatizo o sarcasmo. Mais uma vez, o assunto Henry Freeman me traz a sua presença e, dessa vez, acredito mesmo que possas me ajudar. Arrisco um ar de superioridade, como quem sabe de algo que até Deus duvida, no melhor estilo, jogando verde para colher maduro.

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8 Re: Delegacia Policial em Seg Set 09, 2013 9:12 am

“Charlie 5-2-6, assalto a mão armada em Audubon Boulevard. Suspeitos vistos a 500 metros da cena do crime. Vocês são a viatura mais próxima. Por favor, respondam ao chamado”.

A chamada no rádio da viatura repetia sem cessar, mas não havia ninguém lá dentro para responder. As portas estavam abertas e o giroflex ligado, jogando a alternância entre luz vermelha e luz azul no início do beco para o qual veículo apontava. Alguns metros a frente naquele pequeno espaço entre um prédio e outro, três vultos se agitavam sob a luz escassa da lua. O’Reilly e seu parceiro tentavam dominar fisicamente um sujeito franzino, mas que mostrava ter muita força. O homem aparentava ter entre 35-40 anos, cerca de 1.85m e usava roupas que sugeriam se tratar de um Hipster frequentador de Starbucks.

A luta se desenvolve próximo a uma lixeira. Os policiais conseguem dominar o homem e disferem alguns golpes contra seu abdômen, forçando-o a se curvar sobre a lixeira. O’Reilly aperta com o antebraço a cabeça do homem contra o metal gélido e fétido.


- Eu falei que não ia mais querer saber de você, não falei? Que se eu te visse de novo ia ter que te matar... NÃO FOI?

O outro policial segura o homem por conta própria enquanto O’Reilly puxa sua arma, destrava, encosta no peito dele e faz um disparo. Sangue espirra no rosto dos policiais, pouco antes do corpo ir ao chão. Enquanto agonizava e implorava pela sua vida, o hipster leva mais três tiros. Peito, pescoço, cabeça, mais ou menos agrupados. Das janelas dos prédios, olhares curiosos. Logo as cortinas se fecham e as pessoas do lugar fingiriam nunca ter testemunhado aquela cena. Como tem sido de praxe, aliás.

O último mês de Nova Orleans foi bastante violento num contexto geral. Os Ventrue tinham que tomar o poder a qualquer custo, e boa parte dessa violência recaiu sobre os habitantes da cidade. Ironicamente, os mais ricos foram os que mais sofreram. Pelo menos uma dúzia de famosos, empresários, investidores e políticos passaram a fazer parte das estatísticas de assassinatos na cidade. Aqueles eram os aliados dos Toreadores, os humanos e carniçais que outrora faziam a cidade funcionar durante o dia. Os pobres foram poupados, principalmente por conta da adesão dos ‘Baixo Clãs’ à causa Ventrue. O’Reilly tomara parte em muitos dos casos de violência na cidade justamente por ser carniçal de Freeman e um humano conhecido de Catherine.

Ao voltar para a Delegacia aquela noite, encontra uma mulher bonita e forte que esperava por ele. Não se lembraria dela pela beleza ou pelas piadas; ele o fez porque ela havia entrado em contato com Freeman na noite do discurso e acabou virando parte de algo maior.

Ele vai sorrindo em direção à mulher enquanto limpa os pingos no seu rosto com uma toalhinha de mão.


- Você é teimosa e eu não gosto de mulheres teimosas.  – bem em frente à Miraliese, desce o olhar e observa os seios e coxas dela sem pudor algum – Cai fora, puta. Sai da minha frente antes que eu te mate.

Ele ainda sorria. O seu sucesso no trabalho nos últimos dias o encheu de soberba. Sente-se tão confiante que não vê problemas em ameaça-la ali mesmo na Delegacia, na presença de outros policiais.

- Eu não quero ver você se metendo nesse assunto e em nenhum outro que me inclua. Então... – fitava Miraliese com um olhar de quem não estava brincando ao dizer que a mataria – Se quiser me contar algo, fale logo e depois suma. Volte pra sua terra, chicana.

Olhou para baixo e cuspiu nos pés da mulher.

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9 Re: Delegacia Policial em Seg Set 09, 2013 2:20 pm

O sangue sobe para minha cabeça, minha vontade é sacar a arma e estourar mais uma vez a cabeça desse puto. Mas não sou estúpida de ir às vias de fato com um policial na delegacia.

Aproximo-me bem dele, sinto o ácido no meu estômago proveniente da raiva que acabara de sentir, e falo baixo a fim de que somente ele ouça.

- O´Reilly, meu velho, sussurro, não tenho medo de ameaças, não sou a puta da sua mãe. Às suas ameaças respondo com um vagaroso vai-tomar-no-cú, que é disso que você gosta. Estou mesmo cagando e andando para o que você acha das mulheres, teimosas ou não.

- Esse assunto me diz respeito
, continuo, goste você ou não. E não vou deixá-lo em paz até resolver isso. Sendo você, eu é que teria cuidado, perro del infierno! Falo com a voz entrecortada e os dentes semi cerrados. Finalmente, respiro fundo e mudo a expressão, mais leve agora. E me afasto, falando de forma audível a possíveis observadores de plantão.
-Mas entendo que não devemos contrariar o senhor xerife, neh mesmo? Se me der licença, não tenho mesmo o que fazer aqui, tens razão. Aceno com os dedos da mão direita em V, levando-os a cabeça, como quem diz até a próxima.

Saio andando pelo corredor, sentindo os músculos abdominais tremendo da raiva. Se não tivesse na delegacia, teria estourado cada um de seus miolos. Mas ele vai ter o que merece, esse filho da puta tem culpa no cartório e vai me contar tudinho, querendo ou não.

Pessoas habituais, com vidas normais, agem naturalmente, têm medo de morrer, tem medo de se machucar, seguem a ordem casual das coisas, o senso comum, o ordenamento jurídico, a vida a elas impostas. Quando se sofre violência sexual, seu mundo já começa a girar diferente e você começa a se perguntar por que o sistema não protegeu você, seria diferente das outras pessoas? Por que isso aconteceu comigo? Costumava a me perguntar. Ver aquele tratante escroto me chamando de puta, chicana mexeu com minhas estruturas, me lembrou a dor em minhas entranhas, vai sofrer por isso e o que quer que esteja fazendo contra Henry Freemann. Talvez eu esteja sensível com os últimos acontecimentos, quem se importa? Ou talvez, simplesmente, sinta prazer em ver porcos arrogantes como esse sofrer. Ameaça de morte? Quem ele pensa que é? Não sabe ele quem sou eu e suas atitudes reacenderam a idéia de que era mesmo corrupto e estava encobrindo algo muito mais sério do que pensava, ao contrário, estaria interessado realmente em ouvir o que fosse lá que eu tivesse para dizer para proteger o Henry.

Enquanto caminho em direção a porta da delegacia faço uma ligação.

- Capitão, preciso daquele material utilizado na missão Joe III.

- Você está brincando? Para que você quer isso? É como se não existisse, você sabe.

- Por isso mesmo, ninguém vai poder reclamar se observarem o sumiço, é estritamente confidencial e você será bem recompensado. Preciso com urgência, mande entregar na casa do meu pai e avise a ele que logo entrarei em contato.


Uma experiência não pareceu suficiente, morte ao meu agressor naquela praia, foi o que fiz instintivamente. Para conseguir conviver com isso, meu mundo, que já teria naturalmente mudado de foco, apenas por ter sido violentada, ganhou mais distorções. O senso de justo e humano muda, não há direitos para pessoas assim e agora eu penso sobre o assunto, ele merecia mesmo morrer. Os limites do bom senso começam a se alterar, dia após dia. O que pode ser algo passageiro na vida, torna-se permanente com as escolhas que fazemos. Escolhi a guerra, alistamento foi o que pareceu me libertar. Licença para matar concedida, é instinto, é sobrevivência, é alerta a todo tempo, me adaptei, tornei aquela a minha realidade, fiz o melhor trabalho e voltei, digna, honrada.

Volto a minha cidade e as regras do mundo em que aprendi a viver se alteraram de novo, mas não sou mais a mesma e agora a licença para matar é restritiva, normas diferentes que nada tem a ver com o status quo que importa, o meu, o meu mundo se alterou e o que eu penso é o que importa. Farei a minha justiça, é o que deve ser feito e sinto que o senhor Freemann precisa de ajuda, que com certeza, não virá desse tosco.  

Estou caminhando bem lentamente em direção a porta de saída da delegacia corrupta de NOLA com sérias intenções de acompanhar os passos desse desgraçado filho da puta e na primeira oportunidade que tiver, vou convidá-lo a experimentar a expiação de seus pecados sob tortura em meu refúgio nos pântanos de NOLA e fazê-lo me contar tudo que sabe sobre Henry Freeman e aquela noite, o que farei com um prazer habilidoso e esquecido em algum buraco sujo e mal iluminado da terrível guerra do Afeganistão.

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10 Re: Delegacia Policial em Dom Set 22, 2013 12:18 am

Temos uma situação onde Miraliese tentará seguir os passos de Kevin O'Reilly sem ser percebida.

Alguns testes serão rolados AQUI e o tópico estará bloqueado até o resultado final.

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11 Re: Delegacia Policial em Ter Out 08, 2013 11:46 pm

Miraliese aguardou pela saída do policial próxima à porta da Delegacia. Assim que O'Reilly deixou o distrito ela começou uma perseguição a pé silenciosa e muito tensa, onde por alguns momentos quase foi pega pela visão do policial. Com habilidade e experiência, Miraliese evitou levantar suspeitas dos transeuntes e testemunhou O'Reilly entrar em um tipo de bar com uma grade na frente e alguns grafites de super-heróis na parede. Após cinco longos minutos O'Reilly sai do bar sozinho e começa a fumar um cigarro do lado de dentro da grade. Era uma noite quente, mas apesar disso não havia pessoas andando pela rua nas proximidades.



Sucesso no teste de perseguição. Miraliese agora tem a dianteira das ações. Ela deverá produzir sua próxima postagem considerando que tem direito a uma ação antes de O'Reilly notar sua aproximação. As postagens prosseguirão no Gotham City Cyber Bar

Dúvidas por MP. Delegacia, GCCB, Miraliese e O'Reilly estão novamente desbloqueados.

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12 Re: Delegacia Policial em Qui Abr 06, 2017 11:45 am

Crônica "Um Gato Entre Pássaros"


Justin leu o e-mail em pé, com a chave do carro numa mão e o celular na outra. Entrou no veículo com movimentos apressados, mas ficou um tempo olhando para o nada com o volante nas mãos enquanto pensava em várias coisas ao mesmo tempo.

"Então o senhor Alex está com um 'novo projeto de entretenimento', hein? Tudo bem que a piada escrota foi minha, tudo bem que eu era o principal rosto do Super, mas… por que só eu virei o pária do mundo jornalístico? E o Alex ainda vai sair na frente numa investigação dessas só porque deu a sorte de andar comendo uma fotógrafa que usa o apelido carinhoso de 'pussy pussy'... Se eu mandasse cópia desse e-mail para as ONG’s certas, as feminazis iam pular no pescoço dos dois: 'Vejam lá, o mesmo cara que trabalhava na SS, aquele canal sensacionalista que tinha um apresentador racista, é também um misógino que reduziu uma mulher à vagina dela, e a estúpida ainda entra na onda!'. Mas eu nunca daria munição pra corja dos justiceiros sociais pra fazer um amigo afastado sair de uma investigação… mesmo não sabendo se sobrou alguma coisa da amizade".

Ele dá a partida e segue em velocidade para o Centro Empresarial, onde esperava começar a fazer contatos que o levassem até Matt Sledge. "Tenho que correr! Não vou sabotar o Alex, mas  também não sou besta de encaminhar o e-mail. Vantagem perdida pra ele, hehehe...".

Mas sua cabeça continuava a pensar em ritmo acelerado, então ele mudou de rumo já no segundo cruzamento. "Vai ser muito melhor se conseguir usar a vantagem do Alex em meu favor. Mas se a 'pussy pussy' souber das brigas que rolaram quando fui forçado a sair do Super, não vai acreditar que o Alex me mandou falar com ela por estar ocupado… E se eu mentir sobre quem sou, ela ainda pode desconfiar de ele não ter enviado e-mail ou Whats avisando que ia mandar outro cara.

Ele só desacelera o carro quando já está na área do NOPD. Contorna calmamente a esquina do charmoso e centenário prédio de tijolo e madeira onde fica a Delegacia Central. Seguindo um pouco mais adiante, estaciona quando faltam uns 50 metros para a entrada do Instituto Médico Legal. Ele desce do carro e vai andando calmamente. Evita virar a cabeça para os lados, mas seus olhos ansiosos perscrutam a noite à procura de alguém que ele julga ser uma mulher jovem e animada, apesar do frio, à espera de alguém que não vai vir.

Só que ele ainda não tem certeza do que vai dizer para tentar conseguir a cooperação dela...

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13 Re: Delegacia Policial em Qui Abr 06, 2017 7:46 pm

Crônica "Um Gato Entre Pássaros"


Macy mascava um chiclete estrondosamente enquanto esperava apoiada na parede do corredor que levava à sala de autópsia. Sua tranquilidade era tamanha que ninguém suspeitava que ela não deveria estar ali, afinal, com sua postura relaxada e trajes inadequados para o local chamava bastante atenção para si. Não havia assim tantas pessoas trabalhando esta noite, mas o movimento estava maior do que o de costume.

Impaciente, ela olha o relógio que usava na mesma mão que segurava sua Nikon D750. Com o braço livre abraçava o próprio corpo tentando se proteger do friozinho que esgueirava por debaixo das portas da sala onde os cadáveres ficavam armazenados. Ela solta um chiado nervoso quando nota que seu convidado estava há, pelo menos, 15 minutos atrasados e decide esperá-lo no lado de fora.

Passa por por outro corredor e sai pela porta do Expurgo. Já do lado de fora cospe o chiclete, acende um cigarro, e logo na primeira tragada avista Justin, a quem ela aparentemente já conhecia. Ela acena a mão para ele para que viesse em sua direção.

- Hey, eu te conheço! Você não é o carinha lá amigo do Alex? Gostava de te ver nos vídeos, man. - toca o ombro de Justin com relativa força com as costas da mão - Você sumiu depois daquela confusão. Que foda, né?

Eles trocam algumas palavras antes dela decidir entrar no assunto que interessava de verdade.

- O Alex não pode vir, não é? Eu já esperava isso. Mas tu já deve servir. - encaixa o cigarro na boca pra ficar com as duas mãos livres; Macy então ajeita a câmera na bandoleira e passa pela porta do Expurgo, voltando para dentro do IML - Mas vamos logo porque eu tenho que pegar minhas calcinhas na lavanderia.

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14 Re: Delegacia Policial em Sex Abr 07, 2017 8:18 am

Crônica "Um Gato entre Pássaros"

Ele viu uma moça jovem sair do prédio e acender um cigarro. Seguiu em sua direção com menos pressa ainda. Já tinha decidido dizer toda a verdade e ameaçá-la, mas precisava escolher as palavras e o tom de voz: "Você deve ter subornado algum funcionário pra poder ver o corpo, não é? Então vai me mostrar agora mesmo o que ia mostrar pro Alex, ou eu falo com o responsável pelo turno da noite e apresso a sua expulsão do lugar"!

Mas ele foi desarmado pelo gesto amistoso de aproximação que a moça lhe dirigiu à distância. Na rápida conversa que tiveram, ele ficou sabendo que o nome dela era Macy e notou que tinha aquele tipo de beleza que não atrai olhares impressionados nas ruas, mas que cativa quem chega perto para conversar. Viu também que ela se vestia com informalidade e que tinha um jeito de falar jovial, franco e até meio despachado.

Justin não pôde impedir que seus lábios se apertassem numa expressão contrariada quando viu que ela sabia sobre o escândalo - era sempre essa sua reação nesses casos -, mas sentiu alívio por ela pensar que Alex e ele estavam trabalhando juntos naquela história. Além de não precisar perder tempo com ameaças, isso significava que Alex não devia ter falado mal dele para a garota. Um gesto de consideração que deixou Justin quase tocado, pois mostrava que, apesar de Alex ter se afastado covardemente, ainda guardava respeito pelo velho amigo.

Justin foi tão econômico nas palavras quanto ela, pois estava ansioso para ir ao que interessava. No curto caminho que fizeram pelos corredores do IML, ele se sentiu bem, sentiu que sua vida estava voltando ao rumo. Mas havia mesmo alguma chance de se reabilitar, ainda que descobrisse alguma coisa muito extraordinária? Ou ele estaria apenas sendo impulsionado por aquela curiosidade e atração pelo mistério que se instalou em sua mente, de modo definitivo, na noite em que completou 13 anos de idade?



Última edição por Justin Sabine em Sex Abr 07, 2017 8:22 am, editado 1 vez(es) (Razão : Erro de digitação)

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15 Re: Delegacia Policial em Seg Abr 10, 2017 2:20 pm

Macy liderava o caminho. Eles passam pelo expurgo e seu cheiro de barata, rato e carne podre, saindo em um corredor feito por tijolos de cimento e tubulações penduradas ao teto. Havia algumas portas nesse corredor, mas a mulher continua andando direto por ele. Com algumas pessoas passando por eles e deixando o momento mais tenso, Justin não tem nem tempo para apreciar o belo pequeno traseiro imprensado dentro de uma calça jeans justa que Macy usava, e nem ela tem tempo de continuar com seu falatório. Logo os dois chegam ao fim do corredor, onde a porta dupla denunciava que haviam chegado à sala dos corpos. Macy olha para os lados para se certificar que não havia mais ninguém e então empurra as portas para frente, abrindo caminho para eles.

Eram na verdade duas salas colocadas uma à frente da outra, sem nada que limitasse a passagem de uma para a outra. A primeira era bem menor, com uma mesa de escritório, um computador e alguns armários que guardavam documentos e instrumentos. A outra era mais espaçosa, com duas mesas de autópsia ao centro e com colunas e mais colunas de gavetas de metal na parede leste. As salas estavam bem geladas. Macy coloca uma cadeira segurando as portas para que ninguém entrasse enquanto estivessem ali.

- É a sua primeira vez em um... ? - ela fazia um círculo com o indicador direito, mostrando a sala - Pode ser meio difícil, então só relaxe.

Macy passa por Justin e segue até a mesa onde dois corpos estavam tapados com lençóis brancos. Sem cerimônia, ela puxa o lençol de cima do primeiro, revelando um jovem negro com a cabeça estourada por um tiro. Ela faz uma expressão de desaprovação, mas que dura só um segundo. Tapa o corpo de novo e puxa o lençol do segundo. Era um homem de meia-idade sem ferimentos visíveis, mas que estava extremamente pálido.

- Acho que nós achamos nosso homem.

Ela retira a máquina e começa a fazer algumas fotos do corpo.

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16 Re: Delegacia Policial em Qua Abr 12, 2017 11:52 pm

Crônica "Um Gato Entre Pássaros"

Justin havia colocado óculos escuros quando eles entraram no edifício e os retirou logo ao chegar na sala de autópsia. Ele usava muito esses óculos desde o escândalo para não ser reconhecido com facilidade, embora fosse um tanto raro de isso acontecer. Naquele momento, porém, ele usou os óculos também por achar que isso poderia lhe dar uma certa pinta de detetive de polícia à paisana, figura nada incomum no IML.

- Sim, essa é a terceira vez - respondeu ele à pergunta de Macy sobre já ter estado em salas de autópsia.

A primeira coisa que Justin fez foi aproximar o rosto do pescoço da vítima até seus olhos ficarem a meio palmo de distância.

- Não deixe meu rosto aparecer em nenhuma foto, sim?

Macy na mesma hora apontou a câmera para o rosto de Justin e tirou uma foto bem de perto, atordoando-o por poucos segundos. - Tipo assim? Ela sorri de um jeito sapeca e logo já estava focada no trabalho novamente. - Relaxe gatinho.

Atordoado e surpreso com o flash da câmera, ele se levantou de supetão e ficou a encarar Macy com uma expressão de ódio, os braços rigidamente esticados ao longo do corpo e os punhos cerrados. "Pronto! Agora eu tô na mão dessa cadela e do Alex. Quando eles descobrirem que eu interceptei o e-mail, podem muito bem fazer chantagem pra me tirar da jogada".

Teve ganas de arrancar aquela câmera à força das mãos dela, tirar ele mesmo as fotografias, e só devolver a máquina depois de ter providenciado pessoalmente a eliminação daquela foto. Quem o visse, porém, pensaria que ele estava se contendo para não socar a garota, ainda que ela mesma talvez não estivesse notando isso, já que se aplicava no trabalho.

Mas ele não tentaria tomar a câmera por receio de que ela gritasse ou que o barulho de uma disputa corporal atraísse alguém. Num tom normal de conversa, disse:

- Relaxo porra nenhuma. Não gosto do seu senso de humor, se é que se pode chamar isso de humor... E espero que você apague essa bosta.

No ensino médio e na faculdade, Justin era sempre o brincalhão, o piadista da turma, o animador de festas. E achava que a patrulha politicamente correta cria um ambiente chato na universidade, um ambiente em que as pessoas deixam de ser espontâneas e ficam o tempo todo vigiando umas às outras: "isso é apropriação cultural, essa piada me ofende, aquela propaganda é misógina, etc". Justin resistia a isso fazendo humor politicamente incorreto, e muitos achavam graça, embora evitassem rir das piadas quando em presença de certas pessoas. Mas, como foi uma tentativa de piada desse tipo que destruiu sua vida profissional e, em boa parte, até  pessoal, ele nunca mais foi capaz de brincar como antes e nem costumava rir das brincadeiras dos outros. Apenas quando está rodeado unicamente por seus parentes próximos ele recobrava um pouco do velho espírito.

Voltou a examinar de perto o pescoço da vítima, ainda com expressão zangada.
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OFF: Participação da Macy escrita pelo Mestre do Jogo

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17 Re: Delegacia Policial em Qui Abr 13, 2017 8:47 pm

Crônica "Um Gato Entre Pássaros"

Quando Justin fez a pesquisa para produzir o vídeo Os vampiros de Jerusalem’s Lot (o qual acabou não sendo realizado, e parte do material da pesquisa serviu para produzir A mansão Chapelwait) ele entrevistou um antigo interno de uma clínica psiquiátrica que dizia ter sido atacado, nos anos 70, por uma mulher muito pálida, de olhos vermelhos e com duas marcas de perfuração no pescoço. Infelizmente, Justin não viu nenhuma marca assim no cadáver. "Talvez o testemunho daquele velho não fosse mesmo confiável; todos diziam que não era".

Ele foi até a outra ponta da maca e olhou a etiqueta presa no dedão do pé do suposto vampirizado: Francis Stevens. Em tom profissional, disse:

- Supondo-se que vampiros existem mesmo, nós seríamos apenas alimento para eles. Não haveria motivos especiais para atacar essa ou aquela pessoa… ou será que poderia haver, em certos casos? Talvez valesse a pena investigar quem era esse sujeito e o que aconteceu com ele uns tempos antes de morrer. Até porque, é possível que alguém perfeitamente humano tivesse motivos pra matar ele e encontrou um jeito criativo de fazer isso.

Justin raciocinou que, embora a vítima estivesse realmente muito pálida, seria impossível para um leigo saber se isso era decorrência da falta de sangue no corpo ou se apenas havia pouco sangue nos vasos superficiais no momento em que a vítima morreu. Mas o legista já sabia dizer isso. Afinal, tinha um grande corte em forma de Y no meio do peito, já costurado, e isso indicava que a autópsia havia sido feita.

Ele foi até a mesinha na sala ao lado e viu que as pessoas que trabalhavam ali não primavam pela organização, já que pequenas pilhas de formulários e de outros documentos, material de escritório, velhas etiquetas de identificação e instrumentos cirúrgicos estavam espalhados promiscuamente. A única etiqueta com nome legível indicava "John F.". Havia também a foto de uma criança… Mas ele não encontrou o que procurava: um daqueles gravadores de voz digitais e portáteis usados para registrar os resultados das autópsias.

Olhou para a tela do desktop, onde uma janela solicitava a senha de acesso, e lamentou não ter habilidades de hacker. Voltou para onde estava Macy.

- Não tem registro da sessão de autópsia aqui! A não ser, talvez, naquele computador… Você acha que tem mais alguma coisa pra descobrir por aqui? Se não tiver, é melhor a gente parar de abusar da sorte e vazar logo.



Última edição por Justin Sabine em Qui Abr 13, 2017 8:50 pm, editado 2 vez(es) (Razão : Digitação)

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