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Temptation Strip Club

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21Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Qui Jun 07, 2012 8:46 pm

Ela o empurra com força, afastando os corpos. Contrariando qualquer impressão que o gesto poderia passar, o sorriso continua no rosto enquanto os olhos percorrem o corpo de Jason, examinando as cicatrizes e tatuagens. O olhar é pornográfico, tão pornográfico quanto foi no palco, mas agora aquele show era apenas para Jason. A língua da dançarina passa pelo lábio superior de sua própria boca e ela volta para os braços do homem, apertando-se contra ele, tendo seus cabelos puxados, puxando também os dele, derretendo-se com seus beijos.

O toque forte de Jason a faz gemer, gostando de perceber que ficaria marcada. Aquilo faria as outras garotas virarem os olhos de inveja no dia seguinte. Não percebe que se esqueceu completamente de pensar no dinheiro que ganharia, de impor o pagamento antes do trabalho, de deixar claro todos os limites antes de tudo começar. Chloe não se entregava nos braços de homem nenhum, e sempre os colocava em seus devidos lugares antes de começar qualquer coisa. Naquele momento, porém, não se lembrou disso. E se tivesse lembrado não se interessaria. O único lugar onde queria colocar Jason era dentro dela. Mais nada. Sua mente se perde nos beijos e carícias e só retorna a consciencia quando tem o vestido rasgado.

O gesto de Jason mais uma vez surpreende Chloe. Aquele vestido era CARO, e o homem o rasgou como se fosse um pedaço de papel! Os olhos azuis arregalados de Chloe olham o pedaço de pano rasgado por alguns segundos, pensando no preço do vestido e sente raiva de Jason por estragar um modelito tão único. Descontrolada, dá um tapa no rosto do troglodita, mais barulhento do que forte. A raiva só a deixa mais excitada e a faz rir, lembrando que fez exatamente a mesma coisa minutos atrás no salão. Percebe o olhar de Jason para seu corpo e seus seios expostos, para o corpo delicado, a cintura fina, a pequena calcinha de renda preta.

Estava acostumada a olhares de adoração, olhares apaixonados, admirados pela beleza de seu corpo. Mas o olhar de Jason guardava muito mais do que isso, e ela não tinha certeza se conseguia decifrar tudo. Ele parecia querer memorizar seu corpo, conhecer cada pedaço dele. Chloe estava com pressa, o queria logo dentro dela, sem qualquer enrolação. Ele, entretanto, parecia ter se acalmando, apesar dos gestos brutos, encantado de uma maneira diferente do que Flaming Eve costumava fazer de propósito. As mãos do homem a levantam, e ela geme quando ele passa a morder e sugar seus seios, arqueando o corpo. A força com que ele faz aquilo provoca um pouco de dor, mas ela gosta da sensação e da vontade com que ele faz isso.

Logo, os lábios dos dois voltam a se encontrar, e Chloe fica cada vez mais faminta, beijando-o com força, sem perceber o quanto se entregava cada vez mais a Jason, o quanto a sensualíssima Flaming Eve dava lugar a garota mimada Chloe. Não resiste em ser levada para o palco, lugar tão familiar para ela. Deita-se, apertando e arranhando o corpo do homem, gostando de fazer cortes mais profundos quando ele não resiste. Os lábios quentes dele passam por seu corpo e a fazem dar suspiros longos e profundos, ansiosa, movendo o quadril. Ele queria explorá-la, mas ela queria logo o ato, queria que ele a devorasse com força, completamente. O chicotear do elástico da calcinha preta e minúscula que usava a faz voltar a rir, puxando-o mais para ela, entre gemidos. Os dedos já buscam abrir a calça de Jason, querendo puxar seu membro dali. Quase reclama quando ele passa a descer por seu corpo, tentando puxar para cima. Não queria mais perder tempo! O queria já, logo... o que ele achava que estava fazendo tentando chupá-la? Não eram um casal de namorados, era muito mais intimidade do que Chloe estava disposta a permitir. Ela não precisava disso, já transbordava desejo e aquilo seria só perda de tempo. Era uma prostituta, não queria sentir prazer sozinha, não daquele jeito, não queria se entregar sozinha, e achava o sexo oral extremamente sem graça de qualquer maneira...

Os pensamentos e reclamações que tinha em mente, porém, desaparecem quando os lábios de Jason passam a sugar seu sexo. Esquece completamente todas as objeções que tinha aquela prática, toda a intimidade que queria impedir. Balbucia um “não...” baixinho, um protesto quase inaudível, esquecido segundos depois. Agarra-se aos cabelos longos do homem, gemendo alto, contorcendo o corpo. Ele fazia aquilo com tanto prazer, a lambia como se ela fosse a mais deliciosa das iguarias. Não quer tirá-lo dali nunca mais, ficando ainda mais molhada do que já estava, ainda mais entregue. Chloe começava a perceber o quanto havia sido um erro permitir que Jason a tocasse pela primeira vez. Agora queria seu toque em todos os segundos, em todo o seu corpo. Sente mais uma onda de raiva, e rosna, arranhando as costas do homem com mais força. O queria muito, e o odiava por isso.


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22Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Seg Jun 11, 2012 4:15 pm

A boca de Jason estava impregnada com o gosto da stripper. O mel da excitação da mulher escorreu em um filete da boca de Jason, cuja língua a explorava completamente ali. De cima a baixo, e até baixo demais, onde a maioria dos homens não ousaria encostar a boca. Seu queixo barbudo dava uma outra sensação ao tocar a pele da dançarina onde esta era mais rosada e úmida, e seus dentes somavam à variação da textura ao dar leves mordidas no sexo. A comia quase literalmente, bebendo-a como um rei degusta seu banquete em uma mesa farta, se lambuzando. O rei da noite tinha direito ao melhor pedaço, e ali estava a estrela da casa, se contorcendo aos seus toques, descontrolando-se.

O "não" que escuta dos lábios delicados o faz perceber que não era apenas a roupa que havia para ser tirada da stripper. A sua máscara também se desfazia em suas mãos, mais sutil que o arrancar do vestido, mas ainda assim revelava algo íntimo daquela mulher. Algo a que os homens que a tinham não estavam acostumados a ver, e certamente não havia preço a ser pago. E essas revelações eram tão deliciosas, ou talvez ainda mais, do que ver as peças de roupa caindo uma a uma em uma dança sensual. Jason gostava de conseguir vê-la tão bem, fazer se revelar tanto. Um calafrio passou por seu corpo, e então desejou os lábios dela mais uma vez.

Subiu com a mesma calma que desceu, demora do até um pouco mais ao morder a pele branca, divertindo-se nos seios, roçando os dentes no pescoço, e então a beijando. A fez sentir o próprio gosto, pegando os cachos ruivos e os puxando, como uma saudável vingança aos arranhões. Eles ardiam em seu corpo, onde pequenos filetes de sangue escorriam, dando uma nova pintura às suas tatuagens. Dando uma nova vida a elas. A forma com que os músculos de Jason se moviam para subir na dançarina causavam mesmo um efeito de movimento, de vida, como se elas pusessem saltar de seu corpo e rastejar pelo chão.

Agora Jason estava sobre a mulher, e ela podia notar que sua calça não estava mais ali. Seu corpo não estava muito colado ao dela, com exceção do beijo que davam, mas podia sentir que algo tocava entre as pernas. Movimentos de quadril forçavam a entrada do membro rígido no sexo úmido da mulher, afastando os grandes lábios mais do que os outros homens costumavam conseguir. Ele finalmente entra, soltando um longo gemido, abafado pelos beijos intermináveis. A olha nos olhos, para captar a mulher que se revelava naquela hora. Uma estocada suave, outra mais forte, e então uma terceira mais profunda. Estava quase todo dentro. Sentí-la apertando-o era como viver um sonho milhares de vezes sonhado nos três anos enclausurado. Mas dessa vez a realidade era muito mais doce. Manteve-se ali por alguns segundos, soltando um pequeno espasmo com o corpo, deixando escapar um gemido apertado entre os lábios.

A visão da mulher que não sabia o nome era a coisa mais bela que já tinha visto. Os cabelos espalhados, a expressão descontrolada, a boca se ofegando, era uma deusa em que podia tocar. Seus lábios se moveram para dizer o nome dela, mas ele não o sabia, então a única coisa que conseguiu soltar foi um "Vadia...".  Nesse momento dentro dele uma força chegava arrebatadora, que culminaria no fim daquele ato, então moveu seu quadril mais uma vez para fugir daquela sensação. Não queria que acabasse naquele momento. Queria mais.

A ultima estocada o vez entrar completamente dentro dela, e então ter um controle maior da situação. Mordia o pescoço, cheirava os cabelos, lambia os lábios, aproveitava cada visão que tinha e cada reação que provocava naquela mulher. As estocadas começaram a ficar ritmadas e firmes, fazendo-o gemer e grunhir. Não queria estar em nenhum outro lugar no mundo a não ser dentro dela.

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23Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Sex Jun 15, 2012 9:44 pm

Chloe queria afastar Jason dela. Sabia que aquela intimidade não era saudável, que nunca deveria deixar ele lamber seu sexo daquele jeito. Porém, por algum motivo, não consegue colocar sua vontade em prática: a língua do homem é muito mais habilidosa do que deveria e faz sua vontade oscilar. As sensações que ele provoca a atormentam, e ela o arranha com raiva, rosnando, contorcendo o corpo. Ficava cada vez mais impaciente, o orgasmo ameaçava vir com os lábios de Jason. Mas Chloe não queria dar a ele esta satisfação e consegue afastá-lo por segundos o suficiente. Logo Jason subia por seu corpo, beijando-o, mordendo e provocando mais gemidos.

Flaming Eve era uma ótima atriz. Sabia gemer alto e provocantemente, cerrar os olhos como se estivesse louca de prazer, fingia com perfeição. Enganava o mais exigente dos clientes, e o que lhe dava prazer de verdade era perceber o quanto era capaz de enganar e manipular os homens. Adorava lembrar como era boa o suficiente para fazer qualquer idiota sentir-se um deus entre quatro paredes. De vez em quando, Eve não precisava atuar muito. O cliente podia ser melhor do que ela imaginava, ou a situação excitante por si só. A atuação resumia-se a parte da brincadeira, um exagero do prazer que sentia para provocar o outro. Mas neste momento, era Chloe. E ela se vê pela primeira vez tentando fazer o contrário do que Flaming Eve fazia: atuar para não demonstrar obviamente o prazer que sentia, evitar que Jason tivesse a satisfação de saber o quanto aquelas mordidas em seus seios a enlouqueciam. Tinha plena consciência de que fazia um péssimo trabalho.

Voltar a poder beijar os lábios dele estraga ainda mais a tentativa de Chloe de retomar o controle da situação. Desejava demais aqueles lábios. Quando percebe, o aperta com força contra ela, e fica ainda mais ansiosa quando percebe que ele já havia se livrado da calça. As mãos dela agora apertam as costas de Jason, descendo por elas, até chegar as suas nádegas, apertando-as também, empurrando-o para penetrá-la.

Deixa escapar um sorriso quando o sente dentro dela, com a respiração próxima, aqueles braços fortes a abraçando com tanto desejo. Os lábios não se descolam, mas um gemido alto escapa dali a cada centímetro de Jason que consegue sentir. As mãos, que voltam a subir pelas costas desenhadas do homem, voltam a ficar mais agressivas, e ela crava as unhas novamente ali. A cadência do movimento dele era perfeita demais para Chloe conseguir controlar os gemidos, abafando-os no pescoço dele, aproveitando para cheirar seu corpo. Ficava cada vez mais difícil ser Flaming Eve. E a Chloe aparecia aos poucos, embaixo de Jason, beijando-o, mordendo seus lábios, entregando-se a ele, com um olhar quase apaixonado.

Então escuta como ele a chama. “Vadia...”.. Vadia... Lembra-se de quem era e do que homem esperava. Não era com Chloe que ele transava. Era Flaming Eve que ele queria! Aquele olhar de antes desaparece, como se tivesse sido desligado. Nos lábios da mulher, o sorriso arrogante volta, seguido pelo olhar superior. É como se a palavra “vadia” tivesse despertado Flaming Eve, abafando de vez aquela menina que começava a aparecer. Ela agora quase grita com as estocadas de Jason, e seu corpo se move cada vez mais. Ela resmunga um “Boçal...” e logo Jason é empurrado e Flaming Eve fica por cima, tomando conta dos movimentos, montada sobre ele. Adorava ser olhada e faz questão de deixar que o homem veja todo o seu corpo, mantendo o olhar no dele. As unhas que antes faziam sangrar as costas do parceiro passam a arranhar o peito enquanto o quadril se move lentamente, quase de uma maneira irritante, provocando-o por alguns segundos antes de retomar o ritmo de antes. Quando o faz, inclina o corpo para frente, roçando os seios no rosto de Jason, desejando mais daquelas mordidas.

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24Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Seg Jun 18, 2012 9:41 am

A menina por dentro daquela mulher ia surgindo nos toques e beijos mais apaixonados e envolventes. Ela se rendia demais para uma estrela, para uma prostituta. Para a "vadia" que havia visto no palco e duelou com ele no balcão. Chamá-la de vadia a fez se esconder, recuar por trás daquele corpo escultural e de toda a pose de uma mulher ousada e provocante. Jason queria a menina de volta, continuar revelando cada pedacinho daquela mulher de gosto entorpecente. Pensou em acelerar os movimentos, e quanto seu quadril se afastou um pouco mais, momentos antes de voltar com toda a força, ela o virou.

Não houve tempo para sua reação. Ele mal saiu de dentro dela para que seus corpos rolassem sobre o palco, e a carne das nádegas da stripper logo se chocava novamente com a pele de suas coxas. Sentiu-se como um touro domado em um rodeio. A forma como ela movia-se sobre ele deixava isso bem evidente. Tentou mover-se ali, para que voltasse a posição anterior, mas as sensações que a mulher lhe causava com aquela cavalgada faziam-no se render. Seu corpo relaxava por completo, e mal sentia suas pernas. A mulher mostrava do que era capaz, em uma dança que o fez lembrar-se do que disse a ela no balcão. "No meu pole", e era isso o que ela fazia. Dava um show no membro de Jason como se aquele fosse o poste no qual deveria se esfregar para ter notas verdes voando em sua direção e prendendo-se à sua calcinha.

Os seios empinados, balançando em um ritmo hipnotizante, clamaram por suas mãos, e ele os apertou, fazendo-os sumir em suas grandes mãos. Em contrapartida, tinha seu peito arranhado, e de tão relaxado que estava, soltou um grito, nascido de um grunhir e morrendo num longo gemido. Ele estava sendo derrotado por aquela mulher de olhar determinado e malicioso. Não era ela que queria. Era a menina que se surpreendia com as suas investidas, com a sua boca entre as pernas, com seus movimentos de quadril.

- Volta... - Disse um pouco tarde. As reticências viraram um grunhido apertado, provocado tanto pelas unhas da mulher quanto pela explosão em que Jason se transformava. Seu corpo inteiro formigava de um jeito que não se lembrou ter sentido. Nem antes da prisão. Mais uma vez o tempo que ficou sem ter uma mulher podia estar lhe pregando uma peça, fazendo daquela prostituta uma deusa, na qual devia toda sua devoção. Sua oferenda saia forte e quente de dentro dele para dentro dela, com espasmos de seu quadril, apertões de suas mãos no corpo da mulher.

Ela não entende o pedido dele ou o ignora, mordendo-o e movimentando-se furiosamente, o olhar fixo no dele. Quando o orgasmo dele chega, o dela acompanha, fazendo-a gritar e arranhar os braços de Jason ainda mais profundamente. Durante aqueles segundos, um sorriso delicado surge nos lábios aveludados, e Jason tem de volta a moça que estava procurando. É como se naqueles momentos fosse impossível para ela se esconder. Está cansada quando é colocada de volta embaixo do corpo de Jason, cedendo a seus beijos, com o corpo quente e relaxado embaixo do dele. Aninha-se por alguns segundos nos braços fortes, se distanciando mais um pouco da prostituta do strip-club para se mostrar um pouco mais vulnerável. Entretanto, com o passar do tempo, volta a desaparecer atrás daqueles lábios vermelhos, da risada provocante, das mordidas e arranhões, até não sobrar nada da suavidade anterior.

E ali estava ela, do jeito que ele queria, em poucos segundos, que seja. A guarda dela baixou completamente, e aquele momento estava ainda mais completo. De alguma forma sabia o segredo daquela mulher. E a chave para vê-la do jeito que queria era tranzendo a ela novamente a sensação que acabara de provocar.

A puxou e a beijou, agora mais calmo, de um jeito que viria a empolgá-lo em poucos segundos, mais uma vez. Mal haviam terminado e ele já queria mais dela. Sua mente estava vazia, longe de qualquer problema. Esqueceu-se de como havia parado ali, e de tudo o que lhe aconteceu até então. A visão da mulher tomava conta de todos os seus pensamentos. Aqueles beijos demoraram alguns minutos. Um tempo que permitiu que ele a virasse e subisse sobre ela. Deixando o efeito do orgasmo mais distante, notou uma mulher de verdade embaixo dele. Descabelada, decomposta, toda entregue, de um jeito apaixonante. A queria mais uma vez, e assim a teve.

Naquela noite a teve de todos os jeitos, quantas vezes seus corpos permitiam. Se dependesse do vigor de Jason, fariam aquilo até o sol raiar. A experiência de prostituta e a resistência de dançarina fizeram-na acompanhá-lo. Cada móvel ali foi palco da fúria sexual daquele casal que os deuses acabavam de unir. Então descobriram o quarto atrás da porta fechada, onde havia todo o aparato em que podiam repetir o que acabaram de fazer. Uma grande cama, uma banheira, uma cadeira em formato pouco usual, espelhos para fazê-los se observar dos mais diversos ângulos...

E assim se repetiram, sem ver a hora passar, até serem dominados pelo cansaço. A essa altura Jason conhecia cada milímetro do corpo da mulher que ainda não sabia o nome, tendo a tocado de todas as maneiras que conseguiu imaginar, e também daquelas outras sugeridas pela mesma.

Nesse quarto a tatuagem das costas do homem foi revelada. Um imenso búfalo visto de frente, que ocupava todas as suas costas. Seus olhos eram duas bolas vermelhas, sendo essa a única cor que se pintava além do preto desbotado. Ainda estavam brilhantes, como se tivessem acabado de serem feitas. Provavelmente retocava aquela região com frequência. Estava em posição de ataque, com suas narinas dilatadas, como se fosse avançar em quem a olhava.

Nos intervalos entre uma e outra incursão pelo corpo um do outro, Jason era carinhoso. Isso destoava bem de sua pose e de seu tamanho, mas parecia buscar algo na mulher que se deitava com ele. Um carinho que lhe faltou durante três anos na prisão, sem visitas, sem correspondências, sem ninguém que se preocupasse com ele. No fim das contas não tinha ninguém, e mesmo que isso fosse culpa sua, sentia falta dessas pessoas. De gente que nem sabia o nome. Se pegava a abraçando apertado, a beijando devagar, afundando-se nos cabelos vermelhos cacheados. Mas logo que se empolgava parecia virar outra pessoa. O animal dentro dele voltava à tona, e a possuía ferozmente.

Não a questionava, nem falava sobre coisas dele. Ao ver que não seria incomodado com perguntas sobre a sua vida, não a atormentou com perguntas desse tipo. Nem sem nome se incomodou em perguntar. Aquela imagem lhe bastava. Falou sobre bebidas, sobre mulheres, sobre carros e motos, e até sobre o tempo. Parecia a companhia ideal para quem não queria se revelar. E, quando ele queria que ela revelasse algo, a chamava para a eterna dança em que se meteram por toda a noite, e via os olhos da verdadeira mulher que estava com ele brilharem.

Quando perceberam a luz do dia por uma fresta quase imperceptível atrás de uma das cortinas, Jason lembrou-se de que havia um mundo lá fora. Levantou-se, como se fosse ir embora, indo até sua mala de ginástica, ainda no chão perto da primeira porta que entraram. Colocou a alça da mala no ombro, como se fosse levá-la embora, mas entra novamente no quarto. A colocou sobre a cadeira de formato estranho e a abriu. Um forte brilho vinha dali, de varias cores, onde o dourado era predominante. Enfiou a mão lá dentro e tirou a primeira coisa que encontrou. A olhou e se deu por satisfeito, voltando para a cama onde estava a sua companhia. Abriu o colar na frente dela, segurando em ambas as pontas. Ouro da peça reluzia as luzes fracas do ambiente, e podia-se ver a própria imagem nas grandes esmeraldas encrustradas na peça.

A corrente de ouro tinha elos finos e arredondados, delicados, com um centímetro de diâmetro. A cada três deles o anel era maciço, e ali estava encravada uma esmeralda que tinha quase o tamaho do disco, deixando apenas um espaço para que se juntasse ao elo seguinte e anterior. O pingente era o que realmente chamava a atenção. Uma grande esmeralda, quadrada, perfeitamente lapidada, de cinco centímetros de aresta, refletindo o próprio rosto da dançarina ali, como se fosse um santinho vivo, ou como se ela fosse aprisionada pela jóia. Mesmo pega aparentemente ao acaso, podia ser o produto mais valioso de seu roubo à joalheira na manhã do dia anteior, e mesmo assim oferecia à dançarina. A mulher podia imaginar que, de onde saiu aquele colar, haviam diversas outras jóias. Uma mala de ginástica cheia delas.

- Vai ficar bem em você.

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25Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Ter Jun 19, 2012 6:13 pm

O olhar provocante e sensual de Chloe não sai de seu rosto a maior parte do tempo, tão presente que é irritante. Entretanto, as vezes, deixa escapar o brilho da moça de antes nos olhos azuis apaixonados que, quando ela percebia que demonstravam demais, fazia questão de fechar. O sorriso zombeteiro sempre aparece. Com o tempo, porém, Jason também consegue arrancar uma risada gostosa de se ouvir, espontânea, íntima. É como se Chloe oscilasse o tempo inteiro entre o teatro e a realidade, entre a força que exibia durante o sexo e os segundos em que se entregava completamente em um orgasmo, aos beijos e suspiros dos momentos com Jason.

Ela o desejava o tempo inteiro. Nunca sentia-se cansada, e adorava que ele começasse tudo de novo segundos depois de terminar. O experimentava de todas as maneiras, com cada pedaço do corpo, sem reservas. Normalmente gostava de impor limites. Era importante que os clientes soubessem que era ela quem mandava, ela quem estabelecia as fronteiras. Gostava desse controle. Com Jason, no entanto, o controle tinha ido embora, desaparecido simplesmente. No início, a vontade que ele tinha de sentir seu gosto a incomodava muito, e ela tentava evitar o contato. Jason nunca desistia dela, de enfiar a língua entre suas pernas, sugá-la, tocá-la com os dedos. Tentou limitar o toque, mas ele ignorava seus sinais e a cada segundo, ela descobria o quanto gostava daquilo. No final da noite, Jason podia toca-la como quisesse. Os limites físicos haviam desaparecido, ela apenas desejava as carícias do homem, desejava que ele estivesse dentro dela, que os corpos estivessem unidos, suspirando e gemendo juntos.

Jason conseguia toca-la como quisesse, possui-la da maneira que lhe dava em sua mente.. mas não conseguiu dela nada além de gemidos e algumas frases soltas, que sempre terminavam com alguma provocação sexual. Nunca se interessava demais nos assuntos de Jason e enquanto ele falava de carros, do clima, de motos e tudo mais, ela escutava por alguns momentos e logo já voltava a lamber e arranhar o corpo do homem, buscar seu membro para reanima-lo, sem querer dar muito espaço até mesmo para a mais leviana das conversas.

Trata Jason como um animal, ferindo-o de propósito com suas unhas, mordendo seus ombros até sentir gosto de sangue, dando tapas sonoros em seu rosto, usando o corpo para provocá-lo, puxando com força os longos cabelos do homem. Mas percebe o quanto ele queria beija-la e acaricia-la, sentir o cheiro de seus cabelos, abraçá-la. Aquela carencia era estranha a Chloe. Não sabia de onde poderia surgir aquilo. As vezes, afastava-se dele por alguns segundos, mas ele logo a puxava para perto, enchendo-a de beijos e reiniciando o delicioso sexo que não conseguiam parar de fazer.

O tempo passa e, quando Chloe nota, está sonolenta, deitada sobre o peito de Jason, olhando a luz começar a invadir o quarto. Seu corpo doía com a atividade prolongada, uma quantidade absurda de sexo. Nunca havia imaginado que alguém poderia desejá-la tantas vezes durante uma noite. Raramente aceitava ficar daquele jeito com um cliente, mas estava exausta e a intimidade que Jason havia conquistado a venceu. Piscava longamente, de uma maneira suave, com um meio sorriso no rosto, quando o homem se move para levantar. Ela não protesta, saindo de seu peito, deixando que ele vá. Olha o caminho que ele faz, e assiste sua volta, com a mala. Não parece especialmente curiosa pelo conteúdo da mala, deitada de bruços na cama, aproveitando o afastamento dele para acender um cigarro. Se surpreende com o brilho da mala, e ainda mais com o que o homem tira dali e ofere a ela. Aquilo só podia ser roubado. Pareciam ser muitas jóias e aquele colar que ele oferecia era obcenamente caro. Não acredita que seja um presente. Imagina que ele simplesmente queira fode-la usando aquela jóia e é pensando nisso que ri, soltando a fumaça do cigarro entre os lábios.

- Claro que vai..

Ri baixo novamente, ajoelhando-se na cama e deixando que ele colocasse o colar no pescoço delicado, olhando-o nos olhos, provocante, esperando a hora em que ele montaria sobre ela e recomeçaria tudo de novo. Não tinha ideia do quanto cobraria dele por aquela noite. Definitivamente seria caro.

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26Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Ter Jun 19, 2012 9:16 pm

Jason coloca o colar na mulher, e a beija. Demora um pouco, mas não o bastante para que começassem o sexo mais uma vez. Frustra essa expectativa da moça, mas sorri para ela, não querendo ser mal interpretado quando a isso. Dá-lhe mais um beijo, rápido, e se vira. Vai até a mala e a fecha, chegando até a passar a parte de velcro que escondia o zíper principal em um dos lados. Isso impedia que a mala fosse aberta facilmente por alguma mão leve. E mostra que Jason não tinha a intenção de guardar ali novamente o colar que deu para a mulher.

Vai para o chuveiro, e pela primeira vez em três anos toma um banho tranquilo, sem se preocupar com olhares indesejáveis e com a queda do sabonete. De qualquer forma, o sabonete ali era liquido, e o box era de vidro transparente, o que permitia a visibilidade de uma platéia bem agradável na cama. Nada ali, a não ser a jóia no pescoço da stripper, impedia que as placas de vidro fossem mais uma vez o palco da ação do casal. Mas mesmo que ela vá até ele, o estimule e ele se empolgue, não completa o ato. Sorri o tempo todo, mas parecia querer deixar algo para depois. Mesmo que tivessem feito em uma quantidade completamente fora dos padrões, ainda podia haver algo, e isso Jason queria que se transformasse em uma vontade ainda maior para depois. Para existir motivo para se verem mais uma vez, deixando algo inacabado.

Não demora para se secar e vestir após o banho. Liga a televisão enquanto isso, para conferir as notícias da manhã. Sente um alívio por não ser citado em nenhuma delas, mas é possível que aconteça na hora do almoço, ou na parte da noite. Queria saber se haviam o identificado durante a perseguição. Não havia nada que o associasse ao trabalho, aos participantes do crime e até aos mandantes. Nada óbvio, ao menos. Era necessária certa investigação para ligar esses pontos.

Completamente vestido, mesmo que isso ainda considerasse o peito nu por baixo da sua jaqueta, que deixava a mostra alguns dos arranhões que ganhou da sua parceira durante a noite, puxou a mulher para si. Deu-a um último beijo, envolvendo-a com seus braços fortes, sentindo pela última vez naquele dia a pele macia da mulher, a cintura fina seguida do irresistível alargar do quadril. Então a olhou nos olhos, antes que ela percebesse o quanto começava a se animar dentro da calça, e disse a coisa mais íntima que conseguiu durante toda a noite que passou. O seu nome.

 - Jason... E você?

O jeito que falou o fez parecer ainda mais selvagem. Era uma paródia viva do Tarzan, no momento em que ele e Jane se apresentavam. Faltou apenas o "mim" antes de seu nome, mas se Jason fosse elaborar uma frase maior, muito provavelmente usaria esse pronome mal colocado antes do nome. Queria chamá-la de algo além de "vadia" e "gostosa". Queria saber algo mais de alguém por quem já havia se arriscado muito. A jóia no pescoço dela e o nome que deu já eram suficientes para jogá-lo atrás das grades. Deu a ela praticamente o controle sobre ele, e o poder de chantageá-lo da maneira que quisesse. Foi um movimento impensado, inconseqüente, assim como qualquer coisa que ele fazia. Ou então estava transformando a relação deles em algo além de uma noite.

Jason não tinha medo.

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27Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Ter Jun 19, 2012 10:33 pm

Chloe fica rindo, com o colar no pescoço, puxando Jason levemente para a cama. Demora um pouco a perceber que ele não queria mais sexo, oferecendo-se a ele, arranhando-o convidativamente. Quando percebe, deixa que ele vá ao chuveiro. O acompanha até o banheiro e fica encostada na porta, fumando o cigarro calmamente, olhando o homem tomar banho. Observava seu corpo com mais detalhes, as cicatrizes e tatuagens, sem pudor algum por estar completamente nua. Durante as horas anteriores, estava mais preocupada em sentir o corpo de Jason do que entendê-lo. Agora finalmente o examina, sem se preocupar em disfarçar aquele olhar, pensando sobre o brilho na mala que ele carregava, a maneira desesperada como ele a tinha possuido no inicio, juntando alguns pontos, mas sem ter nada muito específico para dizer sobre o que concluía.

Quando termina o cigarro, apaga e joga o resto no lixo, entrando no banho com Jason. As mãos suaves da dançarina o acariciam, lavando o corpo do homem. O provoca por um tempo, mas ao notar que ele não deseja continuar, deixa as provocações de lado. Não entende o que estaria fazendo com aquele colar se ele não quisesse possui-la enquanto o usava.

Depois do banho, Chloe acompanha Jason vestido a roupa, mas não se preocupa em fazer o mesmo. Jason havia rasgado o vestido dela e não havia nada para vestir. Mesmo se tivesse, Flaming Eve não gostaria de esconder o corpo que sabia que Jason hora ou outra fazia questão de olhar. Sabia o quanto seu corpo era provocante sem roupas, com os cabelos ruivos molhados, a maneira desinibida com que se comportava. Escuta a televisão ligada, sem prestar atenção. Nunca se importou com o que acontecia no mundo lá fora, não seria agora que ia começar a se preocupar.

Jason estava vestido, mas Chloe ainda consegue ver os arranhões que ela mesma deixou. Ri baixo, olhando o peito de Jason, mas não diz nada, pegando outro cigarro para acender. Não chega a completar o gesto, sendo puxada pelo homem para um beijo. O beija como ele deseja, lentamente, apertando o corpo contra o dele, como se o convidasse para se tornar mais íntimo novamente. Quando ele fala com ela, parece querer se afastar, mas ela não se afasta. Faz com que ele fale com os lábios colados nos dela e ri quando percebe que agora ele se apresentava, dizia seu próprio nome e queria ouvir o dela. Era mesmo extraordinário que tivesse se lembrado disso agora! Seus lábios se abrem para sussurrar "Chloe", mas ela contém o nome, mordendo os lábios de Jason, passando a língua por eles, antes de sussurrar, sem muita hesitação.

- Eve.

Ele jamais seria atendido por ela se aparecesse no strip Club perguntando por Chloe. Ali ela era Eve, a não ser para um ou outro amigo mais íntimo, que conhecia sua familia ou seus piores e melhores dias. Ri um pouco da maneira meio selvagem com que ele se apresenta, e aquilo a excita. Suspira, beijando-o na boca, mordendo e lambendo seus lábios, pressionando o corpo contra o de Jason, roçando-se nele. As mãos, porém, vão para o próprio pescoço, de onde ela tira o colar que Jason havia colocado.

- Não custo tão caro.

Coloca o colar na mão de Jason, tentando devolve-lo. O programa com ela definitivamente custava caro, mas aquele colar era absurdo demais. Não sabia nem mesmo se queria cobrar o homem por aquelas horas. Uma das esmeraldas menores já custava mais caro do que ela cobraria por aquela noite para qualquer cliente. Sente uma pontada de frustração por devolver o colar. Queria mesmo era ficar com ele, exibí-lo, irritar as outras e outros homens. Mas era realmente um objeto caro demais para cair nas mãos de uma prostituta. Talvez ele não tivesse notado isso. Aquilo definitivamente não era para ela.

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28Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Qua Jun 20, 2012 9:01 pm

O corpo de Jason era repleto de cicatrizes e tatuagens. Ao longo da coxa havia uma marca de corte. Na batata da perna, onde a forma de uma índia exibia os seios ao observar o horizonte, haviam marcas de perfuração. Nas costelas havia um local onde a pele era mais escura, provocado talvez por uma pancada que pode tê-lo deixado de cama por um bom tempo. Na parte de dentro de um dos braços, onde haviam dizeres em uma língua desconhecida e uma tipografia que a tornava praticamente ilegível, estavam marcas de pele costurada. E assim seguia um padrão, com as marcas voluntárias sempre seguindo um tema selvagem ou tosco. Juntas não faziam sentido algum, nem esteticamente. Soavam como as marcas involuntárias, as cicatrizes, causadas por acidente. Contavam mais sobre Jason do que seus lábios silenciosos. Quem pudesseler a pele do homem saberia de cada coisa pela qual ele passou. Esses detalhes puderam ser bem observados pela mulher que apreciava o banho do amante, caso ela os tenha perdido durante as diversas explorações que realizou por aquele corpo duro como pedra.

Jason resistiu bem às provocações da stripper, decidido a deixar algo para depois. Não pretendia sair de NOLA tão cedo, e criar laços era algo natural. Evitou qualquer tipo de envolvimento mais profundo com qualquer um na prisão todo esse tempo, não chegando a fazer nenhum laço além de contatos. Começava a compensar isso também. E nada melhor do que se ligar a alguém que mexia com o seu colega dentro do jeans.

Ela o fez dizer seu nome entre os beijos, e percebeu a hesitação da mulher. Entendeu que ela falaria algo que não foi o que saiu. Sua expressão mudou, da mesma maneira que mudava quando ela começava a fingir. "A vadia me deu o nome de puta!", pensou, imaginando em seguida como conseguiria o nome verdadeiro da mulher que agarrava. Gostava da louca que o usou de palco, como sugeriu a ela no balcão do bar, mas queria também a garota que olhava para ele durante o orgasmo.

- Foi um presente... Eve.

O tom que usou para dizer o nome dela indicava que ele duvidava daquele nome. Queria o nome real. Colocou o colar nas mãos de Eve, as fechando uma sobre a outra. 

- Te devo algo?

Tira seu bolo de dinheiro do bolso, e começa a contar notas devagar, parando no valor que ela desse. Se, por acaso, ela não dissesse nenhum valor, sorriria, guardando o dinheiro todo no bolso da calça mais uma vez. Se ela acabasse dizendo um valor, seria capaz até de entregar todo o dinheiro que havia ali para ela, achando inclusive muito bem pago.

- Até breve. - Dá mais um beijo na mulher, molhado, quase apaixonado. - Volto pra buscar seu nome...

Sem demorar mais, pegou sua mala de ginástica para deixar o local. Logo estaria lá de novo. Quem sabe mais tarde, ou outro dia, mas não tardaria a voltar. Queria continuar o "strip" de Eve, revelando cada vez mais daquela mulher por trás da prostituta. Queria voltar a sentir o melhor gosto que já experimentou em sua vida. Ter mais uma vez sua pele aberta e seu sangue arrancado do jeito mais delicioso que já experimentou.

Desceu as escadas enquanto tirava mais dinheiro da mala e colocava no bolso. Se deparou com um lugar vazio. As cadeiras estavam sobre as mesas, e a faxina já havia sido feita. O lugar não parecia ter sido palco do show de Jason e Eve na noite anterior. Na porta um grande segurança de braços cruzados o esperava para que ele acertasse as contas. Entregou a Jason uma nota escrita a mão, que incluia tanto os drinks dele como os da mulher que teve aquela noite, assim como os copos que quebrou no balcão. E claro, o exorbitante preço do quarto. Seu impulso era fazer o nariz daquele homem de terno sangrar. Só o terno já feria a dignidade do sujeito ali. Um nariz quebrado escorrendo sangue seria a cereja no bolo. Mas Jason não queria chamar a atenção, nem ser banido do lugar. Conformado, tira o bolo de dinheiro do bolso, conta várias notas, sobrando apenas algumas poucas depois de somar todo o valor que deveria ser pago. Entrega o montante principal embrulhado na notinha que ganhou e coloca esse mísero resto no bolso do paletó do segurança.

- Pelo barulho...

Deu uma piscada com um olho e um sorriso. Não conseguia disfarçar sua satisfação. Quem sabe hoje fosse um dia para distribuir sorrisosu ao invés de socos. Ganhou as ruas, colocando as mãos na frente dos olhos por causa do sol, acostumado à eterna luz baixa do local. O grande astro foi breve no incomodo, e logo ele conseguiu abrir os olhos normalmente e andar até seu carro. Nem todos os habitantes de NOLA tinham a mesma sorte.

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29Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Qui Jun 21, 2012 9:13 pm

Chloe está cada vez mais intrigada com Jason. Ele fez sexo com ela feito um animal, a noite inteira. E agora, a recusava diversas vezes, sem motivo aparente. Estava bem cansada, na verdade. Queria muito dormir. Mas a presença de Jason a deixava excitada o tempo inteiro e Chloe estava bem acostumada a resolver rapidamente esse tipo de situaçao com mais sexo. Quando ela disse o nome, percebeu logo que não era esse o nome que ele desejava. Aquela curiosidade era comum e irritava um pouco Chloe. O que havia de errado com Eve afinal?

A resposta de Jason sobre o colar a surpreende. Então era mesmo um presente.. com aquele valor. Fica algum tempo parada, agora hesitando bastante sobre o que fazer, ainda mais quando é perguntada se ele devia alguma coisa. Fica tensa naquele segundo e não consegue sustentar o olhar - que antes era tão confiante - no dele. Era difícil demais ter controle da situação com Jason por perto e isso a irrita e faz com que ela recolha as mãos e se afaste dele, olhando para baixo. Abre a boca, prestes a dizer algo desagradável, mas pára antes. Olha para o colar e o coloca de volta no pescoço.

- Obrigada.

O agradecimento sai atrapalhado, contraditório. Ela queria agradecer o presente, mas a situação a irritou a o agradecimento saía quase com raiva. Quanto a pergunta sobre o dinheiro, ela sabia qual era a resposta. Não, ele não devia. Mas não queria dizer isso a ele, e assim o faz, simplesmente saindo de perto de Jason e deixando-o sozinho com a pergunta e as notas na mão, andando na direção da janela, acendendo o cigarro que antes segurava. Vai para tão longe dele que ele precisa se deslocar para se despedir dela e mesmo assim, reluta em corresponder. Se antes ela parecia fechada para Jason, agora estava completamente lacrada, distante, emburrada, sem nenhum motivo aparente. Os lábios dela só correspondem aos dele no final do beijo, como se só ali tivesse se dado conta que aquele era provavelmente o ultimo beijo que trocavam. Os clientes costumavam a voltar para Flaming Eve, mas aquele homem parecia estar só de passagem, cheio de confusões e com muitas jóias e dinheiro vivo na mão para ser uma pessoa honesta. O "até breve" e a promessa de voltar para buscar seu verdadeiro nome a deixam ainda mais irritada, considerando-o presunçoso demais. Sente uma onda de raiva e quase o estapeia mais uma vez no rosto por mentir tão descaradamente. Chloe tinha certeza que não o veria de novo.

Quando Jason termina a despedida e sai do quarto, ela fica parada no lugar. Só se mexe depois que tem certeza que ele saiu do quarto, andando atrás dele e espiando da porta as costas largas que tinha gostado tanto de arranhar. Então volta a fechar a porta, andando até a cama com o cigarro, pensando naquela noite. A presença de Jason e seu cheiro a excitaram tanto.. e Jason não a quis mais uma vez. Sentia raiva dele, mesmo sabendo no fundo que a raiva era absurda, considerando a quantidade de sexo que haviam feito naquela noite. Termina o cigarro e deita-se na cama para dormir por algumas horas. Vira de um lado para outro na cama, em busca de uma posição confortável. Mas a verdade é que odiava dormir sozinha e o corpo grande e forte de Jason havia sido delicioso. E seus pensamentos se perdem por aquele corpo grande e forte.

Aos poucos, os dedos delicados de Chloe passam a deslizar pelo próprio corpo, fazendo o caminho que as mãos calejadas fizeram. Começa afastando os cabelos ruivos do rosto, mas o gesto acaba se alongando e descendo, passando pelo colar de esmeraldas e chegando em um dos próprios seios, apertando-o entre os dedos. Solta um gemido baixo, descendo mais a mão e encontrando o próprio sexo molhado, já cheio de saudades do homem que havia acabado de deixar o quarto. Fecha os olhos e na sua imaginação e nos sonhos que seguiram, Jason a possuiu mais uma vez.

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30Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Seg Jul 23, 2012 1:00 am

Chloe dormiu por horas, sem preocupação nenhuma, perdida em lembranças e no cheiro do homem da noite anterior. Naquele dia, tinha um almoço de família marcado mas definitivamente não queria estar lá. Não tinha paciência para os olhares cheios de reprovação dos familiares, nem para a bronca dos pais, ou as conversas sem graça dos ricos. Nem mesmo a comida era boa nessas ocasiões, sem gosto e sem cheiro, preparada por pessoas que Chloe não fazia ideia de quem eram. Depois da noite deliciosa que teve, o que ela mais desejava era dormir.

Quando acordou, já era o meio da tarde e o celular estava lotado de chamadas não atendidas dos pais e SMS's de primos inconformados com sua ausência. Ela responde alguns com mensagens provocantes, mas logo fica enjoada e deixa o celular de lado, jogando-o no chão. Toda aquela familia a deixava entediada, aquelas atitudes tão previsíveis, tão vazias de significado e cheias de julgamentos. Não sabia com clareza o que procurava e queria da vida, mas tinha certeza que não era nada daquilo. Às vezes, achava tudo tão monótono que satisfazia algum primo no banheiro com um boquete bem feito ou provocava um tio casado até que ele tivesse uma ereção grande o suficiente para ser percebida pela esposa. Pelo menos quando estavam fulos da vida, cheios de ódio ou luxúria, Chloe tinha a sensação de conhecer algo além do sorriso congelado da fotografia de família.

Resolve sair para ir as compras. No pescoço, pendura o colar que Jason deu a ela, sem se importar com a possibilidade de ser roubada. Aquela esmeralda era tão grande que pareceria falsa aos olhares de ladrões. No shopping, torra absolutamente todo o dinheiro que ganhou naquela semana em roupas, maquiagens, sapatos lingeries e perfumes. Queria se livrar logo daquele dinheiro, e gasta sem pensar, ate mesmo em coisas que sabia que não usaria. Gostava de esnobar o dinheiro tanto quanto gostava de esnobar homens. Sabia que no fim, os dois sempre voltavam para ela.

Quando a noite cai, pensa por alguns momentos em ir para casa. Mas a noite esta quente, e lembrar da noite anterior excita Chloe e a faz querer brincar mais uma vez. Volta para o Temptation, sem se incomodar em dar muitas explicações, considerando que suas apresentações eram boas o suficiente para poder realiza-las quando bem entender. Escolhe entre as lingeries um belo corpete vermelho acompanhado por uma calcinha minúscula da mesma cor. Sorri, lembrando de Jason arrebentando o fio dental que ela usava no dia anterior, pensando o quanto seria fácil para ele destruir aquela renda delicada. Sabia que provavelmente não o veria nunca mais, e afasta essa lembrança, imaginando outro cliente. A lembrança de Jason era tão forte que deixa Chloe aflita para fazer sexo com outro homem e apagar logo aquelas lembranças. Raramente fazia programa por dois dias seguidos, mas seu corpo ansiava por sexo e abriria uma exceção.

Senta-se na penteadeira, maquiando cuidadosamente o rosto e quando termina, é uma garota de olhar meigo e inocente que a encara do outro lado, quase uma adolescente. Sorri um sorriso ingênuo e tímido, experimentando as expressões que poderia fazer. Usa o babyliss para definir melhor os cachos do cabelo, transformando-os em belos caracóis avermelhados e, por fim, prende as asas de anjo nas costas e veste a delicada camisolinha que utilizaria no palco, junto com sandálias douradas. A fantasia de anjo era uma de suas favoritas. Costumava a enlouquecer os homens. Dá um sorriso pequeno quando fecha a porta do camarim, imaginando que tipo de homem (ou mulher, quem sabe?) encontraria para levar para sua cama naquela noite.

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31Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Qua Ago 01, 2012 9:15 pm

Continuação deste post.

Ao dobrar a esquina Jason começou a analisar a situação. Não ouviu gritos de ordem para parar, sirenes ligando e tampouco tiros. Sua mão latejava levemente. Tudo isso dava a entender que seu soco foi bem dado, e sua fuga bem sucedida. Significava que logo estaria sendo procurado por mais viaturas, com sua descrição física sendo passada para todos os carros da cidade. Deu um sorriso quando imaginou o que seria dito sobre ele: “Homem alto, cabelos negros compridos, barba, jaqueta de couro e calças jeans, desarmado, escapa após ser rendido.“. Torceu pra que isso tornasse o esquentadinho motivo de piada na delegacia. O cara podia ir atrás dele, com mais raiva ainda, mas dessa vez estaria preparado. Nunca mais seria pego de costas, desarmado.

Diminuiu a velocidade do passo. Correr apenas chamaria mais atenção. Fechou novamente a jaqueta de couro e enfiou as mãos nos bolsos, tentando disfarçar. Mesmo assim manteve seu passo apertado, começando a pensar num jeito de voltar para o Supai Motel e pegar suas coisas para sumir logo dali. Não sabia se podia confiar nos taxistas, e não tinha idéia de como pegar ônibus naquele lugar. Olhou em volta por alguns segundos e se sentiu irritado ao observar a população. Era um tal de “oui” pra lá, ”merci” pra cá que já estava lhe dando nos nervos. “Bando de viado”, pensou. Pedir ajuda pra qualquer um ali estava fora de cogitação. Mas também não conhecia ninguém naquela merda de cidade. Já estava começando a odiá-la. Andou mais um quarteirão, quase batendo no primeiro que fizesse um biquinho pra falar uma palavra que ele não entendesse, quando viu o letreiro do Temptation Strip Club.

Nesse momento tudo parou. A imagem de Eve veio a sua mente. A noite anterior passou inteira por sua cabeça, e podia até sentir o cheiro dela ali de tão real que foi o seu pensamento. Seus lábios se moveram e disseram o nome dela quase num sussurro. “Eve...”. Esqueceu-se completamente da fuga, e de que tinha que agir rápido. Entrou no lugar como um cliente qualquer. Quebrou a ansiedade do porteiro, que o reconhecendo da noite anterior, esperava uma bela gorjeta. O único motivo que fez Jason botar a mão na calça foi pra ajeitar o “camarada”, que foi inflado pelas lembranças da mulher que possuiu. A possuiria mais uma vez, assim que a visse.

Olhou para todos os cantos assim que entrou. Primeiro para o palco, onde uma garota qualquer se contorcia ao som de uma música qualquer. Então para as mesas, procurando-a entre as mulheres que estavam conversando com os clientes, e então para o bar. Ela não estava em nenhum lugar. Olhou para a escada que subiu com Eve na noite anterior, e sentiu um aperto no peito, imaginando-a subindo com outro cara. Pensou em mil jeitos de quebrar a cara de quem quer que estivesse com ela, quando foi abordado por uma das garçonetes que brigou por ele anteriormente. Ela estava solícita, exibindo seu decote e um sorriso malicioso, inclinando a cabeça como se estivesse manhosa. Perguntou se ele queria alguma coisa, o olhando de cima a baixo, parando inevitavelmente os olhos para o volume na calça de Jason. “Eve”, disse o brutamonte, como se conhecesse apenas essa palavra. A garçonete bufou, decompondo toda a pose que criou para se atirar no homem, e apontou para o bar.

Jason foi até onde lhe foi indicado. Chegando ali reconheceu o barman que serviu a bebida de Eve. Bateu no balcão com a mão aberta, fazendo os copos sobre ele tilintarem, e falou o nome da mulher que desejava como se ela pudesse ser servida em um copo longo sem gelo em uma dose tripla.

- Eve!

O rapaz sorriu, apertando os olhos, como se não o conhecesse. Mas pelo seu sorriso era claro que sabia quem era o grandalhão.

- Eve está em falta hoje, amigo. Não prefere outra coisa? – Olha para o salão, onde diversas garotas se ofereciam com pouca roupa, mas ainda mantendo a analogia do pedido de uma bebida em sua fala.

- Não! – Jason bate no balcão agora com o punho fechado, fazendo um barulho considerável. Os copos que tremeram poderiam cair se não fossem salvos pelos seus donos. – Eu quero Eve! – E foi assim que todos no lugar ficaram cientes do desejo do homem.

O barman tremeu, temendo ser espancado ali por não conseguir satisfazer o afoito mal-encarado, já olhando pros seguranças do lugar em um pedido semi-desesperado de socorro.

- E-ela saiu, s-senhor! N-não estará aqui essa... n-noite.

Jason bufou, como um touro irritado, e então se sentou, abaixando a cabeça em frustração. Parecia abalado por não encontrar Eve ali naquele dia. Os seguranças não precisaram se mobilizar, já que a fera havia se acalmado sozinha. Coincidentemente, Jason sentou-se no mesmo banco que Eve estava minutos antes, negociando com James. E ao seu lado se encontrava o próprio motorista uniformizado, terminando sua água tônica com limão. O funcionário do Masquerade olhou para o homem de cima a baixo, e além do corpo forte, não deixou de notar o instrumento que ele guardava no jeans. Deu um pequeno sorriso e tirou um cartão do bolso, anotando algo no verso e entregando-o a Jason.

- Está procurando por algo, rapaz? Você pode ser útil para nós, e quem sabe, encontrar o que tanto procura.

O tempo que Jason olhou para o cartão e demorou para juntar as letras estilizadas daquela palavra estrangeira comprida foi o suficiente para que James sumisse dali sem que o grandalhão lhe fizesse perguntas.

- Mas.. qüi... Masqüei... – Esforçou-se Jason para pronunciar a letra um tanto quando incomum no meio das palavras, ao menos em seu parco vocabulário.

- Masquerade. – Completou o barman, já recuperado do susto. –Tão precisando de gente como você lá, pelo que parece...

Virando o cartão, Jason viu um número de telefone, um horário e um endereço. Se não fosse o comentário do barman, juraria que o cara de quepe tentava marcar um encontro com ele. Suspirou, olhou para os lados, e suspirou mais uma vez, dizendo o nome de Eve suavemente. Teve a impressão de sentir o cheiro dela ali, o perfume que tanto sentiu na noite anterior, mas tudo parecia fazer parte apenas de uma lembrança. Se soubesse que aquele era mesmo o perfume da mulher que o enlouquecia, teria agido de maneira diferente, indo até o camarim ou subindo as escadas para procurá-la. Mas agora não tinha o que fazer. Não podia sair por aí procurando por ela, e nem processou as palavras de James bem o suficiente para entender a dica. Estava mais uma vez sem rumo, e precisava achá-lo mais uma vez. Lembrou-se que tinha de chegar a alguém que aceitasse suas jóias, e então teve um estalo em sua mente. Pediu para usar o telefone ao barman, que já começava a se solidarizar com a dor do homem. Depois de alguns segundos de reflexão, o atendente do balcão pediu que uma das garçonetes buscasse o telefone para ele.

Jason discou o único número que era importante lembrar quando saísse da prisão. O guardou na cabeça por tanto tempo sem usá-lo que não soube como conseguiu lembrar-se dele tão rapidamente. Pelo instinto de sobrevivência, talvez. Era um número longo, e usava um dos caracteres especiais do telefone. Certamente o barman não emprestaria o telefone se soubesse que Jason pretendia ligar para o México. A conversa foi rápida, entretanto. Jason não é de falar muito, quanto mais ao telefone. Anotou no mesmo cartão que ganhou de James, e logo discou para o tal número.

- Pedrito? – Disse o nome do traficante Peter O’Connor da maneira que ele era conhecido pelas bandas além da fronteira. Usou até um sotaque mexicano, não existente na fala de Jason, mas como se esta entonação fizesse parte do nome do homem. [color=Brown]– Aqui é Jason. O Juan me deu seu número. – Mais uma vez usou a entonação mexicana para dizer o nome do homem, fazendo-o mostrar todos os dentes, esperando por um comentário de Peter antes de continuar. - Juan Gomez, conhece? – O homem de quem Jason falava era um importante contato da antiga gangue de Peter no México, na qual o traficante fez sua fama. - Ele me passou seu contato. Disse que pode resolver uns... probleminhas meus. Saca? Então... To aqui no Temptation, e bem... Tá chovendo merda lá fora. – O “chovendo merda” era uma gíria que pessoas da estirpe de Jason usavam pra dizer que a polícia estava em seu encalço naquele momento. Se Peter ainda se lembrava dos seus dias de casca-grossa, quando não tinha a frescura de ficar escolhendo a merda do vinho que ia tomar, saberia do que Jason estava falando.

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32Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Sex Ago 10, 2012 10:56 am

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Sai do restaurante e fui para o carro. Paolo já esperava ao lado dele. Entrei no carro pela porta traseira. Paolo começou a dirigir. Assim que o veiculo andou alguns metros pedi para ele passar minha Glock 17 que estava guardada no porta luvas. Pelos poucos quarteirões que ligavam o restaurante ao Temptation acariciando ela, lembrando de quantas cabeças ela já tinha estourado.

O carro parou em frente ao Strip. Peguei o celular e apertei a tecla de rediscagem.

Uma outra pessoa atendeu. Sem perder tempo falei.

- Boa noite! Um sujeito chamado Jason usou seu telefone a alguns minutos, teria como colocar ele na linha?

O sujeito fez uma pausa demorada antes de avisar que ele já iria atender. De certo foi avisar o cara.

- Jason? – Esperei uma resposta. Quando voltei a falar o tom da minha voz assumiu transparecia bem que não estava ali para brincadeira. – Na porta da frente tem um carro preto com vidros escuros. É um Jetta. Entre nele pela porta de trás. Estou esperando.

Ao desligar o telefone, pequei a arma que estava no meu colo e coloquei ela voltada em direção a porta que ele iria entrar. Coloquei o blazer cobrindo a pistola, para que a abordagem fosse mais sutil. Não confiava nesse tal Jason. Não o conhecia e tinha que me certificar se o sujeito não era um Zé Roela que estava armando para mim. Falei para Paolo antes do sujeito entrar no carro.

- Assim que o cara entrar no carro e fechar a porta, não vou falar nada. Você vai nos levar para o Lakefront.

Iria para um local onde seria fácil, fácil desovar um corpo caso fosse necessário, bem como aquele local é o menos vigiado de toda a cidade, e se ele estava com problemas com os cana com certeza ali seria uma boa região para ficar na moita e acima de tudo aquela é minha região de maior negócios, os vilarejos cajun eram a minha maior minha de dinheiro.

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33Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Qua Ago 15, 2012 8:13 pm

Jason não entendeu o que o tal Pedrito havia dito em “mexicano” no telefone. Com exceção de uma palavra ou outra, insuficientes para formar uma frase, ele não falava o tal do “mexicano”, mesmo tendo vivido no México um tempo. Todo mundo lá falava inglês com ele, já que geralmente ficava bem próximo à fronteira. Mesmo porque o grandalhão não era muito de bater papo. De qualquer maneira, todos o entendiam muito bem quando sua pistola saía da calça e era apontada para as cabeças cheias de tequila. Isso quando alguém não se intimidava pelo próprio tamanho do homem. Pelo tom que Pedrito usou, e pelo “quétate” (já que o resto da frase nem foi ouvida quando tentou decifrar a primeira palavra), Jason imaginou que era pra ele ficar ali, quieto. Não tinha mais nada a fazer além de esperar.

Aproveitou que estava no balcão para pedir seu tradicional Bourbon triplo sem gelo, sem nem ter idéia de que estava bem próximo de uma rua com o nome da sua bebida favorita. A ignorância muitas vezes nos faz perder oportunidades. Mas em todas as outras, costuma ser uma bênção. Desvia o olhar para o palco por um momento, para “apreciar a paisagem”, se distraindo com a mulher que se descascava como uma cebola. Tinha uma boa abertura, e certa carne para pegar. Pensou que, se tudo desse errado naquela noite, poderia procurar alguma tranqüilidade no meio daquelas pernas. Indagou-se sobre o quanto Eve dançava melhor que aquela outra moça, o quanto era mais bonita e gostosa, e foi o suficiente para que sua mente voltasse para dentre as pernas da ruiva. Nem assim percebia o quanto estava encrencado por pensar sem parar naquela mulher. A ignorância de Jason não o deixava enxergar que isso poderia acabar o matando. Se é que se pode falar em ignorância quando a cabeça pensante é a de baixo.

O barman o tira de seus devaneios para lhe entregar o telefone, o que prontamente o faz pensar que Eve ligou para falar com ele. Pegou o telefone rapidamente, mas se decepcionou quando uma voz masculina chamou seu nome. Confirmou que era ele apenas com um som gutural, produzido com a boca fechada, que em algum lugar na pré-história deve ter significado “sim”. Depois disse apenas um “ok” seco, e entregou o telefone de volta ao barman. Tomou o resto de seu uísque e pagou com uma nota saída do bolso da calça. Teve a cordialidade de deixar o troco no balcão, como gorjeta. Não gostar de moedas fez Jason ser cordial em diversas ocasiões, deixando-as sempre para quem o serviu. Elas faziam barulhos demais para quem às vezes precisava ser furtivo.

Lembrou-se dos mafiosos nos quais deu calote logo quando viu aquele carro preto. O veículo não lhe soava nada mexicano. Ainda tinha uma vã esperança de que a buzina tocasse “La Cucaracha” quando soada, e essa idéia o fez rir. Aquele momento íntimo de humor tirou a idéia de máfia de sua mente embriagada pelo álcool, e logo estava no carro. A impressão de que lidaria com a máfia quase voltou quando viu a pose que o homem, de terno, fazia para ocultar a arma atrás do paletó, mas a lata de chicano era inconfundível. Jason fechou a porta do carro mesmo assim, e olhando para a arma embaixo do paletó, disse ao traficante:

- Corta essa. Só me tira daqui.

Sentiu-se poderoso quando o motorista partiu com o carro assim que falou que desejava ir embora do lugar, mesmo que isso fosse apenas uma coincidência.

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34Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Ter Set 04, 2012 9:44 am

Com Participação do Jason


Jason entrou no carro e como combinado o veiculo começou a andar rumo a Lakefront. Ele percebeu que eu estava com a arma apontada em sua direção. Reparei não mais que um segundo naquele sujeito. Era corpulento e forte trajando uma jaqueta de couro. Olhando para ele falei.

- Prazer! Sou Peter O'Connor. Agora me diga em que encrenca você se meteu Jason? - minha voz saiu séria e seca.

Ao falar isso, fitei seus olhos.


O grandalhão olhou pela janela, para se certificar de que estavam saindo do French Quarter. Hesitou alguns segundos, mas não o suficiente para que a pergunta tivesse que ser feita mais uma vez. Parecia montar a melhor frase para dizer naquele momento.

- To com umas jóias. Quer comprar?

Jason olhou de volta, sem transparecer medo de encarar, nem da arma que era apontada para ele. Ergueu as sombrancelhas, em uma expressão que acompanhavam a pergunta. Não vacilou o olhar, e parecia bem seguro de si. Sua calça justa e sua jaqueta aberta tiravam várias possibilidades de ocultar uma arma. E a posição de suas mãos sobre as coxas, bem separadas por não caberem direito no banco de trás daquele carro, indicavam que não tinha planos para reagir. Mesmo assim parecia que a qualquer momento poderia quebrar um nariz ousado com um movimento rápido.

Jóias! Não tinha interesse nenhum em jóias. Se fossem drogas ou armas podia até ser. O Rapaz parecia ser um daqueles valentões que freqüentam bares e gostam de arrumar confusão. Pelas palavras dele no telefone existiam mais coisas do que algumas jóias, provavelmente roubadas. Poderia tirar alguma vantagem de um sujeito como ele. Muitos serviços podiam ser realizados com alguém como Jason se desenhava ser. E claro jóias eram coisas que a sociedade adora comprar. Quem sabe alguma comissão?

Não perdi muito tempo raciocinando enquanto o carro tomava as ruas da cidade, passando pelas vielas do bairro francês.

- Posso ficar com um ou duas jóias, mas sei aonde pode desovar outras que você tenha. Essa noite um clube exclusivo para ricaço vai ter uma festa. Se topar posso te levar e assim pode tentar fazer algum dinheiro com elas. Mas claro tudo tem um preço.

Adoro falar de preços, adoro barganhar com as pessoas e com as vidas das pessoas, mas agora eu queria dinheiro e também saber em que encrenca ele estava metido. Assim que adentramos uma viela mais escura, retirei a arma que estava por baixo do blazer e apontei para Jason.


- Mas antes de falarmos mais sobre negócios quero saber no que você esta metido. Meu padrinho não iria pedir para você me telefonar se não fosse de alguma estima dele e também se não estivesse metido em uma grande confusão. – Coloquei a arma na minha cintura com o cano por dentro da calça, na lateral do corpo. – Agora fale! Do que devo te safar!

Olhei para os olhos dele esperando uma resposta convincente.

Jason não expressou nada quando Peter deu sua proposta. Esperou ele terminar de falar, agindo como se estivesse em uma mesa de poquer. Enquanto Peter jogava suas fichas parcas na mesa, Jason esperava a sua hora de fazer as apostas. O traficante já havia demonstrado ser estabanado desde o início, e as palavras finais dele apenas confirmaram isso. Apontar uma arma a um enviado de seu "padrinho" era como desconfiar da própria sombra. Ou então havia aprontado alguma para ele, e temia ser cobrado agora. Ele devia ter uma "mão" péssima, e usava de artifícios para compensar o fato. Jason ergueu o dedo indicador e começou a responder.

- Não sou camelô. Vendo o lote. É tudo ou nada, hm? - Ergueu o dedo do meio, formando o número dois, e continuou. - Você já me safou, Pedrito. - Dá uma piscada, acompanhada de um sorriso. Era um sorriso de vitória, de quem já havia conseguido algo de Peter antes mesmo dele começar a negociar. Deixou para que o resto da história fosse concluída pela inteligência do traficante, já que ele mesmo não gostava de soltar muitas palavras. Elas sempre o traíam.

Ótimo se já tinha safado ele não precisava mais da minha ajuda, o que me deixaria com tempo para me dedicar a outras coisa mais importantes.

- Se já te safei, ótimo, assim não preciso ficar com porra de joia nenhuma. - Olhei com um olhar gélido para Jason. - Então acho que não temos mais nada a tratar. - O carro parou pouco antes de deixar o bairro francês. - Se quiser descer pode ir. Mas se quiser continuar nesse carro é melhor começar a cantar. Do que esta fugindo?

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35Temptation Strip Club - Página 2 Empty Re: Temptation Strip Club em Qui Out 18, 2012 3:12 pm

O convite que Peter o fez para deixar o carro foi prontamente recebido por Jason, sem que ele dissesse mais nenhuma palavra. Não mediu o perigo que era andar pela rua naquela hora. Sabia que os policiais estavam atrás dele. Pela confusão no bar ou pelo assalto à joalheria. Não importava. Ele corria perigo lá fora. Não queria pensar nisso e nem no risco que corria. Só não queria se envolver com o crime organizado. Os maiores erros de sua vida aconteceram quando teve contato com esses caras. E agora não seria diferente.

Andou à passos largos pela calçada, sem olhar para placas e nem para o rosto das pessoas. Enfiou as mãos nos bolsos e seguiu em frente, sem rumo, fugindo do carro de vidro filmado que tinha um pedaço do seu passado no México. Havia feito coisas realmente ruins por lá. Não se arrependia de nada, e era por isso mesmo que fugia. Fazer as lembranças de além-fronteira retornarem o colocaria em uma situação da qual não conseguiria sair tão fácil. Ele sempre gostou do que fez, e retomar as atividades seria como um vício há muito tempo vencido. Se continuasse com suas matanças, descobririam logo, e então apodreceria atrás das grades.

Quando sua mente começou a voltar para as luzes da cidade, percebeu que estava no centro. Prédios altos, ruas largas, restaurantes caros, e muitos taxis. Em sua mão estava o cartão que ganhou no bar, amassado inconscientemente enquanto pensava em sangue mexicano. O endereço escrito ali era para onde seria levado pelo taxi que parou assim que ele fez sinal. Mostrou o cartão para o motorista que, sem fazer perguntas, o levou até lá. O nome escrito no cartão era envolvido por uma aura que fazia os mais fracos temerem, e os mais loucos serem atraídos.

A aparência de Jason colaborou para que o taxista se mantivesse calado. O olhar do grandalhão ficava ainda mais pesado pelos pensamentos que invadiam sua mente. Não sabia o que encontraria no Masquerade. Só sabia o que queria encontrar, e esse desejo fez sua calça diminuir mais uma vez.

Tirou uma nota do bolso sem perguntar o preço da corrida, e ela parecia suficiente para pagá-la. Se não fosse, o taxista nunca reclamaria. Queria que o homem saísse logo de seu carro e se metesse logo com os próprios problemas. E era isso mesmo que Jason encontraria na festa que o aguardava: muitos problemas.

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