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Temptation Strip Club

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26 Re: Temptation Strip Club em Ter Jun 19, 2012 9:16 pm

Jason coloca o colar na mulher, e a beija. Demora um pouco, mas não o bastante para que começassem o sexo mais uma vez. Frustra essa expectativa da moça, mas sorri para ela, não querendo ser mal interpretado quando a isso. Dá-lhe mais um beijo, rápido, e se vira. Vai até a mala e a fecha, chegando até a passar a parte de velcro que escondia o zíper principal em um dos lados. Isso impedia que a mala fosse aberta facilmente por alguma mão leve. E mostra que Jason não tinha a intenção de guardar ali novamente o colar que deu para a mulher.

Vai para o chuveiro, e pela primeira vez em três anos toma um banho tranquilo, sem se preocupar com olhares indesejáveis e com a queda do sabonete. De qualquer forma, o sabonete ali era liquido, e o box era de vidro transparente, o que permitia a visibilidade de uma platéia bem agradável na cama. Nada ali, a não ser a jóia no pescoço da stripper, impedia que as placas de vidro fossem mais uma vez o palco da ação do casal. Mas mesmo que ela vá até ele, o estimule e ele se empolgue, não completa o ato. Sorri o tempo todo, mas parecia querer deixar algo para depois. Mesmo que tivessem feito em uma quantidade completamente fora dos padrões, ainda podia haver algo, e isso Jason queria que se transformasse em uma vontade ainda maior para depois. Para existir motivo para se verem mais uma vez, deixando algo inacabado.

Não demora para se secar e vestir após o banho. Liga a televisão enquanto isso, para conferir as notícias da manhã. Sente um alívio por não ser citado em nenhuma delas, mas é possível que aconteça na hora do almoço, ou na parte da noite. Queria saber se haviam o identificado durante a perseguição. Não havia nada que o associasse ao trabalho, aos participantes do crime e até aos mandantes. Nada óbvio, ao menos. Era necessária certa investigação para ligar esses pontos.

Completamente vestido, mesmo que isso ainda considerasse o peito nu por baixo da sua jaqueta, que deixava a mostra alguns dos arranhões que ganhou da sua parceira durante a noite, puxou a mulher para si. Deu-a um último beijo, envolvendo-a com seus braços fortes, sentindo pela última vez naquele dia a pele macia da mulher, a cintura fina seguida do irresistível alargar do quadril. Então a olhou nos olhos, antes que ela percebesse o quanto começava a se animar dentro da calça, e disse a coisa mais íntima que conseguiu durante toda a noite que passou. O seu nome.

 - Jason... E você?

O jeito que falou o fez parecer ainda mais selvagem. Era uma paródia viva do Tarzan, no momento em que ele e Jane se apresentavam. Faltou apenas o "mim" antes de seu nome, mas se Jason fosse elaborar uma frase maior, muito provavelmente usaria esse pronome mal colocado antes do nome. Queria chamá-la de algo além de "vadia" e "gostosa". Queria saber algo mais de alguém por quem já havia se arriscado muito. A jóia no pescoço dela e o nome que deu já eram suficientes para jogá-lo atrás das grades. Deu a ela praticamente o controle sobre ele, e o poder de chantageá-lo da maneira que quisesse. Foi um movimento impensado, inconseqüente, assim como qualquer coisa que ele fazia. Ou então estava transformando a relação deles em algo além de uma noite.

Jason não tinha medo.

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27 Re: Temptation Strip Club em Ter Jun 19, 2012 10:33 pm

Chloe fica rindo, com o colar no pescoço, puxando Jason levemente para a cama. Demora um pouco a perceber que ele não queria mais sexo, oferecendo-se a ele, arranhando-o convidativamente. Quando percebe, deixa que ele vá ao chuveiro. O acompanha até o banheiro e fica encostada na porta, fumando o cigarro calmamente, olhando o homem tomar banho. Observava seu corpo com mais detalhes, as cicatrizes e tatuagens, sem pudor algum por estar completamente nua. Durante as horas anteriores, estava mais preocupada em sentir o corpo de Jason do que entendê-lo. Agora finalmente o examina, sem se preocupar em disfarçar aquele olhar, pensando sobre o brilho na mala que ele carregava, a maneira desesperada como ele a tinha possuido no inicio, juntando alguns pontos, mas sem ter nada muito específico para dizer sobre o que concluía.

Quando termina o cigarro, apaga e joga o resto no lixo, entrando no banho com Jason. As mãos suaves da dançarina o acariciam, lavando o corpo do homem. O provoca por um tempo, mas ao notar que ele não deseja continuar, deixa as provocações de lado. Não entende o que estaria fazendo com aquele colar se ele não quisesse possui-la enquanto o usava.

Depois do banho, Chloe acompanha Jason vestido a roupa, mas não se preocupa em fazer o mesmo. Jason havia rasgado o vestido dela e não havia nada para vestir. Mesmo se tivesse, Flaming Eve não gostaria de esconder o corpo que sabia que Jason hora ou outra fazia questão de olhar. Sabia o quanto seu corpo era provocante sem roupas, com os cabelos ruivos molhados, a maneira desinibida com que se comportava. Escuta a televisão ligada, sem prestar atenção. Nunca se importou com o que acontecia no mundo lá fora, não seria agora que ia começar a se preocupar.

Jason estava vestido, mas Chloe ainda consegue ver os arranhões que ela mesma deixou. Ri baixo, olhando o peito de Jason, mas não diz nada, pegando outro cigarro para acender. Não chega a completar o gesto, sendo puxada pelo homem para um beijo. O beija como ele deseja, lentamente, apertando o corpo contra o dele, como se o convidasse para se tornar mais íntimo novamente. Quando ele fala com ela, parece querer se afastar, mas ela não se afasta. Faz com que ele fale com os lábios colados nos dela e ri quando percebe que agora ele se apresentava, dizia seu próprio nome e queria ouvir o dela. Era mesmo extraordinário que tivesse se lembrado disso agora! Seus lábios se abrem para sussurrar "Chloe", mas ela contém o nome, mordendo os lábios de Jason, passando a língua por eles, antes de sussurrar, sem muita hesitação.

- Eve.

Ele jamais seria atendido por ela se aparecesse no strip Club perguntando por Chloe. Ali ela era Eve, a não ser para um ou outro amigo mais íntimo, que conhecia sua familia ou seus piores e melhores dias. Ri um pouco da maneira meio selvagem com que ele se apresenta, e aquilo a excita. Suspira, beijando-o na boca, mordendo e lambendo seus lábios, pressionando o corpo contra o de Jason, roçando-se nele. As mãos, porém, vão para o próprio pescoço, de onde ela tira o colar que Jason havia colocado.

- Não custo tão caro.

Coloca o colar na mão de Jason, tentando devolve-lo. O programa com ela definitivamente custava caro, mas aquele colar era absurdo demais. Não sabia nem mesmo se queria cobrar o homem por aquelas horas. Uma das esmeraldas menores já custava mais caro do que ela cobraria por aquela noite para qualquer cliente. Sente uma pontada de frustração por devolver o colar. Queria mesmo era ficar com ele, exibí-lo, irritar as outras e outros homens. Mas era realmente um objeto caro demais para cair nas mãos de uma prostituta. Talvez ele não tivesse notado isso. Aquilo definitivamente não era para ela.

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28 Re: Temptation Strip Club em Qua Jun 20, 2012 9:01 pm

O corpo de Jason era repleto de cicatrizes e tatuagens. Ao longo da coxa havia uma marca de corte. Na batata da perna, onde a forma de uma índia exibia os seios ao observar o horizonte, haviam marcas de perfuração. Nas costelas havia um local onde a pele era mais escura, provocado talvez por uma pancada que pode tê-lo deixado de cama por um bom tempo. Na parte de dentro de um dos braços, onde haviam dizeres em uma língua desconhecida e uma tipografia que a tornava praticamente ilegível, estavam marcas de pele costurada. E assim seguia um padrão, com as marcas voluntárias sempre seguindo um tema selvagem ou tosco. Juntas não faziam sentido algum, nem esteticamente. Soavam como as marcas involuntárias, as cicatrizes, causadas por acidente. Contavam mais sobre Jason do que seus lábios silenciosos. Quem pudesseler a pele do homem saberia de cada coisa pela qual ele passou. Esses detalhes puderam ser bem observados pela mulher que apreciava o banho do amante, caso ela os tenha perdido durante as diversas explorações que realizou por aquele corpo duro como pedra.

Jason resistiu bem às provocações da stripper, decidido a deixar algo para depois. Não pretendia sair de NOLA tão cedo, e criar laços era algo natural. Evitou qualquer tipo de envolvimento mais profundo com qualquer um na prisão todo esse tempo, não chegando a fazer nenhum laço além de contatos. Começava a compensar isso também. E nada melhor do que se ligar a alguém que mexia com o seu colega dentro do jeans.

Ela o fez dizer seu nome entre os beijos, e percebeu a hesitação da mulher. Entendeu que ela falaria algo que não foi o que saiu. Sua expressão mudou, da mesma maneira que mudava quando ela começava a fingir. "A vadia me deu o nome de puta!", pensou, imaginando em seguida como conseguiria o nome verdadeiro da mulher que agarrava. Gostava da louca que o usou de palco, como sugeriu a ela no balcão do bar, mas queria também a garota que olhava para ele durante o orgasmo.

- Foi um presente... Eve.

O tom que usou para dizer o nome dela indicava que ele duvidava daquele nome. Queria o nome real. Colocou o colar nas mãos de Eve, as fechando uma sobre a outra. 

- Te devo algo?

Tira seu bolo de dinheiro do bolso, e começa a contar notas devagar, parando no valor que ela desse. Se, por acaso, ela não dissesse nenhum valor, sorriria, guardando o dinheiro todo no bolso da calça mais uma vez. Se ela acabasse dizendo um valor, seria capaz até de entregar todo o dinheiro que havia ali para ela, achando inclusive muito bem pago.

- Até breve. - Dá mais um beijo na mulher, molhado, quase apaixonado. - Volto pra buscar seu nome...

Sem demorar mais, pegou sua mala de ginástica para deixar o local. Logo estaria lá de novo. Quem sabe mais tarde, ou outro dia, mas não tardaria a voltar. Queria continuar o "strip" de Eve, revelando cada vez mais daquela mulher por trás da prostituta. Queria voltar a sentir o melhor gosto que já experimentou em sua vida. Ter mais uma vez sua pele aberta e seu sangue arrancado do jeito mais delicioso que já experimentou.

Desceu as escadas enquanto tirava mais dinheiro da mala e colocava no bolso. Se deparou com um lugar vazio. As cadeiras estavam sobre as mesas, e a faxina já havia sido feita. O lugar não parecia ter sido palco do show de Jason e Eve na noite anterior. Na porta um grande segurança de braços cruzados o esperava para que ele acertasse as contas. Entregou a Jason uma nota escrita a mão, que incluia tanto os drinks dele como os da mulher que teve aquela noite, assim como os copos que quebrou no balcão. E claro, o exorbitante preço do quarto. Seu impulso era fazer o nariz daquele homem de terno sangrar. Só o terno já feria a dignidade do sujeito ali. Um nariz quebrado escorrendo sangue seria a cereja no bolo. Mas Jason não queria chamar a atenção, nem ser banido do lugar. Conformado, tira o bolo de dinheiro do bolso, conta várias notas, sobrando apenas algumas poucas depois de somar todo o valor que deveria ser pago. Entrega o montante principal embrulhado na notinha que ganhou e coloca esse mísero resto no bolso do paletó do segurança.

- Pelo barulho...

Deu uma piscada com um olho e um sorriso. Não conseguia disfarçar sua satisfação. Quem sabe hoje fosse um dia para distribuir sorrisosu ao invés de socos. Ganhou as ruas, colocando as mãos na frente dos olhos por causa do sol, acostumado à eterna luz baixa do local. O grande astro foi breve no incomodo, e logo ele conseguiu abrir os olhos normalmente e andar até seu carro. Nem todos os habitantes de NOLA tinham a mesma sorte.

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29 Re: Temptation Strip Club em Qui Jun 21, 2012 9:13 pm

Chloe está cada vez mais intrigada com Jason. Ele fez sexo com ela feito um animal, a noite inteira. E agora, a recusava diversas vezes, sem motivo aparente. Estava bem cansada, na verdade. Queria muito dormir. Mas a presença de Jason a deixava excitada o tempo inteiro e Chloe estava bem acostumada a resolver rapidamente esse tipo de situaçao com mais sexo. Quando ela disse o nome, percebeu logo que não era esse o nome que ele desejava. Aquela curiosidade era comum e irritava um pouco Chloe. O que havia de errado com Eve afinal?

A resposta de Jason sobre o colar a surpreende. Então era mesmo um presente.. com aquele valor. Fica algum tempo parada, agora hesitando bastante sobre o que fazer, ainda mais quando é perguntada se ele devia alguma coisa. Fica tensa naquele segundo e não consegue sustentar o olhar - que antes era tão confiante - no dele. Era difícil demais ter controle da situação com Jason por perto e isso a irrita e faz com que ela recolha as mãos e se afaste dele, olhando para baixo. Abre a boca, prestes a dizer algo desagradável, mas pára antes. Olha para o colar e o coloca de volta no pescoço.

- Obrigada.

O agradecimento sai atrapalhado, contraditório. Ela queria agradecer o presente, mas a situação a irritou a o agradecimento saía quase com raiva. Quanto a pergunta sobre o dinheiro, ela sabia qual era a resposta. Não, ele não devia. Mas não queria dizer isso a ele, e assim o faz, simplesmente saindo de perto de Jason e deixando-o sozinho com a pergunta e as notas na mão, andando na direção da janela, acendendo o cigarro que antes segurava. Vai para tão longe dele que ele precisa se deslocar para se despedir dela e mesmo assim, reluta em corresponder. Se antes ela parecia fechada para Jason, agora estava completamente lacrada, distante, emburrada, sem nenhum motivo aparente. Os lábios dela só correspondem aos dele no final do beijo, como se só ali tivesse se dado conta que aquele era provavelmente o ultimo beijo que trocavam. Os clientes costumavam a voltar para Flaming Eve, mas aquele homem parecia estar só de passagem, cheio de confusões e com muitas jóias e dinheiro vivo na mão para ser uma pessoa honesta. O "até breve" e a promessa de voltar para buscar seu verdadeiro nome a deixam ainda mais irritada, considerando-o presunçoso demais. Sente uma onda de raiva e quase o estapeia mais uma vez no rosto por mentir tão descaradamente. Chloe tinha certeza que não o veria de novo.

Quando Jason termina a despedida e sai do quarto, ela fica parada no lugar. Só se mexe depois que tem certeza que ele saiu do quarto, andando atrás dele e espiando da porta as costas largas que tinha gostado tanto de arranhar. Então volta a fechar a porta, andando até a cama com o cigarro, pensando naquela noite. A presença de Jason e seu cheiro a excitaram tanto.. e Jason não a quis mais uma vez. Sentia raiva dele, mesmo sabendo no fundo que a raiva era absurda, considerando a quantidade de sexo que haviam feito naquela noite. Termina o cigarro e deita-se na cama para dormir por algumas horas. Vira de um lado para outro na cama, em busca de uma posição confortável. Mas a verdade é que odiava dormir sozinha e o corpo grande e forte de Jason havia sido delicioso. E seus pensamentos se perdem por aquele corpo grande e forte.

Aos poucos, os dedos delicados de Chloe passam a deslizar pelo próprio corpo, fazendo o caminho que as mãos calejadas fizeram. Começa afastando os cabelos ruivos do rosto, mas o gesto acaba se alongando e descendo, passando pelo colar de esmeraldas e chegando em um dos próprios seios, apertando-o entre os dedos. Solta um gemido baixo, descendo mais a mão e encontrando o próprio sexo molhado, já cheio de saudades do homem que havia acabado de deixar o quarto. Fecha os olhos e na sua imaginação e nos sonhos que seguiram, Jason a possuiu mais uma vez.

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30 Re: Temptation Strip Club em Seg Jul 23, 2012 1:00 am

Chloe dormiu por horas, sem preocupação nenhuma, perdida em lembranças e no cheiro do homem da noite anterior. Naquele dia, tinha um almoço de família marcado mas definitivamente não queria estar lá. Não tinha paciência para os olhares cheios de reprovação dos familiares, nem para a bronca dos pais, ou as conversas sem graça dos ricos. Nem mesmo a comida era boa nessas ocasiões, sem gosto e sem cheiro, preparada por pessoas que Chloe não fazia ideia de quem eram. Depois da noite deliciosa que teve, o que ela mais desejava era dormir.

Quando acordou, já era o meio da tarde e o celular estava lotado de chamadas não atendidas dos pais e SMS's de primos inconformados com sua ausência. Ela responde alguns com mensagens provocantes, mas logo fica enjoada e deixa o celular de lado, jogando-o no chão. Toda aquela familia a deixava entediada, aquelas atitudes tão previsíveis, tão vazias de significado e cheias de julgamentos. Não sabia com clareza o que procurava e queria da vida, mas tinha certeza que não era nada daquilo. Às vezes, achava tudo tão monótono que satisfazia algum primo no banheiro com um boquete bem feito ou provocava um tio casado até que ele tivesse uma ereção grande o suficiente para ser percebida pela esposa. Pelo menos quando estavam fulos da vida, cheios de ódio ou luxúria, Chloe tinha a sensação de conhecer algo além do sorriso congelado da fotografia de família.

Resolve sair para ir as compras. No pescoço, pendura o colar que Jason deu a ela, sem se importar com a possibilidade de ser roubada. Aquela esmeralda era tão grande que pareceria falsa aos olhares de ladrões. No shopping, torra absolutamente todo o dinheiro que ganhou naquela semana em roupas, maquiagens, sapatos lingeries e perfumes. Queria se livrar logo daquele dinheiro, e gasta sem pensar, ate mesmo em coisas que sabia que não usaria. Gostava de esnobar o dinheiro tanto quanto gostava de esnobar homens. Sabia que no fim, os dois sempre voltavam para ela.

Quando a noite cai, pensa por alguns momentos em ir para casa. Mas a noite esta quente, e lembrar da noite anterior excita Chloe e a faz querer brincar mais uma vez. Volta para o Temptation, sem se incomodar em dar muitas explicações, considerando que suas apresentações eram boas o suficiente para poder realiza-las quando bem entender. Escolhe entre as lingeries um belo corpete vermelho acompanhado por uma calcinha minúscula da mesma cor. Sorri, lembrando de Jason arrebentando o fio dental que ela usava no dia anterior, pensando o quanto seria fácil para ele destruir aquela renda delicada. Sabia que provavelmente não o veria nunca mais, e afasta essa lembrança, imaginando outro cliente. A lembrança de Jason era tão forte que deixa Chloe aflita para fazer sexo com outro homem e apagar logo aquelas lembranças. Raramente fazia programa por dois dias seguidos, mas seu corpo ansiava por sexo e abriria uma exceção.

Senta-se na penteadeira, maquiando cuidadosamente o rosto e quando termina, é uma garota de olhar meigo e inocente que a encara do outro lado, quase uma adolescente. Sorri um sorriso ingênuo e tímido, experimentando as expressões que poderia fazer. Usa o babyliss para definir melhor os cachos do cabelo, transformando-os em belos caracóis avermelhados e, por fim, prende as asas de anjo nas costas e veste a delicada camisolinha que utilizaria no palco, junto com sandálias douradas. A fantasia de anjo era uma de suas favoritas. Costumava a enlouquecer os homens. Dá um sorriso pequeno quando fecha a porta do camarim, imaginando que tipo de homem (ou mulher, quem sabe?) encontraria para levar para sua cama naquela noite.

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31 Re: Temptation Strip Club em Qua Ago 01, 2012 9:15 pm

Continuação deste post.

Ao dobrar a esquina Jason começou a analisar a situação. Não ouviu gritos de ordem para parar, sirenes ligando e tampouco tiros. Sua mão latejava levemente. Tudo isso dava a entender que seu soco foi bem dado, e sua fuga bem sucedida. Significava que logo estaria sendo procurado por mais viaturas, com sua descrição física sendo passada para todos os carros da cidade. Deu um sorriso quando imaginou o que seria dito sobre ele: “Homem alto, cabelos negros compridos, barba, jaqueta de couro e calças jeans, desarmado, escapa após ser rendido.“. Torceu pra que isso tornasse o esquentadinho motivo de piada na delegacia. O cara podia ir atrás dele, com mais raiva ainda, mas dessa vez estaria preparado. Nunca mais seria pego de costas, desarmado.

Diminuiu a velocidade do passo. Correr apenas chamaria mais atenção. Fechou novamente a jaqueta de couro e enfiou as mãos nos bolsos, tentando disfarçar. Mesmo assim manteve seu passo apertado, começando a pensar num jeito de voltar para o Supai Motel e pegar suas coisas para sumir logo dali. Não sabia se podia confiar nos taxistas, e não tinha idéia de como pegar ônibus naquele lugar. Olhou em volta por alguns segundos e se sentiu irritado ao observar a população. Era um tal de “oui” pra lá, ”merci” pra cá que já estava lhe dando nos nervos. “Bando de viado”, pensou. Pedir ajuda pra qualquer um ali estava fora de cogitação. Mas também não conhecia ninguém naquela merda de cidade. Já estava começando a odiá-la. Andou mais um quarteirão, quase batendo no primeiro que fizesse um biquinho pra falar uma palavra que ele não entendesse, quando viu o letreiro do Temptation Strip Club.

Nesse momento tudo parou. A imagem de Eve veio a sua mente. A noite anterior passou inteira por sua cabeça, e podia até sentir o cheiro dela ali de tão real que foi o seu pensamento. Seus lábios se moveram e disseram o nome dela quase num sussurro. “Eve...”. Esqueceu-se completamente da fuga, e de que tinha que agir rápido. Entrou no lugar como um cliente qualquer. Quebrou a ansiedade do porteiro, que o reconhecendo da noite anterior, esperava uma bela gorjeta. O único motivo que fez Jason botar a mão na calça foi pra ajeitar o “camarada”, que foi inflado pelas lembranças da mulher que possuiu. A possuiria mais uma vez, assim que a visse.

Olhou para todos os cantos assim que entrou. Primeiro para o palco, onde uma garota qualquer se contorcia ao som de uma música qualquer. Então para as mesas, procurando-a entre as mulheres que estavam conversando com os clientes, e então para o bar. Ela não estava em nenhum lugar. Olhou para a escada que subiu com Eve na noite anterior, e sentiu um aperto no peito, imaginando-a subindo com outro cara. Pensou em mil jeitos de quebrar a cara de quem quer que estivesse com ela, quando foi abordado por uma das garçonetes que brigou por ele anteriormente. Ela estava solícita, exibindo seu decote e um sorriso malicioso, inclinando a cabeça como se estivesse manhosa. Perguntou se ele queria alguma coisa, o olhando de cima a baixo, parando inevitavelmente os olhos para o volume na calça de Jason. “Eve”, disse o brutamonte, como se conhecesse apenas essa palavra. A garçonete bufou, decompondo toda a pose que criou para se atirar no homem, e apontou para o bar.

Jason foi até onde lhe foi indicado. Chegando ali reconheceu o barman que serviu a bebida de Eve. Bateu no balcão com a mão aberta, fazendo os copos sobre ele tilintarem, e falou o nome da mulher que desejava como se ela pudesse ser servida em um copo longo sem gelo em uma dose tripla.

- Eve!

O rapaz sorriu, apertando os olhos, como se não o conhecesse. Mas pelo seu sorriso era claro que sabia quem era o grandalhão.

- Eve está em falta hoje, amigo. Não prefere outra coisa? – Olha para o salão, onde diversas garotas se ofereciam com pouca roupa, mas ainda mantendo a analogia do pedido de uma bebida em sua fala.

- Não! – Jason bate no balcão agora com o punho fechado, fazendo um barulho considerável. Os copos que tremeram poderiam cair se não fossem salvos pelos seus donos. – Eu quero Eve! – E foi assim que todos no lugar ficaram cientes do desejo do homem.

O barman tremeu, temendo ser espancado ali por não conseguir satisfazer o afoito mal-encarado, já olhando pros seguranças do lugar em um pedido semi-desesperado de socorro.

- E-ela saiu, s-senhor! N-não estará aqui essa... n-noite.

Jason bufou, como um touro irritado, e então se sentou, abaixando a cabeça em frustração. Parecia abalado por não encontrar Eve ali naquele dia. Os seguranças não precisaram se mobilizar, já que a fera havia se acalmado sozinha. Coincidentemente, Jason sentou-se no mesmo banco que Eve estava minutos antes, negociando com James. E ao seu lado se encontrava o próprio motorista uniformizado, terminando sua água tônica com limão. O funcionário do Masquerade olhou para o homem de cima a baixo, e além do corpo forte, não deixou de notar o instrumento que ele guardava no jeans. Deu um pequeno sorriso e tirou um cartão do bolso, anotando algo no verso e entregando-o a Jason.

- Está procurando por algo, rapaz? Você pode ser útil para nós, e quem sabe, encontrar o que tanto procura.

O tempo que Jason olhou para o cartão e demorou para juntar as letras estilizadas daquela palavra estrangeira comprida foi o suficiente para que James sumisse dali sem que o grandalhão lhe fizesse perguntas.

- Mas.. qüi... Masqüei... – Esforçou-se Jason para pronunciar a letra um tanto quando incomum no meio das palavras, ao menos em seu parco vocabulário.

- Masquerade. – Completou o barman, já recuperado do susto. –Tão precisando de gente como você lá, pelo que parece...

Virando o cartão, Jason viu um número de telefone, um horário e um endereço. Se não fosse o comentário do barman, juraria que o cara de quepe tentava marcar um encontro com ele. Suspirou, olhou para os lados, e suspirou mais uma vez, dizendo o nome de Eve suavemente. Teve a impressão de sentir o cheiro dela ali, o perfume que tanto sentiu na noite anterior, mas tudo parecia fazer parte apenas de uma lembrança. Se soubesse que aquele era mesmo o perfume da mulher que o enlouquecia, teria agido de maneira diferente, indo até o camarim ou subindo as escadas para procurá-la. Mas agora não tinha o que fazer. Não podia sair por aí procurando por ela, e nem processou as palavras de James bem o suficiente para entender a dica. Estava mais uma vez sem rumo, e precisava achá-lo mais uma vez. Lembrou-se que tinha de chegar a alguém que aceitasse suas jóias, e então teve um estalo em sua mente. Pediu para usar o telefone ao barman, que já começava a se solidarizar com a dor do homem. Depois de alguns segundos de reflexão, o atendente do balcão pediu que uma das garçonetes buscasse o telefone para ele.

Jason discou o único número que era importante lembrar quando saísse da prisão. O guardou na cabeça por tanto tempo sem usá-lo que não soube como conseguiu lembrar-se dele tão rapidamente. Pelo instinto de sobrevivência, talvez. Era um número longo, e usava um dos caracteres especiais do telefone. Certamente o barman não emprestaria o telefone se soubesse que Jason pretendia ligar para o México. A conversa foi rápida, entretanto. Jason não é de falar muito, quanto mais ao telefone. Anotou no mesmo cartão que ganhou de James, e logo discou para o tal número.

- Pedrito? – Disse o nome do traficante Peter O’Connor da maneira que ele era conhecido pelas bandas além da fronteira. Usou até um sotaque mexicano, não existente na fala de Jason, mas como se esta entonação fizesse parte do nome do homem. [color=Brown]– Aqui é Jason. O Juan me deu seu número. – Mais uma vez usou a entonação mexicana para dizer o nome do homem, fazendo-o mostrar todos os dentes, esperando por um comentário de Peter antes de continuar. - Juan Gomez, conhece? – O homem de quem Jason falava era um importante contato da antiga gangue de Peter no México, na qual o traficante fez sua fama. - Ele me passou seu contato. Disse que pode resolver uns... probleminhas meus. Saca? Então... To aqui no Temptation, e bem... Tá chovendo merda lá fora. – O “chovendo merda” era uma gíria que pessoas da estirpe de Jason usavam pra dizer que a polícia estava em seu encalço naquele momento. Se Peter ainda se lembrava dos seus dias de casca-grossa, quando não tinha a frescura de ficar escolhendo a merda do vinho que ia tomar, saberia do que Jason estava falando.

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32 Re: Temptation Strip Club em Sex Ago 10, 2012 10:56 am

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Sai do restaurante e fui para o carro. Paolo já esperava ao lado dele. Entrei no carro pela porta traseira. Paolo começou a dirigir. Assim que o veiculo andou alguns metros pedi para ele passar minha Glock 17 que estava guardada no porta luvas. Pelos poucos quarteirões que ligavam o restaurante ao Temptation acariciando ela, lembrando de quantas cabeças ela já tinha estourado.

O carro parou em frente ao Strip. Peguei o celular e apertei a tecla de rediscagem.

Uma outra pessoa atendeu. Sem perder tempo falei.

- Boa noite! Um sujeito chamado Jason usou seu telefone a alguns minutos, teria como colocar ele na linha?

O sujeito fez uma pausa demorada antes de avisar que ele já iria atender. De certo foi avisar o cara.

- Jason? – Esperei uma resposta. Quando voltei a falar o tom da minha voz assumiu transparecia bem que não estava ali para brincadeira. – Na porta da frente tem um carro preto com vidros escuros. É um Jetta. Entre nele pela porta de trás. Estou esperando.

Ao desligar o telefone, pequei a arma que estava no meu colo e coloquei ela voltada em direção a porta que ele iria entrar. Coloquei o blazer cobrindo a pistola, para que a abordagem fosse mais sutil. Não confiava nesse tal Jason. Não o conhecia e tinha que me certificar se o sujeito não era um Zé Roela que estava armando para mim. Falei para Paolo antes do sujeito entrar no carro.

- Assim que o cara entrar no carro e fechar a porta, não vou falar nada. Você vai nos levar para o Lakefront.

Iria para um local onde seria fácil, fácil desovar um corpo caso fosse necessário, bem como aquele local é o menos vigiado de toda a cidade, e se ele estava com problemas com os cana com certeza ali seria uma boa região para ficar na moita e acima de tudo aquela é minha região de maior negócios, os vilarejos cajun eram a minha maior minha de dinheiro.

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33 Re: Temptation Strip Club em Qua Ago 15, 2012 8:13 pm

Jason não entendeu o que o tal Pedrito havia dito em “mexicano” no telefone. Com exceção de uma palavra ou outra, insuficientes para formar uma frase, ele não falava o tal do “mexicano”, mesmo tendo vivido no México um tempo. Todo mundo lá falava inglês com ele, já que geralmente ficava bem próximo à fronteira. Mesmo porque o grandalhão não era muito de bater papo. De qualquer maneira, todos o entendiam muito bem quando sua pistola saía da calça e era apontada para as cabeças cheias de tequila. Isso quando alguém não se intimidava pelo próprio tamanho do homem. Pelo tom que Pedrito usou, e pelo “quétate” (já que o resto da frase nem foi ouvida quando tentou decifrar a primeira palavra), Jason imaginou que era pra ele ficar ali, quieto. Não tinha mais nada a fazer além de esperar.

Aproveitou que estava no balcão para pedir seu tradicional Bourbon triplo sem gelo, sem nem ter idéia de que estava bem próximo de uma rua com o nome da sua bebida favorita. A ignorância muitas vezes nos faz perder oportunidades. Mas em todas as outras, costuma ser uma bênção. Desvia o olhar para o palco por um momento, para “apreciar a paisagem”, se distraindo com a mulher que se descascava como uma cebola. Tinha uma boa abertura, e certa carne para pegar. Pensou que, se tudo desse errado naquela noite, poderia procurar alguma tranqüilidade no meio daquelas pernas. Indagou-se sobre o quanto Eve dançava melhor que aquela outra moça, o quanto era mais bonita e gostosa, e foi o suficiente para que sua mente voltasse para dentre as pernas da ruiva. Nem assim percebia o quanto estava encrencado por pensar sem parar naquela mulher. A ignorância de Jason não o deixava enxergar que isso poderia acabar o matando. Se é que se pode falar em ignorância quando a cabeça pensante é a de baixo.

O barman o tira de seus devaneios para lhe entregar o telefone, o que prontamente o faz pensar que Eve ligou para falar com ele. Pegou o telefone rapidamente, mas se decepcionou quando uma voz masculina chamou seu nome. Confirmou que era ele apenas com um som gutural, produzido com a boca fechada, que em algum lugar na pré-história deve ter significado “sim”. Depois disse apenas um “ok” seco, e entregou o telefone de volta ao barman. Tomou o resto de seu uísque e pagou com uma nota saída do bolso da calça. Teve a cordialidade de deixar o troco no balcão, como gorjeta. Não gostar de moedas fez Jason ser cordial em diversas ocasiões, deixando-as sempre para quem o serviu. Elas faziam barulhos demais para quem às vezes precisava ser furtivo.

Lembrou-se dos mafiosos nos quais deu calote logo quando viu aquele carro preto. O veículo não lhe soava nada mexicano. Ainda tinha uma vã esperança de que a buzina tocasse “La Cucaracha” quando soada, e essa idéia o fez rir. Aquele momento íntimo de humor tirou a idéia de máfia de sua mente embriagada pelo álcool, e logo estava no carro. A impressão de que lidaria com a máfia quase voltou quando viu a pose que o homem, de terno, fazia para ocultar a arma atrás do paletó, mas a lata de chicano era inconfundível. Jason fechou a porta do carro mesmo assim, e olhando para a arma embaixo do paletó, disse ao traficante:

- Corta essa. Só me tira daqui.

Sentiu-se poderoso quando o motorista partiu com o carro assim que falou que desejava ir embora do lugar, mesmo que isso fosse apenas uma coincidência.

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34 Re: Temptation Strip Club em Ter Set 04, 2012 9:44 am

Com Participação do Jason


Jason entrou no carro e como combinado o veiculo começou a andar rumo a Lakefront. Ele percebeu que eu estava com a arma apontada em sua direção. Reparei não mais que um segundo naquele sujeito. Era corpulento e forte trajando uma jaqueta de couro. Olhando para ele falei.

- Prazer! Sou Peter O'Connor. Agora me diga em que encrenca você se meteu Jason? - minha voz saiu séria e seca.

Ao falar isso, fitei seus olhos.


O grandalhão olhou pela janela, para se certificar de que estavam saindo do French Quarter. Hesitou alguns segundos, mas não o suficiente para que a pergunta tivesse que ser feita mais uma vez. Parecia montar a melhor frase para dizer naquele momento.

- To com umas jóias. Quer comprar?

Jason olhou de volta, sem transparecer medo de encarar, nem da arma que era apontada para ele. Ergueu as sombrancelhas, em uma expressão que acompanhavam a pergunta. Não vacilou o olhar, e parecia bem seguro de si. Sua calça justa e sua jaqueta aberta tiravam várias possibilidades de ocultar uma arma. E a posição de suas mãos sobre as coxas, bem separadas por não caberem direito no banco de trás daquele carro, indicavam que não tinha planos para reagir. Mesmo assim parecia que a qualquer momento poderia quebrar um nariz ousado com um movimento rápido.

Jóias! Não tinha interesse nenhum em jóias. Se fossem drogas ou armas podia até ser. O Rapaz parecia ser um daqueles valentões que freqüentam bares e gostam de arrumar confusão. Pelas palavras dele no telefone existiam mais coisas do que algumas jóias, provavelmente roubadas. Poderia tirar alguma vantagem de um sujeito como ele. Muitos serviços podiam ser realizados com alguém como Jason se desenhava ser. E claro jóias eram coisas que a sociedade adora comprar. Quem sabe alguma comissão?

Não perdi muito tempo raciocinando enquanto o carro tomava as ruas da cidade, passando pelas vielas do bairro francês.

- Posso ficar com um ou duas jóias, mas sei aonde pode desovar outras que você tenha. Essa noite um clube exclusivo para ricaço vai ter uma festa. Se topar posso te levar e assim pode tentar fazer algum dinheiro com elas. Mas claro tudo tem um preço.

Adoro falar de preços, adoro barganhar com as pessoas e com as vidas das pessoas, mas agora eu queria dinheiro e também saber em que encrenca ele estava metido. Assim que adentramos uma viela mais escura, retirei a arma que estava por baixo do blazer e apontei para Jason.


- Mas antes de falarmos mais sobre negócios quero saber no que você esta metido. Meu padrinho não iria pedir para você me telefonar se não fosse de alguma estima dele e também se não estivesse metido em uma grande confusão. – Coloquei a arma na minha cintura com o cano por dentro da calça, na lateral do corpo. – Agora fale! Do que devo te safar!

Olhei para os olhos dele esperando uma resposta convincente.

Jason não expressou nada quando Peter deu sua proposta. Esperou ele terminar de falar, agindo como se estivesse em uma mesa de poquer. Enquanto Peter jogava suas fichas parcas na mesa, Jason esperava a sua hora de fazer as apostas. O traficante já havia demonstrado ser estabanado desde o início, e as palavras finais dele apenas confirmaram isso. Apontar uma arma a um enviado de seu "padrinho" era como desconfiar da própria sombra. Ou então havia aprontado alguma para ele, e temia ser cobrado agora. Ele devia ter uma "mão" péssima, e usava de artifícios para compensar o fato. Jason ergueu o dedo indicador e começou a responder.

- Não sou camelô. Vendo o lote. É tudo ou nada, hm? - Ergueu o dedo do meio, formando o número dois, e continuou. - Você já me safou, Pedrito. - Dá uma piscada, acompanhada de um sorriso. Era um sorriso de vitória, de quem já havia conseguido algo de Peter antes mesmo dele começar a negociar. Deixou para que o resto da história fosse concluída pela inteligência do traficante, já que ele mesmo não gostava de soltar muitas palavras. Elas sempre o traíam.

Ótimo se já tinha safado ele não precisava mais da minha ajuda, o que me deixaria com tempo para me dedicar a outras coisa mais importantes.

- Se já te safei, ótimo, assim não preciso ficar com porra de joia nenhuma. - Olhei com um olhar gélido para Jason. - Então acho que não temos mais nada a tratar. - O carro parou pouco antes de deixar o bairro francês. - Se quiser descer pode ir. Mas se quiser continuar nesse carro é melhor começar a cantar. Do que esta fugindo?

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35 Re: Temptation Strip Club em Qui Out 18, 2012 3:12 pm

O convite que Peter o fez para deixar o carro foi prontamente recebido por Jason, sem que ele dissesse mais nenhuma palavra. Não mediu o perigo que era andar pela rua naquela hora. Sabia que os policiais estavam atrás dele. Pela confusão no bar ou pelo assalto à joalheria. Não importava. Ele corria perigo lá fora. Não queria pensar nisso e nem no risco que corria. Só não queria se envolver com o crime organizado. Os maiores erros de sua vida aconteceram quando teve contato com esses caras. E agora não seria diferente.

Andou à passos largos pela calçada, sem olhar para placas e nem para o rosto das pessoas. Enfiou as mãos nos bolsos e seguiu em frente, sem rumo, fugindo do carro de vidro filmado que tinha um pedaço do seu passado no México. Havia feito coisas realmente ruins por lá. Não se arrependia de nada, e era por isso mesmo que fugia. Fazer as lembranças de além-fronteira retornarem o colocaria em uma situação da qual não conseguiria sair tão fácil. Ele sempre gostou do que fez, e retomar as atividades seria como um vício há muito tempo vencido. Se continuasse com suas matanças, descobririam logo, e então apodreceria atrás das grades.

Quando sua mente começou a voltar para as luzes da cidade, percebeu que estava no centro. Prédios altos, ruas largas, restaurantes caros, e muitos taxis. Em sua mão estava o cartão que ganhou no bar, amassado inconscientemente enquanto pensava em sangue mexicano. O endereço escrito ali era para onde seria levado pelo taxi que parou assim que ele fez sinal. Mostrou o cartão para o motorista que, sem fazer perguntas, o levou até lá. O nome escrito no cartão era envolvido por uma aura que fazia os mais fracos temerem, e os mais loucos serem atraídos.

A aparência de Jason colaborou para que o taxista se mantivesse calado. O olhar do grandalhão ficava ainda mais pesado pelos pensamentos que invadiam sua mente. Não sabia o que encontraria no Masquerade. Só sabia o que queria encontrar, e esse desejo fez sua calça diminuir mais uma vez.

Tirou uma nota do bolso sem perguntar o preço da corrida, e ela parecia suficiente para pagá-la. Se não fosse, o taxista nunca reclamaria. Queria que o homem saísse logo de seu carro e se metesse logo com os próprios problemas. E era isso mesmo que Jason encontraria na festa que o aguardava: muitos problemas.

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