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Hilton Hotel e Harra's Casino

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1 Hilton Hotel e Harra's Casino em Sex Jun 17, 2011 5:55 am


Hilton Hotel

Visitar o Hilton New Orleans Riverside Hotel não só traz de volta boas lembranças, mas também abre novas áreas para explorar na cidade. Desfrute do Health Club: 90.000 pés quadrados compostos de quadras de tênis, squash, circuito de treinamento completo de peso, o Precor Theater e muito mais; estimule o seu paladar no Restaurante Drago Seafood (na área das piscinas); atualize suas acomodações para o nosso nível executivo exclusivo; tente a sorte em mesas de jogos ou em uma partida de golfe ou ainda simplesmente explore as redondezas.

O Hilton Hotel em New Orleans é um complexo de luxo com serviço completo, na verdade, é uma "cidade dentro de si", com uma área de serviço ao cliente para aumentar a eficiência e melhorar o serviço. O lobby também inclui uma cafeteria Starbuck, com café, bolos e muito mais. Você também pode começar seu dia de folga no Le Croissant Express, com o seu famoso "Breakfast Hilton".

Como um espaço perfeito para a maioria dos grandes encontros de New Orleans, o Hilton New Orleans Riverside Hotel tem 130 mil pés quadrados de espaço para reuniões e banquetes, com um design clássico e opulenta influência francesa. Esse espaço é reforçado com os três níveis de salas ligadas por escadas rolantes e elevadores. Há ainda uma ligação - através de uma passarela coberta - com o Harra's Casino do outro lado da rua. Os clientes Premium do Hotel tem uma conta exclusiva com crédito para começar a jogatina no Cassino, além de estacionamento exclusivo caso prefira seguir para lá de carro.

As acomodações são oferecidas em três categorias distintas: Standard, Deluxe e Premium. Consulte seu bolso e seja feliz!



Harra's Casino

O Harra's Casino de Nova Orleans está localizado no Centro da cidade, em um ponto estratégico junto ao Hilton Hotel. Recanto dos endinheirados e golpistas, o Harra's é um local magnífico onde os sonhos viram realidade - e onde começam muitos pesadelos.

Todo ele é esplendoroso. A fachada inteira foi construída seguindo a tradicional arquitetura da cidade, mas o interior é novo e moderno como poucos lugares no mundo. Muitas luzes, muitas música, artistas, dealers, máquinas, muito dinheiro. Além dos mais variados ambientes de jogo, o Harra's ainda conta com salão para eventos e jantares. O prédio anexo, onde antes funcionava o próprio hotel do cassino, recentemente foi inaugurado como estacionamento vertical, acabando com o antigo problema do tráfego nos arredores.

Um dos maiores atrativos para os cainitas - e também a nata humana - da cidade é o Masquerade. Ele é o clube noturno privado mais luxuoso do mundo!, e o melhor, mantido e dedicado para os cainitas.

Clique no primeiro 'Spoiler' para abrir a descrição completa do clube. Clique no segundo 'Spoiler' para abrir uma galeria de imagens.



Spoiler:

Construído para estimular os seus sentidos, o Masquerade contém uma elegante e ultra-moderna torre de mídia de 42 pés de altura, a exibir um o show de iluminação mais sofisticados do país. A torre está cercada por todos os lados por um anel de fogo falso que parece tão real que pode queimá-lo. Na base da torre se encontra o Ice Bar, um bar com serviço completo coberto por uma camada de gelo que é a garantia de ter o seu drink gelado durante toda a noite. Um teto de 53 pés de altura apresenta um mural temático de fibra óptica que emula o céu e a galáxia, para dar ao espaço uma sensação dramática ao ar livre. Completando o show de originalidade e sofisticação, há um salão privado, pista de dança, palco para shows ao vivo, jogos de mesa e máquinas slots (caça-níqueis).

Para aqueles que estão procurando uma fuga para o mundo do luxo e dos privilegiados, o Masquerade disponibiliza o salão privado 'Ultra'. Este paraíso VIP foi concebido para proporcionar momentos íntimos escondidos da extravagância de Masquerade. Ultra Lounge contém um bar privativo para seus clientes e abundância de sofás enormes para entreter as entidades privadas de qualquer natureza. Escondido no canto do salão Ultra, existem duas salas discretas completas, com sofás enormes de pelúcia, uma televisão tela plana e um espaço vago para sua própria imaginação preenchê-lo com todas as memórias que você queira. Interfones estrategicamente colocados nesse 'lugar vago' permitem uma comunicação rápida e eficiente com os funcionários da limpeza do Masquerade, instruídos a se livrarem dos humanos desnorteados com a perda de sangue.

No centro de tudo. Masquerade está engenhosamente localizada no meio do Casino Harrah de Nova Orleans, que por sua vez está convenientemente localizado no do centro de Nova Orleans. Masquerade não é apenas uma discoteca, mas um símbolo da ousadia e sedução dos Membros.

Todas as noites são noites de Máscaras no club. Há um estoque quase infinito de máscaras à disposição dos mais exigentes frequentadores. Ninguém se intimida com essas máscaras, pois são a tradição do club. Elas servem de maneira perfeita aos Membros, encobrindo suas identidades ao interagir com o Rebanho. As únicas luzes acesas durante a noite são aquelas vindas da geladeira do bar e demais 'pequenos eletrônicos'. Todo o jogo de luz fica focado no pequeno palco onde ocorrem as apresentações, permitindo que os reais interessados em discrição permaneçam sempre com sombras e escuridão à sua disposição.

Oferecendo uma atmosfera sexy, com iluminação dde primeira, sistema de som e acústica impecável, Masquerade é o lugar onde a verdadeira Danse Macabre ganha vida. Foliões podem experimentar a música de incríveis DJ, exibindo seus corpos para os cainitas escolheram o que mais lhe aagradam. As Damas do Masquerade (funcionárias) são estonteantemente belas, todas, sem exceção, sendo modelos contratadas e "seduzidas" - do modo cainita - para trabalhar no club. Há tanta sensualidade escorrendo por este clube que você vai precisar correr para o bar de gelo apenas para esfriar.

Spoiler:




Última edição por Mestre de Jogo em Dom Mar 25, 2012 12:47 pm, editado 2 vez(es)

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2 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Qui Mar 22, 2012 8:49 pm

Las Vegas

Seguia em alta velocidade pela Las Vegas Freeway, o velocímetro da BMW roubada da garagem de Gregory tremia na marca de 120 milhas por hora dando a entender que o motor do carro morreria em pouco tempo. Não me importava, antes ele do que eu.

Ouvi o toque estridente do celular, reduzi a velocidade do carro e atendi a ligação com um sorriso irônico no rosto ao ver o nome piscando em azul no visor do aparelho: GREG. Eu tinha certeza que ele ligaria.

- Olá, querido, como está?- Não pude resistir a ironia.

- Estou ótimo, você é que estará morta em pouco tempo. - Gregory falou em seu tom normal, mas pude sentir a sua voz carregada de ódio.

- Ah, hã, sei. - Foi a coisa mais inteligente que pude dizer, enquanto ria, tentando imaginar a expressão de Greg naquele momento.

- Por que, Rafaella, por que?!? - Dessa vez a voz soou com um “quê” de desolação, realmente Gregory não esperava que eu o traísse, ele desconfiava de todos, menos de mim.

- Por que é isso que eu sou, Greg. É o que eu sempre fui.

Ouvi algo quebrar de vidro se quebrando do outro lado da linha, um copo, talvez uma garrafa.

- Eu vou acabar com você, Rafaella. Quando eu te pegar, vou fazer você implorar pela morte. Você não faz ideia do homem com quem se meteu. Você vai se arrepender disso, sua vadia, vai se arrepender muito. - Gregory falava com firmeza, com uma força que eu nunca tinha ouvido em sua voz.

Mordi o lábio inferior, apertei as mãos no volante e pisei fundo no acelerador. Por uma fração de segundos não estava mais fugindo de Gregory, estava fugindo de mim. O jeito como Gregory falava me excitava, por um instante pensei em voltar para os seus braços e permitir que ele me castigasse por meus erros.

Sou a única louca que fica em êxtase com a sensação de perigo e que sente prazer ao ouvir ameaças de morte e ofensas?

- RAFAELLA?!?! - O grito irritado de Gregory me fez “acordar” para a realidade.

- Para me matar você precisa, primeiro, me encontrar, não concorda?

- Eu vou caçar você, eu vou encontrar você e eu vou matar você, é uma promessa.

A ligação foi encerrada, atirei o celular pela janela do carro, observando o mesmo se espatifar contra o asfalto.

Nova Orleans

- Serviço de quarto. É o seu jantar, senhora.

A voz gentil de um dos funcionários do Hotel me despertou de minhas lembranças. Ergui o corpo, me sentando na banheira, observando o ladrinho do banheiro até minha mente voltar para os “dias de hoje”. Suíte 4086, Hilton Hotel, Nova Orleans, Louisiana.

Respirei fundo, me ergui da banheira, vesti o roupão de algodão branco e abri a porta, deixando que um rapaz, de pouco mais de 20 anos vestido com o uniforme do Hotel, entrasse na suíte empurrando um carrinho de serviço.

- Está tudo bem, senhora? - O rapaz me fitava com curiosidade.

- Sim, está. Desculpe a demora, eu estava no banho. - Respondi.

- Não há problemas.- O rapaz disse, enquanto arrumava as bandejas sobre a mesa. - Espero que o jantar esteja de seu agrado.

Observei a comida com indiferença, em algum lugar entre “pedir o jantar” e “tomar um agradável banho de banheira” eu havia perdido a fome.

- Com licença, senhora. - O rapaz começou a se retirar do quarto, empurrando o carrinho, agora vazio.

- Espere. - Interrompi o rapaz, que parou a poucos passos da porta. - O que as pessoas dessa cidade fazem para se divertir? - Perguntei, realmente curiosa.

O rapaz pensou um pouco e respondeu:

- O French Quarter tem alguns lugares bons. Se quiser um lugar tranquilo, recomendo o Prytania, mas se estiver interessada em agitação, vá ao Razzoo, com certeza.

- Está certo. Obrigada. - Dispensei o rapaz com um aceno.

Sentei, com as pernas cruzadas, em uma cadeira posicionada de frente para a janela do quarto. Observei a vista de Nova Orleans iluminada com neon e luzes coloridas, decidindo o que faria com aquela noite e tentando adivinhar por quanto tempo duraria a minha tranquilidade.

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3 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Ter Mar 27, 2012 8:29 pm

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________Marie está de volta. Ela, que por muitos anos pós-mortem fez fama e dinheiro em sua terra natal, Vancouver, encontrou em Nova Orleans um novo lar. Um recomeço para quem perdeu praticamente tudo o que havia conquistado. No início, teve que fazer alianças e prestar favores diversos para ganhar apoio de modo que pudesse estabelecer terreno sem ser expulsa ou morta pelos antigos moradores da cidade. Aquela foi uma tarefa muito difícil, pois a fama do clã como um todo precede a individualidade de cada Serpente. De uma hora para outra todos se viram diante de uma filha de Set que lhes fazia favores; o problema é que os setitas pedem alto quando esses favores são cobrados. Marie acabou ganhando a confiança agindo de forma diferente. Ela “trabalhou de graça” para a Camarilla, e quando conseguiu montar o Masquerade tornou-se quase imprescindível à cidade.

________Hoje em dia pouco resta da antiga Marie. Aquila havia se tornado publicamente conhecida como Angelina Sartrè, o nome artístico usado à época do Abraço. Miss Sartrè está morta e enterrada para sempre, brindada com uma morte forjada que buscava pôr um fim à “atriz que nunca envelhecia”. Para quem adorava se travestir de personagens adequados à cada situação, Marie sofreu para livrar-se de Sartrè. O antigo nome trazia, acima de tudo, a lembrança de seu Mentor, o vampiro conhecido como “Píton”. Angelina diablerizou seu senhor quando ele finalmente perdeu a paciência com a ambição e instabilidade de sua cria. Era ela ou ele, e ninguém pediu que o negro a subestimasse. No fundo, ela sabe que Píton já esperava por aquilo, assim como ela também desconfia que semelhante fim a aguarda, trazido pelas mãos de quem lhe faz companhia há pelo menos cinco décadas. Você colhe aquilo que planta.

________Cassy Campbell é aquela que tem acompanhado Marie por boa parte de sua não-vida. Alimentada com o sangue da Serpente, miss Campbell sobrevive como carniçal sem sentir o peso dos anos. Ela tem servido Marie com absoluta fidelidade por todos os lugares, desde a morte da atriz Sartrè à conquista de NOLA, passando pela fuga dos assassinos setitas desejosos por mandaram a pecadora se encontrar pessoalmente com Set mais cedo (o clã soube da diablerie, mas para a sorte de Marie eles não têm o hábito de contar suas histórias para os “estrangeiros”). A interminável sede por vittae e também pelas drogas mundanas tornou a “jovem de sessenta anos” completamente submissa à sua senhora, fornecedora de todos os seus prazeres. O tempo passa, mas não apaga todas as marcas. Marie profetizou quando encontrou Cassy pela primeira vez no Centennial Theatre e disse que “uma vez viciada, sempre viciada”. Mas a ambição da garota-carniçal cresce dia após dia, fazendo Marie começar a temer pelo seu futuro.

________Esta noite o Masquerade recebe o seu habitual “Baile de Máscaras” de forma cautelosa. As últimas notícias dão conta de um tiro final a ser desferido contra os Toreadores. Marie gosta da Camarilla da cidade. Melhor dizendo, ela gosta do que eles proporcionam à ela e aos seus negócios. Artistas, empresários e muitos vampiros vêm à sua casa pela sugestão daquele clã, e se eles perderem a disputa para os Ventrue... Bem, os engomadinhos nunca trataram com ela ou qualquer outro setita na cidade até hoje, não há como saber como seria essa relação. Por mais que o resultado do conflito possa influenciar sua própria existência e a do seu empreendimento, não se meteria em nada. Claro que se lhe pedissem, ajudaria de bom grado, pedindo em troca apenas um mísero favor ou outro. Esse é o seu modus operandi no Masquerade. A idéia é oferecer o melhor serviço a um público seleto, fornecendo exemplares humanos de ótima saúde e de sangue quente para qualquer cainita que possa pagar por eles. Por "pagar" por eles, Marie deixa claro que essa questão pode ser resolvida de várias formas, monetárias ou não. A segurança e privacidade no Masquerade é tamanha que o club se transformou e um “refúgio provisório” para os cainitas passarem a noite, funcionando muitas vezes como um elísio extra-oficial.

________Afogada em seus planejamentos, Marie sai de sua sala apenas quando o jogo de luzes diminui drasticamente de intensidade. Ela desce as escadas graciosamente, deixando cada passo seu levantar para depois descer o vestido colado ao corpo. Está bela como sempre, o que serviria bem aos seus propósitos rotineiros. Atravessa o salão ainda vazio até um dos funcionários da casa. Ela procura pela sua fiel Cassy, que havia ficado de lhe trazer notícias do jantar Ventrue. Teriam muito a planejar esta noite.
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4 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Qua Mar 28, 2012 10:33 pm

Às vezes tinha dúvidas de quanto tempo havia se passado. Muitas das lembranças, antes vivas em sua mente, agora pareciam simples borrões e por vezes surgiam dúvidas se estas eram realmente verdadeiras ou apenas uma ilusão de sua mente, que as tinha inventado por buscar assim uma espécie de conforto. Durante anos viu sua própria imagem sendo esquecida pelo mundo. Assistiu o nascimento de novas vozes e movimentos musicais enquanto ela caminhava para o limbo. Nem ao menos acreditava que alguém ainda possuísse alguma lembrança de como fora antes. Com exceção de uma pessoa.

Acompanhou a vida de seu tio sempre que possível. Detetives particulares eram enviados a cada cinco anos, lhe trazendo fotos ou notícias. Isso acabara se tornando sua última e verdadeira ligação com a humanidade. Seu último liame para com a jovem Cassy Campbell. Claro que o fazia em segredo. Essa questão não só trazia à tona seu lado humano, mas também suas fraquezas como tal. Porém um dia até isso se perdeu. Quando a morte de seu tio finalmente chegara, sentiu-se sem forças. Depois de tanto tempo voltou a experimentar a dor, a falta de ar com o coração desejando parar, enquanto fios de lágrimas brotavam de seus olhos, até finalmente deixar de sentir, permanecendo apenas um vazio. Algo mais terminou morrendo naquele dia, uma parte de si finalmente definhara. Nunca mais tivera certeza sobre o que havia se tornado, mas nesse dia perdera qualquer dúvida quanto a uma coisa, tinha deixado de ser humana. Possivelmente teria também esquecido seu sobrenome e até de suas fraquezas naturais se não fosse pela outra.

Enquanto seu tio ressuscitava os bons sentimentos de seu lado fraco, Angelina, ou melhor, Marie, lembrava-lhe justamente disso, seu lado fraco. A Setita lhe garantia todos os vícios e prazeres da vida. A cada dia tornou a garota mais e mais dependente e não apenas quanto às drogas tradicionais. Podia estar protegida enquanto Marie lhe garantisse as gotas vermelhas de vida que lhe saiam das veias, mas também nunca mais poderia ficar sem tal "Elixir da vida". Já conhecera o infeliz destino dos que não mais conseguiram tal bebida. Em muitos momentos desejava odiar a vampira, contudo, nem mesmo isso lhe era possível. Talvez por esse fato entregou-se com tanta facilidade a essa vida. Mas a perda da última conexão com sua origens mostrou-lhe apenas uma coisa, havia chegado longe demais para desistir. Foi uma simples serviçal por tempo demais para simplesmente jogar tudo fora logo agora, tão perto.

Mesmo com os acertos do som sendo feitos, os passos ecoavam pelo lugar ainda vazio. Dessa vez ficara responsável por realizar bem mais que um mero capricho da vampira. Precisava ser rápida. Os primeiros movimentos das peças haviam sido dados e o jogo por Nova Orleans começara. Porém a primeira visão da Setita a fez desacelerar. O corpo, o rosto, a boca. Ao mesmo tempo em que desejava cortar cada parte no rosto desta, também desejava tê-lo em suas mãos e em seus lábios. Após tudo e tanto tempo, seus sentimentos se mantinham confusos. Marie é irresistível para Cassy, somando-se ainda ao fato desta lhe desperta sua sede pela vida vermelha e pelos mais diversos vícios. E a odiava por isso.

Percebendo que Radelle se encontrava com um dos funcionários, não pode evitar uma raiva quase instantânea. Mas controlou-se em sua atitude ao dispensar o “rival” educadamente, mesmo que seu rosto lhe denuncia-se nos detalhes, facilmente identificáveis após meio século. Aproximando-se delicadamente, Cassu levou os dedos ao seu rosto para retirar uma mecha que lhe caíra sobre o olho - A Vestrue decidiu realizar mais uma caridade para Nova Orleans, desocupando e reformando uma lista de vários imóveis históricos no Garden Distritc - Os olhos brilhavam desejosos a cada passo mais próximo - Infelizmente os elísios toreadores e de seus aliados parecem se encontrar nessa lista - Ela morde o lábio como uma maldita adolescente e tentou levar a mão a cintura da vampira, buscando agarrá-la, enquanto diminui o volume da voz para quase um sussurro - Então? Deixaremos que eles se tornem pobres desabrigados? - Ela aproximou o rosto agora ansiando o beijo de Angeline.

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5 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Dom Maio 06, 2012 10:09 pm

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O corpo quente daquela mulher me trazia o doce sentimento do desejo, o sabor de seus lábios, a intensidade dos teus beijos o toque de suas mão, tudo aquilo só me fazia querer ela cada vez mais.

Quando ela me puxou para junto dela e começou passar a mão pelo meu corpo coberto pelas roupas fazia que minha vontade por possuí-la alcançasse alturas estratosféricas.

Elas colou seus lábios próximo de meu ouvido e falou:

- Victor...Eu devia odiá-lo, sabia?

É claro que eu sabia, assim como eu sabia que eu devia ter o mesmo sentimento, mas ela fez isso mudar e agora a paixão que naquele momento acometia meu ser era gigantesca.

Segurei seus cabelos enquanto colava ainda mais meu corpo no dela e falei ao seu ouvido.

- Annabeth, se quiser me odiar me odeie, mas saiba que eu estou apaixonado por você. Odeie o advogado frio e calculista, pois ele é só uma parte, bem pequena de quem eu realmente sou. Peço que não odeie minha pessoa somente por causa da minha profissão, pois eu acho que alem da paixão que esta percorrendo todo meu ser , eu estou começando a ama-la.


Ao terminar de falar, não esperei nem um segundo para retomar os beijos e caricias.

Impulsionado pelo meu desejo comecei a percorrer teu corpo com minhas mãos, começando pelo ombro e descendo a cada instante mais e mais minhas mãos, alcançando sua cintura e suas pernas e novamente subindo levando minhas mãos para suas costas, fazendo seu corpo literalmente colar ao meu.

Quando eu começava a enlaçá-la, senti o carro parando e uma voz veio do interfone do carro.

- Senhor chegamos!

Finalmente chegamos ao Hilton. Beije Annabeth mais demoradamente, e me certifiquei da situação a que nos encontrávamos, para ter a certeza u nenhuma peça de roupa foi despida durante o trajeto, pois mesmo tentando ter o controle mental da situação, isso se mostrou impossível, o desejo já entorpecia a minha mente.

Abri pelo lado de dentro o trinco do veiculo, e Joe abriu a porta.

Desci primeiro do veiculo e ofertei minha mão para aquela esplendorosa mulher. Ao mesmo tempo olhava para seus olhos, sem desvencilhar minha atenção!

-Annabeth! Me permite!

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6 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Sab Jun 09, 2012 3:48 pm

Meus olhos se fixavam cada vez mais aos olhos de Annabeth. Ela estendia a mão para segurar a minha, mas o telefone dela tocou e a mão dela recuou. Ela o atendeu dentro da limusine. Como a educação faz parte da minha essência, desviei minha atenção para a porta do Hilton, vendo os hóspedes que estavam adentrando e saindo do estabelecimento.

Ela me chamou e me informou que teria que se retirar pois tinha um assunto para tratar.

Olhei para ela com um olhar de frustração, eu a desejava, e até aonde eu sabia ela também me desejava. O que fez mudar de idéia?

- O que ouve minha querida? Algum problema?

Ela desceu do carro e se posicionou na minha frente. Estava preocupada e me informou que deveria partir.

Apontei minha mão para o interior do veiculo.

- Por favor, permita-me levá-la ao seu destino. Faço questão disso, além do que, passarei mais tempo junto de ti.

Estava irredutível queria pegar um taxi e partir e assim providenciei.

Olhei para Demetre que estava próximo de nós dois e sinalizei. Como ele estava ouvindo a nossa conversa, ele entendeu que era para para chamar um taxi.

- Como tinha dito a você antes minha querida seus desejos para mim são uma ordem.

Enquanto esperávamos a chegada do taxi, ali parados em frente ao Hilton, retirei meu celular do bolso e me certifiquei que o número dela ainda se encontrava nas últimas discagens realizadas, e assim que confirmado salvei ele na minha agenda.

O taxi chegou e eu quis a beijar em despedida. Assim que ela começou a caminhar em direção ao carro amarelo eu disse:

- Amanhã irei ligar para você!

Ela entrou no carro e partiu. Adentrei na limusine e partimos rumo a minha residência no Garden District, desanimado, mas um desânimo momentâneo. Pois assim que a frustração daquele encontro passou minha mente voltou a trabalhar com algo que realmente importava, Vestrue e seu audacioso projeto.

Finalmente cheguei ao conforto da minha casa. O sol não tardaria a se levantar. Tinha que me recuperar dessa noite quase que maravilhosa e por fim ainda teria que ir até o escritório da Vestrue falar com o assessor do Sr Henry Freeman. Com certeza depois dessa longa noite existiria um longo dia.

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7 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Seg Jul 23, 2012 7:02 pm

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________Havia sido de fato inesperado o passeio na Catedral, inesperado até mesmo para Marie. Pelo caminho de volta ao Masquerade ela segue remoendo o porquê de sua decisão intempestiva.

________- Não se passa nada, não se passa nada.

________Pego de surpresa com o comentário, o motorista olha para a chefe pelo espelho retrovisor central. Preferia sempre analisá-la visualmente antes de lhe dirigir a palavra, o que lhe poupava de ouvir coisas que outros constantemente ouviam.

________- Como, madame?

________Marie cruzara as pernas e mantinha ambas as mãos repousadas sobre elas, escondendo a abertura que era formada em seu vestido. Olhava pela janela sem que de fato prestasse atenção em coisa alguma do lado de fora. A preocupação que ostenta é egoísta; pensa em como vencer aquele tédio que atingira o pico em oitenta e quatro anos de existência. Muito por isso, mas principalmente por se julgar superior aos seus empregados, ela se abstém de dar uma explicação ao motorista, preferindo continuar com o raciocínio lírico.

________- Todos os dias dizemos as mesmas palavras, cumprimentamos com o mesmo sorriso e fazemos as mesmas mesuras. – faz menção em deter-se em suas palavras, mas a necessidade de correção a impulsiona a seguir em frente. – Todas as noites, digo, todas as noites. Petrificam-se os hábitos lentamente acumulados. O tempo mói: mói a ambição e o fel e torna as figuras grotescas.

________O desentendido empregado desiste de continuar com as perguntas, maldizendo-se em silêncio por ter aberto a boca quando não deveria fazê-lo - e alheio ao fato de aquelas palavras pertencerem a um famoso teatrólogo português. Ele é focado por uma Marie séria através do retrovisor central.

________- Faça mais uma coisa por mim, James: quero que você me arrume uma mulher. Não uma qualquer; tem que ser quente, muito quente. E que seja ruiva.

________O Harras Casino brilhava com suas luzes à frente da janela de Marie. Ela desce do carro sem maiores pompas após dar a última ordem ao motorista, que parte em sua nova tarefa logo em seguida. A Setita recebe atenção dos funcionários do cassino, sabedores de sua identidade como proprietária do clube semi-privado. Escoltam-na até a entrada do Masquerade, onde é recebida por alguns frequentadores de longa data. Sorrisos, sorrisos, muitos sorrisos. Marie é uma alegria só ao encontrar o rebanho pela primeira vez na noite. Ali estavam pessoas das mais diversas esferas de influência, ávidas por conhecer a mulher à frente do Masquerade – e se possível, conhecer bem a fundo. A fama que ela tem conseguido vem em forma de lenda urbana: um amigo que conheceu um cara que frequenta o clube soube das noites de sexo e drogas patrocinadas pela proprietária, uma mulher que desperta as maiores fantasias nos homens. Sempre a mesma história, e sempre com o mesmo fundo de verdade.

________Os sorrisos, os cumprimentos, abraços, enfim, toda a simpatia da recepção aos frequentadores dissipa-se do rosto de Marie tão logo ela sai do alcance de visão deles. “Todos os dias dizemos as mesmas palavras, cumprimentamos com o mesmo sorriso e fazemos as mesmas mesuras”. Um tédio absoluto é o seu trabalho, ainda que renda frutos estimulantes - como ter um bando de humanos dopados e carregados de cocaína em suas veias. Sangue é sangue, e sem ele Marie não passaria de um cadáver ressequido; é o doce nécter rubro que a impulsiona a seguir em frente com suas noites, a agradar as pessoas certas para conseguir a influência e o sangue certos.

________O cliente da vez é um empresário de artistas locais. Jason Krunemberg, homem de hábitos simples e encantado com o mundo de glamour gerado pelo Masquerade. Seria um alvo fácil se não fosse um único porém em seu profile: ele quer Marie. Investir no ramo do entretenimento sempre foi o principal objetivo da Setita, desde os tempos em que respondia por Angelina e exercia sua arte em pequenos palcos do país ao norte. Jason, como empresário de jovens artistas da veia de Blues da cidade, poderia ser uma ponte para que Marie levasse seus dogmas até os próprios artistas, e posteriormente, estes levariam ao seu público, sendo este o único motivo que a leva a aturá-lo. Mas Jason quer demais. Aquele corpinho magro de Marie, pálido, sem muitas curvas e repleto de marcas antigas de seringas é um prêmio a se conquistar, não a se reclamar. Contudo, ele ainda teria o que queria, mas não da forma que queria.

________Já no segundo piso do clube, Marie caminha elegantemente pelo lobby que levava ao cômodo VIP onde o convidado especial a aguardava. A iluminação que já estava a meia-força diminui para uma semi-penumbra à pedido da fotossensível dona do lugar. Jason estava sendo bombardeado com bebidas e carinhos de garotas mascaradas exatamente como Marie havia ordenado que fosse feito. As jovens, sentadas uma em cada lado do sofá com o empresário ao meio, enfiavam suas mãos por dentro do paletó já amassado do homem enquanto alternavam-se em beijos para lá de quentes. O cheiro do álcool que impregnava o ar mistura-se a cheiros característicos do sexo, somente perceptíveis para Marie por conta de sua percepção vampírica. Nesse estado, ele estava pronto para vender sua alma se fosse preciso.

________A Setita se aproxima pelas sombras com movimentos esguios do corpo, a ponto de permanecer em pé em frente a Jason e continuar sem ser vista. Utilizando-se de sua Ofuscação, torna-se invisível por completo à visão do homem.

________- Divertindo-se muito, Jason?

________A voz sai quase ao pé do ouvido do empresário. Ele abre os olhos na certeza de que daria de frente com a ruiva do Masquerade, mas tudo o que enxerga é a penumbra que surgiu no ambiente durante o tempo em que permaneceu de olhos fechados. O surgimento repentino de Marie à sua frente o assusta bastante, afinal, era como se ela tivesse simplesmente aparecido ali como num passe de mágica.

________- Eu perguntei se você está se divertindo muito, Jason. Seria uma pena se não sobrasse um espaço para a maior diversão da noite.

________Os minutos que havia gasto com os clientes na entrada do clube foram algo estratégico; serviu para que o motorista ganhasse tempo em sua busca para encontrar a mulher perfeita, aquela que faria o papel que Marie não quer fazer. Se tudo desse certo, em breve Jason ganharia um presentinho.

________- Tenho uma surpresa pra você.
________

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8 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Qua Ago 01, 2012 6:44 pm

Temptation Strip-Club
Flaming Eve caminhava lentamente em direção ao palco, apreciando os olhares de inveja que via surgindo nos olhos das colegas de trabalho com quem cruzava. Cada cara feia nas outras dançarinas era um elogio para Eve, e ela chega a rir baixinho para si mesma. Caminha na fila de garotas prestes a entrar no palco, desrespeitando a ordem pré-estabelecida, apenas esperando a música anterior acabar para entrar no palco. Não sabia qual seria a próxima canção, e nem se importava. Queria apenas tirar a roupa para homens enfeitiçados por suas curvas, e uma bela companhia para passar a noite. Da parte de trás da cortina, analisa os homens na platéia, pensando no que escolheria.
Bem no final da música, uma das garotas se aproxima de Eve, entregando em sua mão um guardanapo de papel.

- Hey, Eve. É pra você.

A moça logo se afasta, e Eve não se importa. Estava acostumada a receber bilhetes de admiradores.. mas naquele dia, ela nem havia aparecido no salão ainda! Abre o guardanapo, mais por hábito que por curiosidade. Nenhuma novidade: um tal de James querendo conversar com ela no bar. O bilhete não era particularmente provocante como os que recebia. Ele estava de terno, gravata e quepe. Ela se estica um pouco, espiando de trás da cortina, buscando encontrar o homem. Quando encontra, percebe logo que era um motorista que a esperava. Talvez fosse algo mais interessante do que imaginava a princípio.

Dobra novamente o bilhete, pensativa. De certa maneira, era isso que procurava. Precisava de alguma coisa para fazer naquela noite, e um convite que a tirasse dali parecia atraente. Para a alegria das outras moças, desiste de entrar no palco, virando as costas tão repentinamente quanto resolveu entrar.

Sai dos bastidores e vai até o bar, gostando de sentir os olhares - que antes estavam fixos no strip-tease das outras moças - convergirem para ela. Mas se mantém séria, com o rosto levemente abaixado, interpretando uma timidez que não tinha para favorecer o fetiche. Vai até o homem de quepe, sentando-se ao lado dele no bar, depois de dar uma piscada cúmplice para o barman. Faz com que ele pague um copo caro de champagne enquanto negociam. Bebe lentamente, escutando a proposta do desconhecido. Discutem o preço por um bom tempo. Chloe gastou tudo o que tinha no shopping durante a tarde e pede uma soma de dinheiro absurda só para testá-lo. Mas ele aceita. Então ela dobra a quantia. E ele aceita. Ela gosta da brincadeira, e concorda com o trabalho, terminando a taça em um gole e voltando para o camarim.

Lá, ela tira as asas de anjo, e veste um sobretudo para cobrir o corpo naquela camisola delicada. Prepara uma pequena mala, com diversas fantasias, lingeries e brinquedos sexuais. Ainda não sabia qual seria o gosto do freguês. Encontra o motorista na saída dos fundos do Temptation.





Harra's Casino/Masquerade
Enquanto está no banco de trás, bebe mais champagne, apreciando a cidade que passava pela janela do carro. Senta sem cruzar as pernas, deixando-as até um pouco abertas, sentindo o olhar do motorista no retrovisor ajustado para ver entre suas pernas. Ele realmente achava que ela não estava percebendo? Fica excitada por aquela situação, bebendo a champagne lentamente, quase de maneira irritante. Não faz nenhuma pergunta sobre para onde iam. Não estava tão curiosa assim. Mas faz as poses mais provocantes no banco de trás, deixando o sobretudo descuidadamente aberto, provocando o motorista.


Vê a fachada do Harra's Casino e aí sim, fica curiosa. Não ia aquele lugar há muito tempo. Quando é levada ao Masquerade, fica ainda mais surpresa. Esteve lá algumas vezes, para contrariar o pai, mas não consegue imaginar o que poderia fazer naquela boate. Antes, imaginava que seria levada para o quarto de um velho muito rico, ou de um casal querendo uma terceira pessoa... mas em uma boate? Tem vontade de fazer uma pergunta, mas não faz. Descobriria logo.

O tal motorista estaciona o carro e a leva para dentro do Masquerade. Chloe descobria, a cada passo que dava dentro daquele lugar, que o lugar havia mudado muito com o tempo. Não conhecia mais nada ali...e aquele lugar parecia outro completamente diferente do que ela conheceu na adolescencia. Sente-se um pouco insegura, mas faz questão de continuar andando, sem hesitar, até a ala vip aonde é levada. Lambe suavemente os lábios, encarando as pessoas dentro da sala, dando um pequeno sorriso. O homem não tinha nada demais. Era rico, com certeza, e parecia um dos homens que ela via no strip-club. Roupa social, ar importante, paletó amassado, garotas a sua volta. Provavelmente era alguém rico que queriam agradar. Não gostava de dividir, e o motorista não havia contado esse detalhe no Temptation. Ignora completamente as garotas com o homem, e passando a olhar uma outra mulher, que estava de pé na sala. Quando a encontra, não consegue mais desviar o olhar dela. Um calafrio percorre seu corpo, e sente-se encantada. Era com ela que queria transar naquela noite, não com aquele engomado aleatório. O sorriso que ela tinha nos lábios se alarga, mas Eve ainda não diz nada. Apenas acompanha o corpo da outra, sua expressão e seus gestos. Não era voluptuosa, nem se vestia provocantemente. Mas tinha um brilho que encantou Eve, e em sua mente, não há nada que deseje mais do que tocar aquela mulher, lambe-la, sentir seu gosto. Aguarda suas instruções em silêncio, mas agora com o sorriso cheio de expectativas.

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9 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Sab Ago 04, 2012 6:06 pm

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________- Esta é a senhorita Eve, madame. Com sua licença... – retira-se do recinto em seguida.

________Daniel, vulgo “James”, é de fato o mais estimado dos funcionários de Marie: arranjara a melhor escolha possível dentre os requisitos que lhe foram impostos. O motorista sempre se mostra muito solícito e eficiente em suas tarefas, ainda que não conte com o vittae cainita correndo em suas veias. Mas basta para a filha de Set ter a submissa senhorita Campbell sob sua tutela; desejar outro que beba do seu sangue é demais para a paranóia dela. Aprendera uma grande lição ao conviver com seu Senhor, a de que não devemos confiar em nossos semelhantes. Com Píton, a imagem de que as serpentes instigam traição nunca foi tão verdadeira, e ter uma Cria ou carniçais é “criar cobra para lhe picar”.

________Marie fica a obervar a outra ruiva de seu lugar nas sombras. Seus olhares se tocam ao menos uma vez enquanto percorriam o corpo da outra. O cacho de cabelo que tapava parte do rosto da mulher não esconde o sorriso alargado, a expressão de quem viu e gostou. A melhor das reações, sem dúvida alguma. Dessa forma, a setita não precisa quebrar uma antipatia gerada por inveja e trabalharia mais facilmente a influência que buscaria impor. O silêncio respeitoso é outro ponto que conta a favor, pois significa que estava disposta a ouvir as ordens.

________O homem a ser agradado se sobressalta no sofá. Havia ficado espantado com a mulher que lhe fora trazida. Sem dúvida alguma ela possuía muitos atributos mais interessantes que a dona do Masquerade, o que é suficiente para que atraísse os olhares para si. A Presença sobrenatural passiva dos vampiros não tem muito efeito sobre um homem alcolizado que só consegue pensar em colocar seu membro no primeiro buraco disponível. Melhor assim, pois se livrar daquele estorvo era o plano original de Marie.

________- Nem pense em se levantar, Jason. – dizia com uma voz moderadamente autoritária – O seu presente virá até você. Foi o que eu prometi, não foi? – aproximando-se de Jason, ela o empurra pelo peito para que ele voltasse à sua posição sentado no sofá; feito isso, volta-se para a outra ruiva – Eve, você foi trazida aqui esta noite para me agradar. Trabalhe bem o Jason e quem mais eu mandar e ganhe pontos comigo. Sabe, o Masquerade pode ser um lugar muito perigoso para alguém com seus dotes, e ter um anjo da guarda pode lhe salvar a vida.

________Eve levaria na brincadeira aquela afirmação, alheia ao fato de estar no mais perigoso lugar da cidade esta noite. Muitos cainitas acabam embalados pelo clima do Baile, pela presença de drogas no sangue das pessoas e matam suas fontes de alimentação. Caso se mostrasse uma humana valiosa, Marie poderia a pegar para si.

________- Quando acabar com ele venha até o primeiro andar, por favor. Escolha uma máscara e não hesite em se misturar à multidão. Eu a acharei, pode ter certeza disso.

________Marie ordena através de gestos que as outras duas garotas venham com ela e em seguida se retira da sala VIP. De seu escritório no segundo andar ela fica a observar aqueles que chegam antes que se escondam por detrás de suas máscaras.
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10 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Ter Set 03, 2013 8:38 pm

Lucy está magra. É visível pelas sobras de tecido no vestido preto que antes era justo. Esqueceu-se de comer, e também de beber, de rir, de sair de casa. No momento, se pergunta se havia esquecido também como articular palavras. Não pronunciava nada em voz alta há 30 dias. Pelo menos teve presença de espírito de parecer mais civilizada para sair. Tomou banho, lavou os cabelos, maquiou o rosto. Calçou nos pés uma bota de salto alto um tanto sensual para quem só queria dar uma volta. A bota ficou larga em volta da batata da perna, destacando a perna fina, mas ela não notou. Vestiu um casaco leve e foi para a rua, obrigando-se a encarar a vida depois de tanto tempo.

O emprego no Razzoo provavelmente já era passado. Ficou um mês sem dar notícias... era de se esperar que tivessem contratado outra. Não conseguiu criar coragem de ir ao Razzoo pedir o emprego de volta. O chefe havia deixado mais de quinze mensagens em sua secretária eletrônica e ela não tinha conseguido pensar em uma desculpa plausível para dar a ele. O melhor mesmo seria procurar logo outro emprego. E é por isso que suas pernas a levaram ali - diz para si mesma - e leva o seu currículo na pastinha verde que tem na mão, na esperança de poder pedir emprego para alguém no cassino.

O lugar cheio a deixa um pouco sem rumo. Todas aquelas pessoas, a animação, as risadas, o barulho dos dados e das cartas, das vitórias e das derrotas. Fica com os olhos arregalados, percebendo tudo aquilo como se fosse a primeira vez. O mês que Lucy perdeu a fez esquecer coisas que eram comuns para ela e o Cassino reaviva a memória de lugares que ela achava ter esquecido. Seu coração dispara e fica apavorada, mas se força a ir em frente e caminhar pelo salão, sem saber ao certo para onde ir.

Os dias anteriores haviam sido como uma longa e interminável noite para Lucy, dominada pelo terror. Tinha certeza absoluta que a perseguiam, via sombras rondando sua casa, imaginava escutas em suas ligações. O cassino a faz lembrar outro cassino de hotel, onde ela havia descoberto de uma só vez que todo aquele dinheiro do noivo não era herança, que aquele diamante que ela usava no dedo pertencia a uma mulher morta e que naquela história havia muito mais pessoas mortas do que ela poderia suportar.
Ela deveria ter calculado que roubar todas as malas misteriosas do namorado violento não era uma boa ideia. Não conseguiu pensar direito na hora. Estava furiosa e a verdade se escancarava para ela de uma forma tão estúpida que não a deixava pensar. A decepção a corroía por dentro. Ele não era quem ela imaginava e agora tudo o que ela sempre imaginou para si estava arruinado. Queria vingança... queria destruir algo importante para ele também.

Sempre que viajavam, ele levava as tais malas. Eram abertas apenas por senha, e ele sempre dizia que eram assuntos do trabalho. Lucy nunca se interessou por elas, mas ele se interessava o tempo todo. E foi por isso que ela as escolheu. Carregou as malas com ela quando partiu e os desdobramentos foram tantos... agora sua maior companheira era a paranoia.

Durante sua última noite de trabalho no Razzoo sentiu-se observada o tempo inteiro. Sabia que havia algum capanga dele ali, mas não conseguia identificar quem. Na volta para casa, fez um percurso absolutamente longo e só chegou em casa - cinco horas depois - quando teve certeza que ninguém a perseguia. Passou o mês encolhida no canto da sala, com as janelas fechadas, a porta trancada e bloqueada por todos os móveis, sem atender telefone ou ligar a televisão. Apenas tremendo.

E então, sem mais nem menos o pavor se foi. Percebeu que não havia nada lá fora, eram apenas as folhas das árvores e as pessoas conversando na rua. Sentiu-se ridícula. Ele não ia encontra-la ali. Por que estava tão cismada? Estava sozinha, livre dele e de toda aquela história que viveu, em uma cidade diferente. Ficou com vergonha, respirou fundo, obrigou-se a se arrumar e sair naquela noite.
Agora, andando pelo cassino, seus olhos estavam inquietos, nublados pelas lembranças do passado. Começava a sentir-se paranoica de novo, mas ignorava a sensação. Pega um copo de champagne com um garçom e bebe de uma vez, olhando os jogadores, começando a se perguntar se estava ali para procurar emprego mesmo ou para jogar.

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11 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Dom Set 08, 2013 9:28 pm

- Tudo bem, será o acordado dependendo do resultado. Não se preocupe. Beijos - Desligando o celular, ela voltou a ter atenção no trânsito. O estilo cada vez mais miserável do ambiente denunciava onde estava chegando, e isso se percebia facilmente mesmo através de suas lentes escuras. Também não demorou a achar e a parar o carro em uma rua qualquer de Nola. O lugar seria o típico subúrbio americano, se não fosse pelos terrenos baldios que ainda marcavam a cidade. Já o casebre, com sua pintura azul claro descamando, não merecia maior atenção, porém o que estava dentro... Ao descer, o sol ainda forte destacou sua pele clara, dando uma trégua apenas quando chegou a varanda. Mesmo assim guardou os óculos escuros apenas no interior da casa, que apesar do cheiro de urina, possuía uma escuridão bem agradável.

- Vim acertar o combinado - Ela adentrou e dirigiu a voz à sala, enquanto mexia em sua bolsa. Apenas a resposta denunciou o interessado - Então, será meio a meio? - A bolsa perde a atenção na medida em que os olhos ganharam novo alvo. Estava de frente a um bêbado qualquer, que segurava uma cerveja barata enquanto sentava em um sofá mais sujo que ele - Não era esse o combinado - O homem mexeu a boca, trouxe o tronco para frente e pôs a garrafa no chão - Bem, acho que agora é - Outro rapaz que assistia TV pareceu ganhar interesse, enquanto ela aumentou o tom de voz - O que?! Quem acha que é? Você sempre ganhou uma mixaria qualquer. Deveria era agradecer! Acha que vai se sair bem nessa? Acha que “ela” vai deixar barato? Realmente acha que vai sair ganhando com isso?! - O homem finalmente levantou - Bem, “ela” não está aqui. E engraçado, não vejo “ela” a um bom tempo - À medida que ele se aproximava, não era só o bafo de bebida que aumentava, mas a diferença de tamanho também, com ele chegando a olhar de cima para a mulher - Nem preciso dizer que agora eu controlo o material, que eu tenho os pontos na rua. Já está na hora de eu ter os pontos lá de dentro também, não acha? - Ela erguia o rosto e afrontava, como se fosse soltar uma resposta a qualquer momento, mas não o fez - Fofura, está mais que na hora de saber seu lugar. Você só não vai sumiu também porque ainda é útil. Putinhas como você são mais habilidosas com aqueles riquinhos malditos, e nisso você até serve. Mas não pense que é algo a mais que isso, e se você me criar problemas, troco você por qualquer uma de esquina que dê tão bem quanto - Ele pôs o dedo na cara dela - É bom você limpar a porra desse seu ouvidinho desvirginado e me ouvir bem: Eu que mando nessa merda agora! - O homem foi firme, e só saiu para se dirigir a uma porta, deixou um aviso particular para cada um na sala - Mit seu porcaria, fique esperto! Já volto! E você meu bem, vamos completar o combinado.

De relance ainda se viu um olhar do outro cara, mas isso foi rápido, a tv parecia mais interessante. Já a mulher simplesmente seguiu o bêbado. Este se estirou em uma cama e soltou um sorriso - Vem cá coisa fofa, me mostra o que “ela” tanto via em você - Por um segundo Cassy pareceu hesitar, mas logo foi em direção ao homem. Pela diferença de tamanho acabou tendo de engatinhar por entre as penas dele como uma escalada. A posição era ridícula, mas pelo sorriso o bêbado estava gostando. Ao chegar próximo a braguilha, ela jogou a bolsa na cama e abriu o zíper, porém não pôde fazer muito - Que  demora! - O homem se ergueu e a pegou pela cintura como um brinquedo, a sentou sobre seu quadril e sentiu que não havia nada além da saia - É uma safada mesmo, não é? - Em segundos ele a fez montar e voltou a se estirar na cama, enquanto a deixava completar o serviço.

Devagar a cantora movimentou o quadril e arrastou as unhas pelo tronco do homem, levando consigo a camisa. Arrastou até a mão esquerda alcançar o pescoço dele para em seguida apertá-lo. O bêbado fez o mesmo, levando-a a acelerar e gemer - Vagabunda! - A mão dele desceu do pescoço para o seio e até o braço dela, que cada vez mais apertava o pescoço. Em seguida Cassy se inclinou e, novamente com a mão esquerda, segurou um travesseiro levando-o ao rosto do homem, enquanto passava mover o quadril com violência, fazendo a cama tremer e bater na parede - Puta! - A voz saiu abafada, em meio a gemidos de ambos. Só então, agora com a mão direta que havia levado a bolsa para retirar uma pistola, ela encostou o cano no travesseiro, destravou a arma, e disparou. Um estrondo. O homem que antes gemia e tremia agora estava parado. O único som que tinha restado era o de algum cão na redondeza.

Ela respirava fundo, enquanto observava. A vermelhidão que tomava a cama era o último sinal. Realmente havia conseguido. O homem ainda permanecia duro por entre suas pernas, mas com a mão esquerda ela o retira, dobra e guarda de volta na calça. Não havia mais o que fazer ali. Indo a um espelho, ela jogou e ajeitou o cabelo, desamarrotou a roupa, para enfim sair daquele quarto.

Na sala trocou olhares com o segundo homem que esperava de pé - O acordo foi selado Mitchel, hoje estarei esperando pela remessa. E quando puder, limpe a bagunça - O rapaz apenas acenou. Só então ela então repôs seus óculos escuros e seguiu para o carro. Havia conseguido eliminar uma concorrência interna, porém era isso, apenas uma. Tudo o que havia “herdado” parecia vir com um bônus de lado, e a cada dia que derrubava um problema, um novo surgia. Sem falar que seus problemas iam além da concorrência. Mas por hora deveria se aprontar.

Tomara um belo banho ao chegar.  E ao adentrar no cassino, falou com um dos funcionários quanto aos carregamentos - Está tudo em ordem senhorita. Inclusive quanto aquilo. Voltamos a receber hoje à tardinha - Ela solta o ar como um pequeno alívio, faz um último pedido e dispensa o homem. Mas voltando a se distrair, ela olha ao redor como se a procura de sinais. Gestos insinuativos, mãos em certos lugares. Uma loira se inclinava discretamente em direção ao homem da mesa, quase soltando os dois prêmios pelo decote antes da hora. Outro rapaz acompanhava uma idosa, enquanto esta quase lhe arrancava as partes traseiras. Entretanto em meio a tanta ocultação, seus olhos passaram a investigar outra pessoa - Incerteza não parece o melhor sentimento para um cassino - Ela aborda a morena* diretamente. Talvez até demais - E sua expressão combinaria com qualquer coisa, menos Champagne! - Um dos garçons finalmente chega com seu pedido, entregando-o em mãos - Talvez algo mais forte... Gim por exemplo - Apesar do sorriso, a expressão de Cassy estaria mais próxima da complacência do que qualquer outra coisa.

*Lucy Smith

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12 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Sab Set 14, 2013 3:10 pm

O nome “Cajun Country” já não fazia mais sentido para Cliff depois de tanto tempo. Nunca foi bom em História ou Geografia, nem mesmo tinha o costume de viajar para lugares inóspitos e habitados por cobras, lagartos, crocodilos e mosquitos, motivos pelos quais nunca mais se lembre daquele lugar. Mas a garota que ele viu pela última vez naquele fim de mundo, a sua voz aveludada, o frio no estômago... nada disso sairia de sua cabeça. Ela era doce, tão doce quanto as garotas de seus filmes jamais serão. Além disso, era insegura o suficiente para se agarrar a uma voz paternal e crescida o bastante para cometer incesto. Ela era a apaixonante Lucy. Do sobrenome Cliff não se lembra - e na verdade ele tem dúvidas se ela o revelou ou não. Tinha apenas a certeza de que seus caminhos ainda se cruzariam.

Lucy se tornou um nome conhecido no trabalho de Cliff. Pela primeira vez seus amigos viam o malandro produtor sorrir um novo sorriso. Deixou por um tempo as brincadeiras adultas de lado (como poderia segurar nos peitos desnudos das atrizes por trás e as indagar “de que sabor é esse drops encostado na sua bunda” sabendo que Lucy não aprovaria a cena?). Mudou para melhor, ainda que as gozações o fizessem refletir sobre os benefícios dessa paixão. E aquele foi um mês de muita gozação, literalmente. Cliff concluiu nada menos do que oito filmes nesse período – benditos sejam os vídeos para a internet, com duração máxima de 25 minutos –,  ouviu piada atrás de piada sobre sua paixonite e como Lucy havia destruído seu status de macho alfa. E então ele percebeu o quão estava sendo ridículo e voltou a ser o Cliff de antes.

Adquiriu um pequeno vício em jogo nas duas últimas semanas graças à vivência no set de filmagens de “Tenho Dado de Quatro”, uma série adulta ambientada em cassinos. E foi o dono de um desses cassinos que o convidou a jantarem e jogarem no Harra’s esta noite. Nikola Sotiropoulos é um homem na casa dos 40 bem expansivo, de aperto de mão forte e sorriso largo. Ele tem a pele morena devido ao bronzeado do mediterrâneo e seus traços faciais brutos expõe sua herança grega. Além disso, é amante das peças douradas, tendo várias pulseiras e cordões de ouro sobrepostos. Esta noite, Nikola escolheu uma camisa social branca com os botões de cima abertos, deixando a mostra seu peito largo e cabeludo, o qual é um orgulho para si e, segundo o próprio, um trunfo para conquistar mulheres. E enquanto ele seguia gesticulando e falando alto pelo salão do Harra’s à procura de uma boa mesa de Blackjack, Cliff se tornava menos chamativo em seu estilo “cafajeste dos anos 70”.

Claudia, Sophie e Crystal acompanhavam Nikola – e a Cliff também, mas só por força da ocasião. As três beldades de corpos magros e esqueletos à mostra sorriam para seu garanhão à menor gracinha dita, sempre em busca de melhores recompensas monetárias. E Nikola adorava gracinhas. Esbanjava seu dinheiro apostando em jogadas sem futuro algum, somente para poder dizer alguma boa tirada no final. Ele perdia dinheiro e não dava a mínima, e isso passou a incomodar Cliff, que antes só via na figura grega um grande investidor e homem à moda antiga muito bem rodeado por mulheres.

Depois de outro milhar perdido em uma tentativa de Full House, Cliff pediu licença e resolveu ir fumar um cigarro longe daquela trupe. Manteve o bastãozinho da morte bem firme entre o indicador e o dedo médio e o curvou para dentro da palma da mão, de modo a escondê-lo dos funcionários do Cassino (é proibido fumar dentro do Harra’s). Entre uma tragada e outra, observava nádegas secas e jóias brilhantes, dois artefatos que julgava como “boas coisas, mas com potencial de melhoria”. Estava lá encostado em uma bancada fumando seu cigarro quando avistou Lucy caminhando pelo cassino. Jogou o cigarro ao chão, pisou, estufou o peito e em silêncio começou a caminhada em sua direção. Notou a aproximação de uma outra garota, tão bonita quanto Lucy, mas ainda mais sedutora que ela.

_ Lésbicas... – e fez um som de reprovação com o canto da boca.

Aproximou-se de frente a Lucy, escutando o final da conversa da outra garota e se intrometendo em seguida.

_Ela não gosta de Gim. Talvez devêssemos tentar um Sex in the Beach. – diz com um sorriso galanteador para a pretensa lésbica. _Eu sou Cliff, um profundo admirador do carisma dessa jovenzinha à nossa frente. E você, com esse rostinho tão bonito, deve ter um nome de princesa.

Vira todo o corpo e o rosto para Lucy e então seu sorriso muda. Estava natural, prolongado com um silêncio honesto de quem está realmente feliz por encontrar a pessoa de que gosta.

_Eu sabia que a gente ia se encontrar de novo, Lucy.

Cliff faz um gesto com a mão direita como se ela fosse uma pistola; o tiro é representado por uma piscadela e um som de canto de boca. Ele “atira” em Lucy bem ao final de sua última fala.

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13 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Ter Set 17, 2013 11:13 pm

Anda sem segurança pelo cassino, olhando para o rosto de cada um dos presentes. Mesmo com muito esforço, não conseguia deixar de ficar paranoica. Aquele cara de gravata borboleta estava só olhando na direção dela ou a estava vigiando? Não conhecia aquela loira de algum outro lugar? O que o garçom cochichava com o homem que apostava na roleta? Era sobre ela? E aquele outro no celular, com quem falava?

Sente-se tão deslocada naquele salão... Todas as pessoas pareciam combinar entre si, bonitas, bem sucedidas, cheias de bom gosto e classe. Sente que não combina com nada ali, e pensa no que precisaria fazer para começar a fazer parte daquele ambiente e trabalhar ali. Pára no lugar e cogita voltar para casa, dormir cedo e procurar uma lanchonete qualquer para trabalhar durante o dia, ganhando bem menos, mas em um lugar onde não parecesse uma mendiga.

- Incerteza não parece o melhor sentimento para um cassino.

Lucy escuta a fala da moça, mas não acha que se dirige a ela. Provavelmente falava com alguém ali perto. Mas a outra insiste e continua a falar. Lucy volta-se para Cassy, se perguntando o que aquela mulher tão bonita poderia querer com ela. Quando a morena oferece gim, Lucy arregala os olhos, balançando a cabeça. Gostava apenas de bebidas doces e fracas, gim era forte demais e a deixaria bêbada antes do final do copo. Queria ser cordial com a moça, afinal, havia achado a atitude dela interessante, tão simpática e com vontade de fazer novas amigas. Dá um sorriso pequeno e abre a boca para começar a explicar que não bebia gim quando sente mais alguém se aproximar das duas e fica tão tensa que trava no meio do caminho. Só consegue se mover quando escuta a voz reconfortante de Cliff, que soa familiar desde o primeiro segundo. Quando olha para ele, porém, não reconhece seu rosto. O estranho explica à desconhecida que Lucy não gostava de gim. E ainda mais: a conhece o suficiente para sugerir sua bebida favorita!

A aproximação do homem a faz corar, como sempre. E não tinha a menor ideia de onde o conhecia. Seu rosto era familiar, o sorriso, aquela confiança, a voz, o cheiro de cigarro... Repassa cada detalhe do homem a sua frente, de uma forma que poderia parecer atrevida se ela não fosse tão desligada. Então se lembra dele, do passeio que fizeram juntos, do quanto ele foi simpático, educado e a fez rir. Não consegue lembrar o nome de jeito nenhum. Fica envergonhada de si mesma, de como estava magra e sem graça vestida daquele jeito, com tão pouca maquiagem. Ele se declara admirador de seu carisma e Lucy fica se perguntando o que poderia significar aquilo. Ele não a achava atraente? Ela era só carismática?

Então ele elogia Cassy dando a ela um enorme sorriso. Talvez ele quisesse conhecer melhor a bela moça que gostava de bebidas fortes. Afinal, era compreensível. Ela era bem mais bonita, mais confiante, e aparentemente mais esperta. Ela se move para “abrir a roda” e permitir que ele participe da conversa.  Por um momento, tem certeza que está sobrando ali. Começa a pensar em maneiras de sair daquela situação. Entretanto, ele dá um sorriso tão sincero quando olha para Lucy que ela perde qualquer vontade de sair dali e fica ainda mais corada.

- Eu sabia que a gente ia se encontrar de novo, Lucy.

O rosto de Lucy queima de vergonha. Até mesmo suas orelhas estão vermelhas, por baixo do cabelo. Estava feliz de vê-lo também e seu coração parecia enlouquecer dentro do peito. O nome do homem tinha ido embora de sua mente, mas a impressão que ele causou foi o suficiente para ela. Passou os últimos 30 dias com tanto medo que se esqueceu dele e do passeio divertido que fizeram. Mas agora, da maneira como ele fala, lembra-se dos recados na secretária eletrônica. O nome dele era Cliff.

- ... Cliff...?

Pergunta bem hesitante, sem muita confiança, mas o olhar deixa claro que ela se lembrou dele. Dá um sorriso meigo, quase para si mesma. No fim, a primeira palavra que falou em um mês foi o nome dele. Ou o que ela imagina que seja o nome dele.

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14 Re: Hilton Hotel e Harra's Casino em Seg Set 23, 2013 7:06 pm

Olhava bem o rosto a sua frente. Buscava algo entre as linhas de expressão, talvez algum sinal específico entre tantos, e ainda que não tivesse certeza do que procurava, parecia não ter encontrado. Realmente era confuso, e essa dúvida já a corroía, mas não transparecia, ou ao menos tentava não transparecer. Talvez uma centelha tenha escapado em seu rosto, mas nada escancarado, nada realmente perceptível. Contudo, quando houve a recusa da bebida, certamente a dúvida brilhou em seu rosto como um letreiro de cabaré, mas por sorte não houve tempo para tanto. A interrupção abrupta de uma figura desconhecida tirou-lhe a concentração, e consequentemente afastou a reação.

O recém-chegado era um tipo familiar, de certa forma, e foi direto ao ponto. Ao menos o importuno confirmou o que ela já achava: a mulher não bebia Gim, e parecia ter gostos “delicados” - Seria um prazer, é uma ótima bebida - A expressão dançava entre gentileza e safadeza, talvez melhor definida como sutileza. Ficou a cargo da interpretação a quem era dirigida. De toda forma, o que veio em seguida era inconfundível. Nesses tipos tudo pode decair, mas o sorriso, o brilho no olhar e a língua treinada se mantinham tão vivas e afiadas quanto sempre. Mesmo assim sua atenção ao Michê era limitada. Dos males o menor, já que parecia ser recíproco.

Seu interesse logo retornou ao mesmo ponto de antes, e aproveitando-se agora da distração ruidosa, viu a chance de esquadrinhar mais além do que os sinais da face.  Enquanto os braços magros da mulher à frente se moviam, os olhos procuravam marcas, cicatrizes, mas nada encontravam. Também não havia nada nas mãos, ou mesmo no pescoço. As investidas de olhar eram rápidas e discretas, mas eram eficientes, pois sabiam bem onde examinar. Talvez houvesse marcas entre os dedos dos pés ou nas pernas? Era uma possibilidade, mas considerando o aparente gosto para bebidas, era mais lógico que estivesse frente a alguém limpa. Por um lado isso lhe soava proveitoso. Tinha uma moça possivelmente incólume e com potencial que poderia lhe ser útil para os fins que inicialmente desejava. Por outro foi decepcionante.

Quando acordou de seu rápido devaneio, estava com um dos braços rente ao abdômen, servindo de apoio ao outro que segurava a bebida na altura do queixo. Já Lucy soltava sorrisos fáceis. Nada mais conseguiria naquele momento, o que não significa que desistiria ainda. Ela leva a mão ao braço do homem, tocando-o na altura do ombro, enquanto os interrompe e dirige o olhar para a moça, juntamente a um sorriso - Foi um prazer conhece-la Lucy, não irei atrapalha-los, mas ainda deixarei uma proposta. O Masquerade, no interior do Cassino, está com uma entrada livre para clientes escolhidos nesta noite. Então se sinta convidada - Algo bem garota propaganda, de fato - É uma ótima escolha quando se está na dúvida, acredite. Já você “senhor” Cliff - Ela desliza a mão até afastar-se do braço enquanto olha-o nos olhos - Também terá seu nome na lista de entrada. Não hesite em acompanha-la se possível. E, claro, me chamo Cassy - Ela cumprimenta Cliff com os dois beijos no rosto e mesmo para com Lucy - Procurem por mim em qualquer problema. Espero vê-los lá - Não esperava que Lucy soubesse o que seria o Masquerade, quanto a Cliff, bem...

Enfim, exagerou novamente? Talvez. Não sabia bem o que chamara sua atenção em Lucy, e isso a deixava ainda mais tensa. Lucy parecia ter um jeito meigo e uma inocência que traziam um ar quase nostálgico. De toda forma lhe poderia ser útil independentemente. Já quanto ao homem, bem, este já deve ter alcançado a “aposentadoria” caso realmente fosse o que ela acreditava, afinal, caso contrário não estaria ali junto a jovem Lucy. E também lhe seria útil a sua maneira. Entretanto ela rumaria para a Masquerade. Sem ou com Lucy e Cliff, ainda teria muito no que se concentrar, e problemas urgentes para resolver.  

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